A Delta lidera o novo ranking das Marcas Portuguesas Memoráveis, divulgado a 1 de setembro de 2026 pela consultora OnStrategy. Seguem-se a Sagres, a Olá, a Caixa Geral de Depósitos, a TAP, os CTT, a EDP, a Galp, o Continente e a Super Bock.
O estudo resulta da auditoria a mais de 2.000 marcas em mais de 70 setores, com opiniões recolhidas junto de mais de 50.000 cidadãos, 8.000 gestores de topo, 900 jornalistas e 200 líderes de opinião. O critério não é o preço nem a qualidade percebida: é a capacidade de uma marca ficar na cabeça das pessoas, daí o nome de marcas memoráveis.
Metade do top 10 corresponde a despesas fixas do orçamento familiar. A CGD é um banco. A EDP e a Galp são energia. O Continente é onde se faz a compra do mês. Os CTT tratam de correio e encomendas. Lembrar-se bem de uma marca não significa que ela lhe cobre o valor mais baixo.
O que mede exatamente um ranking de marcas memoráveis
O indicador da OnStrategy segue a norma ISO20671, usada para avaliar estratégia e força de marca. Cruza 12 dimensões, entre elas solidez, vitalidade, autoridade, genuinidade, dinamismo e otimismo, para perceber que marcas permanecem presentes na memória dos portugueses entre os 18 e os 75 anos.
Isto é diferente de um ranking de valor financeiro ou de preços mais baixos. Uma marca pode estar entre as mais memoráveis e, ainda assim, não ser a opção mais vantajosa para uma conta à ordem, um contrato de eletricidade ou um seguro. A familiaridade reduz o esforço de decisão e é exatamente por isso que compensa às empresas investir nela há décadas.
Há ainda um efeito de reforço: quanto mais uma marca aparece, em publicidade, em conversas, no dia a dia, mais fácil se torna lembrar dela primeiro na hora de escolher. É esse mecanismo, e não necessariamente o preço, que o ranking de marcas memoráveis está a medir.
Bancos, energia e supermercado: onde a memória pesa na carteira
Nos serviços que pagamos todos os meses, a marca mais conhecida raramente coincide com a mais barata para o seu caso concreto. Um banco pode ter décadas de reconhecimento e, mesmo assim, cobrar uma comissão de manutenção de conta mais alta do que um concorrente menos visível. Um comercializador de energia pode ser o primeiro nome que vem à cabeça e, ainda assim, não ter o tarifário mais competitivo para o seu perfil de consumo.
O mesmo raciocínio aplica-se ao supermercado onde faz a compra semanal ou à seguradora do carro. Escolher por hábito poupa tempo de decisão, mas tempo poupado nem sempre significa dinheiro poupado. Uma diferença de 10 euros por mês num destes serviços já representa 120 euros por ano, o suficiente para cobrir uma fatura extra de eletricidade em pleno inverno.
Nenhuma marca específica é melhor ou pior só por estar neste ranking. O que muda de família para família são as condições de cada contrato e essas só se percebem comparando.
Como comparar sem perder dinheiro
Antes de renovar qualquer contrato por inércia, valem três verificações simples:
Confirme a data de renovação do contrato de eletricidade, gás, seguro ou telecomunicações. Nos 30 dias antes da renovação é o momento em que compensa mudar sem penalização.
Compare pelo menos duas alternativas com o mesmo nível de serviço, mesma potência contratada, mesma cobertura de seguro, mesmas condições de conta. Comparar tarifários com potências diferentes não serve de nada.
Some o custo anual, não só a mensalidade. Uma diferença de 5 euros por mês parece pequena até multiplicar por 12.
Se este exercício se aplica ao seu orçamento, vale a pena fazê-lo já esta semana, antes que a próxima fatura chegue com o mesmo valor de sempre.
O que muda quando troca de fornecedor
Trocar de banco, de comercializador de energia ou de seguradora é, na maioria dos casos, gratuito e sem burocracia complexa: a portabilidade de conta bancária e a mudança de comercializador de energia estão reguladas precisamente para não penalizar o consumidor. O maior obstáculo raramente é o processo, mas sim a inércia de continuar com uma marca só porque é a que vem primeiro à memória.
Isto não significa abandonar marcas conhecidas por sistema. Significa verificar, com números concretos, se essa familiaridade está a custar mais do que devia.
Confiança tem preço e vale a pena calculá-lo
Lembrar-se da CGD, da EDP ou do Continente em primeiro lugar não é mau, apenas insuficiente como critério de escolha. Faça as contas antes da próxima renovação: pode confirmar que está no sítio certo ou descobrir que a familiaridade lhe custou 150 euros este ano.
Quer manter as suas contas em dia sem se perder em comparações? Todas as semanas, a newsletter do Ekonomista reúne as mudanças que afetam o orçamento das famílias portuguesas e as estratégias que realmente compensa comparar.
ONSTRATEGY. (2026, 1 de setembro). Marcas Portuguesas Memoráveis [Comunicado à imprensa].