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Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
27 Out, 2021 - 10:13

Mudar de casa depois da pandemia: o que nos traz o futuro

Mónica Carvalho

O filme da pandemia parece não ter fim. Mas não nos deixamos ficar parados. Por isso, mudar de casa depois da pandemia traz outros desafios.

Mudar de casa depois da pandemia

Escolher uma nova casa implica sempre muito tempo de pesquisa, planeamento e muita paciência. Mas mudar de casa depois da pandemia pode ser ainda mais difícil. Isto porque nos fomos apercebendo, após meses de confinamento, que queremos mais e melhor. Que é como quem diz: queremos uma casa maior e com melhores condições. Agora, a prioridade é o conforto dentro do lar.

Saiba o que nos dizem as tendências sobre as casas do futuro pós-pandemia.

O que ter em conta ao mudar de casa depois da pandemia

A localização e o espaço são questões fundamentais ao mudar depois da pandemia. Mas não só.

família casa nova

Localização

Verificamos que viver atualmente na cidade não significa propriamente ter a maior qualidade de vida, devido ao trânsito e até dificuldade em estacionar. Pelo que começam a notar-se as preferências em ir ver para a periferia das grandes cidades, de modo a conseguir ter outra qualidade de vida, como espaços exteriores para passear, mais silêncio durante os tempos livres e viver mais descansado. Sem que isso comprometa o acesso a supermercados, lojas, parques e zonas verdes, a acessibilidade a transportes públicos.

Mais espaço

Mudar para mais longe do centro significa que poderá ter um apartamento maior, ou até mesmo uma moradia, visto que os preços são, habitualmente mais baixos.

E mesmo que se demore mais tempo a chegar ao trabalho é um “sacrifício” pelo qual as pessoas estão a pensar em enfrentar, pensando na qualidade de vida que uma casa maior pode trazer.

Nesta nova realidade, quer-se mais espaço para diversos fins, mas também para poder receber a família mais à vontade e em segurança.

Cuidar da higiene e segurança

Os hábitos de higiene e segurança que foram adquiridos ao longo dos últimos meses talvez tenham mesmo vindo para ficar.  

Não de forma excessiva como no início da pandemia, em que estávamos a lidar com o desconhecido, mas de forma mais controlada, em prol da segurança e saúde da nossa família.

Espaços abertos

As casas do pós-pandemia também são mais simples: querem-se menos paredes e mais espaços abertos, para que a energia possa fluir sem impedimentos nem entraves.

É também uma forma de aproveitar melhor o espaço e ainda assim de conseguir criar diferentes e novos espaços, comparando com aquilo que estava habituado.

O escritório em casa passa a ser uma realidade

Quer já tenha regressado na totalidade ao escritório, quer divida o seu tempo entre o escritório e o trabalho em casa, há uma questão assumida: ao mudar de cada depois da pandemia queremos ter um cantinho para poder trabalhar à vontade, sempre que necessário

Espaço de bem-estar

Falemos das novas casas de banho, que passaram a ser interpretadas – ou imaginadas na maior dos casos, infelizmente – como um espaço de relaxamento.

Se não tem oportunidade de transformar a sua por completo, então, adeque com alguns detalhes que vão fazer toda a diferença. Pode ser, por exemplo, usar acessórios em bambu, que é um dos materiais mais sustentáveis do mundo; colocar plantas; e até usar bastantes velas.

Ter uma horta em casa

O cuidado com a alimentação ganhou uma nova importância durante a pandemia, devido a muito se ter falado sobre os alimentos que podem ajudar a fortalecer o sistema imunitário e, com isso, ter o corpo mais bem preparado para dar resposta a uma série de doenças.

Como tal, muita gente começou a dedicar o seu tempo à jardinagem, fazendo uma horta em casa, de acordo com o espaço disponível, e criando alguns legumes ou frutas.

Será que os portugueses querem mesmo mudar de casa?

Diríamos que a resposta é sim, visto que cerca de 45% dos portugueses querem mudar de casa após o desconfinamento, de acordo com um inquérito da Century 21, partilhado pela Lusa.

Ricardo Sousa, CEO da Imobiliária, afirma que “a procura manteve-se muito constante ao longo do tempo, mesmo durante o confinamento”, destacando-se o facto de quase metade da população desejar mesmo mudar de casa depois da pandemia, porque “têm hoje uma perspetiva diferente da habitação”.

A empresa entrevistou 450 pessoas em duas fases, em outubro de 2020 e em janeiro de 2021, e além desses resultados, outros dados saltam à vista. “29% confessaram que gostariam de mudar, mas não têm capacidade económica, 11% já tinham planeado mudar de casa antes do confinamento, 3% não tinham planeado, mas, após o confinamento, consideraram uma mudança de habitação, enquanto 2% dos inquiridos afirmam que gostariam de mudar, mas sentem-se desencorajados com o processo de comprar e vender, e pelo próprio conceito de mudança”.

Ainda assim, a Century 21 destaca que “43% dos inquiridos sentem-se satisfeitos com a casa onde vivem”. E você?

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