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Luís Neves
Luís Neves
12 Out, 2020 - 18:39

Do original 205 ao elétrico e-208: a história da família 200 da Peugeot

Luís Neves

Pelo número de vendas e inesquecíveis campanhas publicitárias, a família 200 da Peugeot, de uma forma ou outra, faz parte também da família dos portugueses.

Quem não se lembra do 205 GTi, do 205 CTi ou do 205 Rally? Ou ainda do 205 XAD? Falamos de um modelo que deu origem a uma saga: 205, 206, 206 +, 207, 207+, a primeira geração do 208 e que agora continua com o novo 208. Uma fórmula de sucesso e que muitos construtores ainda hoje procuram replicar.

Os primeiros modelos da “família 200” da Peugeot distinguiram-se por uma combinação de características que conquistaram várias gerações ao longo das últimas décadas. De facto, os 200 são um caso único na indústria automóvel que só tem paralelo com o Toyota Corolla e Volkswagen Golf, por exemplo.

os “200” da peugeot: uma família com muita história

Peugeot 205

Em 1982, a Peugeot era considerada uma marca com uma imagem conservadora. Tudo mudou com o lançamento do 205, um modelo que marcou uma época. Até pela extensa oferta de versões, que incluía dois GTi, o 1.6 e o potente 1.9, o descapotável CTi ou o incontornável 205 XAD, de 2 lugares.

Com mais de cinco milhões de unidades vendidas, o 205 é o segundo modelo mais vendido da Peugeot, só atrás de outro mito da “saga 200” da marca francesa, o 206, que teve mais de 8,3 milhões de unidades comercializadas. Outro modelo marcante, até pela publicidade – quem não se lembra dos famosos anúncios de televisão, o escultor indiano, por exemplo -, o 206 marcou igualmente uma época e uma geração.

A filosofia era praticamente a mesma que deu origem ao 205: um estilo único e atrativo para o público feminino e masculino (em particular o 206 GTi e 206 RC), baixo peso e motores pequenos, perfeitamente adequados à fiscalidade portuguesa, por exemplo.

207, mudança de paradigma

peugeot 207

Depois do Peugeot 206, seguiu-se o 207, embora o legado do 206 se tenha mantido por mais alguns anos com o lançamento do 206+, que não era mais que o 206 com uma cara ligeiramente mais moderna.

Sem os resultados do 206, em grande parte por culpa das motorizações escolhidas – a versão base tinha um motor 1.4 a gasolina (75cv) enquanto o 206 arrancava com um 1.1 (60cv) -, o 207 representou um primeiro passo na subida de patamar da gama 200.

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Em lugar de simples, acessível e versátil, o 207 posicionou-se como um utilitário com outro patamar de qualidade, acima da média, mas também conforto e inovação e tecnologia. Até nas dimensões se aproximou mais de um familiar compacto de um utilitário.

Esteve disponível em carroçarias de 3 e 5 portas, mas também um Cabrio “CC” e até uma carrinha “SW”. A gama de motorizações arrancava com o 1.4 de 75cv e terminava nas versões GTi ou RC, dependendo dos mercados, com 175cv, enquanto os motores HDi podiam ter até 110cv (1.6 HDi).

208, o regresso da filosofia 205

Peugeot 208

Em 2012 surgiu a primeira geração 208, um modelo que pretendia recuperar a filosofia do 205. Desde logo porque era 110 kg mais leve (em média) em comparação com o 207 e contava com motores de 1.0 e 1.2 litros, portanto, mais “amigos” da fiscalidade e sobretudo mais eficientes.

Por outro lado, não dispensava a evolução tecnológica – foi o primeiro Peugeot a estrear o “i-cockpit”, com o painel de instrumentos em posição elevada e o enorme ecrã multifunções no topo da consola.

e-208 e a mudança dos tempos

Peugeot 208

Sete anos depois da primeira e quase quatro décadas depois do 205, chegou a segunda geração do 208. Como o seu ilustre antecessor dos anos 80, o novo 208 aposta no estilo atlético e dinâmico que se posiciona em linha com a filosofia do 205, assumindo-se como o modelo da Peugeot a dar o passo em frente, com a estreia de uma versão elétrica, o e-208, com 340 km de autonomia.

O e-208, que representa já 25% das encomendas do novo 208, tem um motor elétrico de 136cv (100 kW). Alojada sob os bancos de trás e da frente, a bateria de 50 kWh pesa 340 kg e ocupa 220 litros de volume. O primeiro passo da saga “200” rumo a um futuro desconhecido do automóvel.

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