Nuno Palas
Nuno Palas
02 Abr, 2019 - 13:10
10 comportamentos para evitar a retenção de líquidos

10 comportamentos para evitar a retenção de líquidos

Nuno Palas

A retenção de líquidos pode provocar grande desconforto e afetar o dia a dia. Saiba mais sobre este problema, muitas vezes, silencioso.

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Falar em retenção de líquidos é abordar um problema que se vive em silêncio, que afeta maioritariamente as mulheres e a sua qualidade de vida, mas ainda desconhecido por muitas pessoas.

As zonas do corpo mais afetadas costumam ser as pernas e coxas, os braços e a zona abdominal, apesar de se poder manifestar em outras, tais como pescoço, por exemplo. Mas por que motivo temos retenção de líquidos? Como tratar e até mesmo prevenir? Atente às dicas.

Retenção de líquidos: tudo o que precisa de saber

Sintomas

retenção de líquidos

Se chega ao final do dia com as pernas cansadas e/ou inchadas, se tem necessidade de usar meias de descanso, se é frequente ter as mãos inchadas ou se a sua barriga, de manhã para a noite, não cabe na roupa, provavelmente sofre da chamada retenção de líquidos, também denominado de edema.

O edema forma-se pela acumulação de líquidos desnecessários e inúteis para o corpo numa determinada zona, tendo como aspeto visível um inchaço, que pode variar de dimensão e tanto pode ser localizado como, em casos mais graves, aparecer generalizado pelo corpo.

Estes líquidos podem advir dos vasos sanguíneos ou do sistema linfático, por várias razões, nomeadamente problemas de tiróide, de circulação sanguínea (principalmente a circulação de retorno), alterações hormonais, problemas de fígado, problemas renais, gravidez, excesso de gordura, stress, medicação, entre muitos outros.

São inúmeros os fatores que podem levar à retenção de líquidos, juntando-se aos já enumerados a sempre tão falada hereditariedade.

As zonas do corpo mais afetadas costumam ser as pernas e coxas, os braços e a zona abdominal, apesar de se poder manifestar em outras, tais como pescoço, por exemplo.

Como consequência, as dores (principalmente nas pernas) irão aumentar, afetando a qualidade de vida, visto que precisa cada vez mais de períodos de descanso. Haverá uma deterioração da circulação de retorno pela perda de elasticidade das veias e a inevitável consequente alteração na pressão arterial.

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Nos edemas provocados por deficiências no sistema linfático é desencadeado um efeito de bola de neve, que leva à formação de fibroses — células que se agrupam e encapsulam e que, por sua vez, causam a obstrução do sistema circulatório e a correta troca celular de oxigénio e nutrientes, envelhecendo ou danificando essas células.

Tudo isto se agrava na época de verão, visto que o calor promove ainda mais o edema e o desconforto será ainda maior, assim como a necessidade de repouso.

Tratamento e prevenção

pernas cansadas

Os edemas devem ser tratados, ou minorados, caso contrário, a médio/longo prazo poderá sofrer consequências para a saúde, principalmente nos edemas sanguíneos, muito característicos e comuns nos tornozelos.

Para tratar, é necessário perceber qual a origem do problema, uma vez que, em alguns casos, esta pode ser corrigível, principalmente quando não existe hereditariedade, nem excesso de peso e de gordura.

Caso não seja possível corrigi-la, terá então de passar para a fase de tratamento. Aí, em função do problema do edema e da necessidade de tratamento, têm de ser equacionadas duas vertentes: a primeira prende-se com os comportamentos e a alimentação a adotar, a segunda com tratamentos mecânicos, físicos ou medicação.

Se sofre deste problema, cada vez mais comum, atente a 10 estratégias que irão ajudá-lo a sentir-se melhor:

  1. Beber pelo menos 1,5 litros de água, intercalando com chás drenantes, como o chá verde (para quem não tem problemas cardíacos), de cavalinha, gengibre, etc.;
  2. Comer alimentos ricos em potássio, nomeadamente fruta, legumes e leguminosas;
  3. Privilegiar o consumo das seguintes frutas: papaia, ananás, kiwi, laranja, frutos vermelhos, melancia;
  4. Privilegiar o consumo dos seguintes legumes: beterraba, funcho, tomate, pepino, beringela e aipo;
  5. Incluir ervas aromáticas para reduzir o consumo de sal;
  6. Reduzir o mais possível o consumo de salsichas, enchidos e enlatados (alimentos com muito sal ou conservados pelo sal);
  7. Reduzir a ingestão de gordura, principalmente a processada;
  8. Reduzir o consumo de álcool;
  9. Eliminar ou reduzir o consumo de café;
  10. Praticar exercício físico com regularidade.
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