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Teresa Campos
Teresa Campos
12 Jan, 2021 - 13:53

Covid-19: o que já se sabe sobre a nova variante do coronavírus

Teresa Campos

Uma nova variante do coronavírus identificada no Reino Unido lançou um alerta global. Ameaçará a eficácia das vacinas? Descubra o que sabe sobre o tema.

nova variante do coronavírus

As notícias de que uma nova variante do coronavírus, mais contagiosa, começou a circular no Reino Unido e na África do Sul, lançaram um alerta global e já foram mais de 40 os países que fecharam as fronteiras a cidadãos provenientes de Inglaterra.

Até ao momento, a maioria dos especialistas tem afirmado que esta nova variante do coronavírus não põe em causa a eficácia imunitária da vacina. Contudo, ainda há muito por saber em relação a esta nova variante do coronavírus. Fique a par do que se sabe até agora.

A nova variante do coronavírus e o Reino Unido

A evolução dos vírus para novas variantes é algo comum e normal. É precisamente isso que acontece, por exemplo, com o vírus da gripe (Influenza). Daí, a necessidade de tomar uma nova vacina, todos os anos.

No que diz respeito ao Sars-Cov-2, existem novas cadeias e variantes deste vírus, desde que ele foi detetado pela primeira vez, há cerca de um ano, na China.

Reino Unido

Apesar de ser algo normal, isso não significa que a nova variante do novo coronavírus não obrigue a tomar novas medidas de prevenção do contágio.

Por esse motivo, o primeiro ministro inglês, Boris Johnson, determinou novas restrições e confinamentos no Reino Unido, assim como uma série de países europeus limitou a entrada no seu território de voos provenientes de Inglaterra.

Além disso, as restantes medidas de prevenção do contágio mantêm-se vigentes, como é o caso do uso de máscaras, da lavagem das mãos e da manutenção do distanciamento físico.

Perguntas e respostas sobre o coronavírus

Mas, afinal, o que se sabe até agora sobre a nova variante do coronavírus?

Especialistas ingleses e americanos concordam que esta nova variante do coronavírus é mais contagiosa, mas até ao momento não há evidência de que seja mais mortal. Nesta altura, no Reino Unido, esta já será mesmo a variante dominante do vírus, uma vez que tem sido responsável por cerca de 60% das novas infeções detetadas.

Outra preocupação é o facto desta variante apresentar várias mutações (cerca de 24), algumas das quais relacionadas com a proteína spike que o vírus usa para infiltrar e infetar as células.

Além de mais contagiosa, alguns especialistas afirmam que esta nova variante do novo coronavírus pode tornar as crianças mais suscetíveis à infeção e a ficarem doentes com COVID-19, ao contrário do que acontecia com as outras variantes da doença, até agora conhecidas.

Novas variantes dos vírus

É frequente os vírus sofrerem pequenas alterações, fruto da sua evolução. Essas novas variantes podem tornar-se dominantes num determinado espaço, por terem encontrado aí condições propícias à sua rápida propagação.

O problema pode surgir quando essas mutações do vírus alteram as suas proteínas, o que pode ajudá-lo a “escapar” do “ataque” do sistema imunitário, dos medicamentos ou de uma vacina.

Outras variantes do novo coronavírus

Convém frisar que esta não é a única, nem a primeira, nova variante do coronavírus. Em abril, investigadores suecos descobriram vírus com duas mutações genéticas que o tornavam duas vezes mais infecioso. Foram reportados cerca de 6000 casos de infeção por esta nova variante, sobretudo na Dinamarca e em Inglaterra.

A nova variante agora identificada no Reino Unido tem, além dessas duas mutações genéticas, oito alterações na sua proteína spike. Ela começou por ser detetada em setembro, no sudeste de Inglaterra, estando em circulação desde então. Até agora, ela já foi identificada na Bélgica, Gibraltar, Dinamarca, Austrália, Países Baixos, Itália e África do Sul (embora a Organização Mundial de Saúde tenha informado que a nova variante do coronavírus identificada no Reino Unido não seja a mesma descoberta na África do Sul).

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Será que a nova variante do coronavírus põe em causa a eficácia das vacinas?

No geral, os especialistas não acreditam que esta nova variante ponha em causa a eficácia das vacinas. Isto, porque as vacinas estimulam respostas mais abrangentes por parte do sistema imunitário e não apenas dirigidas à proteína skype.

Os investigadores acreditam que sejam precisas muitas mutações no código genético do vírus para a eficácia das vacinas ser comprometida. Isto não significa que as vacinas não precisem de ser ajustadas ao longo do tempo, à medida que as mutações genéticas aumentem.

A nível global, a Organização Mundial de Saúde já veio dizer que a nova variante do coronavírus não constitui uma preocupação de maior, nem representa uma situação descontrolada. A mesma posição foi adotada, em termos nacionais, pela Direção-Geral da Saúde que também considera que a nova variante do coronavírus pode não diminuir a eficácia das vacinas.

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