Miguel Pinto
Miguel Pinto
16 Out, 2026 - 13:00

IONIQ 3: o novo elétrico compacto da Hyundai que começa nos 33.500 euros

Miguel Pinto

Com autonomia projetada superior a 490 quilómetros e carregamento rápido o novo Hyundai IONIQ 3 chega ainda este ano. Venha conhecê-lo.

Hyundai IONIQ 3

33.500 euros. É este o ponto de partida do novo Hyundai IONIQ 3, o compacto elétrico que a marca coreana acaba de colocar à venda em Portugal e o número diz muito sobre a ambição do modelo. Não é um carro de nicho nem um exercício de estilo para entusiastas. Pretende ser, com toda a franqueza, um elétrico para o dia a dia europeu.

A versão de acesso é a Trend com bateria de 42 kWh (Standard Range), que arranca nos tais 33.500 euros. A gama nacional organiza-se em três níveis: Trend (com baterias de 42 ou 61 kWh), Select (61 kWh) e N Line (também 61 kWh).

Em todas, a oferta inclui sete anos de garantia sem limite de quilómetros, sete anos de Assistência em Viagem e sete anos de check-ups, um pacote que pesa bem na decisão de quem planeia ficar com o carro muito tempo.

Hyundai IONIQ 3: autonomia e baterias

Duas opções, portanto. A Standard Range monta uma bateria de 42,2 kWh, desenvolve 147 cv e anuncia uma autonomia WLTP prevista superior a 344 km.

A Long Range sobe para 61 kWh, com motor de 135 cv, e ultrapassa os 497 km em ciclo combinado. Em ciclo urbano, o número chega aos 687 km, o que favorece sempre quem anda devagar e pára muito.

Ambas as versões usam tração dianteira e assentam na plataforma K3, com arquitetura elétrica de 400 volts. Curiosamente, a bateria maior acompanha o motor menos potente. Detalhe estranho, sim, mas é o que consta na informação oficial.

Quanto tempo demora a carregar?

Em corrente contínua, o IONIQ 3 recupera dos 10 aos 80% em cerca de 29 minutos na Standard Range e 30 minutos na Long Range, em condições ideais. Em corrente alternada, o carregamento chega aos 11 kW, consoante o equipamento.

O Sistema de Regeneração Inteligente ajusta a recuperação de energia ao trânsito, e a função Plug & Charge dispensa cartões e aplicações em postos compatíveis: liga-se a ficha e pronto.

Design e espaço a bordo

interior do IONIQ 3

A linguagem visual chama-se “Art of Steel” e a carroçaria, “Aero Hatch”, com coeficiente aerodinâmico previsto de 0,263.

Tem 4,16 metros de comprimento e 2,68 metros entre eixos, medidas que prometem mais espaço interior do que o tamanho sugere. Cabem cinco ocupantes e a bagageira declara 441 litros, já com o compartimento Megabox de 119 litros incluído.

Lá dentro, o conceito “Furnished Space” vai buscar inspiração ao mobiliário contemporâneo.

Piso plano, materiais reciclados e (boa notícia para quem odeia ecrãs para tudo) comandos físicos nas funções mais usadas. A versão N Line acrescenta elementos exteriores específicos, jantes de 18 polegadas e acabamentos exclusivos no habitáculo.

Pleos Connect: a estreia tecnológica

O IONIQ 3 é o primeiro Hyundai na Europa com o sistema de infoentretenimento Pleos Connect, assente em Android Automotive OS.

O ecrã central mede 12,9 ou 14,6 polegadas, conforme a versão, e traz navegação conectada, planeamento de rotas para elétricos, aplicações integradas e atualizações remotas de software.

O assistente de voz Gleo AI aceita comandos em linguagem natural para algumas funções. Há ainda Apple CarPlay e Android Auto sem fios e serviços Bluelink.

IONIQ 3: segurança e assistência à condução

traseira do ioniq 3

O pacote Hyundai SmartSense reúne vários sistemas, que variam consoante a versão. Entre eles estão a Assistência à Condução em Autoestrada 2 (HDA2), o Cruise Control Inteligente com base na Navegação 2 (NSCC2) e a Assistência Remota Inteligente ao Estacionamento (RSPA).

Para as manobras, contam-se a Assistência à Marcha-atrás com Memória, a câmara de 360º e a monitorização do ângulo morto. Sete airbags de série completam a proteção.

No fundo, o novo Hyundai IONIQ 3 não tenta reinventar o automóvel elétrico. Faz uma aposta mais pragmática: dimensões contidas, espaço bem aproveitado, autonomia competitiva e tecnologia renovada.

E num mercado em que a lista de equipamentos cresce quase tão depressa como os preços, essa combinação poderá revelar-se um dos seus argumentos mais fortes.

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