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Teresa Campos
Teresa Campos
28 Ago, 2020 - 12:57

Acha que ouve mal? Então, saiba tudo o que deve fazer

Teresa Campos

Se ouve mal, deve consultar um especialista, de modo a solucionar este problema e evitar que ele piore. Não se conforme com a perda de audição.

indivíduo com mão na orelha porque ouve mal

Ouve mal? Este é um problema relativamente frequente, mas do qual quem ouve mal nem sempre se apercebe. Muitas vezes, são as pessoas à volta que dão o alerta para a perda de audição de quem sofre dela.

Porém, sentir dificuldade em acompanhar uma conversa ou colocar o som da televisão muito alto podem ser indícios importantes de que ouve mal e de que, nesse caso, precisa de consultar um especialista. Fique a saber mais.

Ouve mal? Perceba como funciona o diagnóstico e tratamento deste problema

A perda de audição pode corresponder a uma perda parcial ou total de audição. Em qualquer um dos casos, essa perda dificulta a compreensão e a comunicação verbal. Na origem desta perda podem estar causas congénitas, traumatismos, predisposição genética ou doenças do ouvido.

Alguns dos tipos de perda auditiva existentes são:

  • condutiva, que afeta o ouvido externo e médio;
  • neurossensorial, que afeta o ouvido interno e o nervo da audição;
  • mista, que combina os dois tipos anteriores.

Além dos tipos, existem níveis e graus de perda auditiva, os quais são quantificados em decibéis (dB). Estes valores permitem aferir se há ou não perda de audição e qual a sua gravidade. Para isso, confira a lista seguinte:

  • 0 a 25 dB: sem perda auditiva;
  • 26 a 40 dB: perda de audição leve, manifestando dificuldade em manter um diálogo em ambientes com muito barulho;
  • 41 a 55 dB: perda de audição moderada, manifestando dificuldade em manter um diálogo em ambientes com muito barulho e necessidade de aumentar significativamente o volume da televisão e de outros aparelhos de som;
  • 56 a 70 dB: perda de audição moderada a severa, manifestando dificuldade em manter conversas em grupo e necessidade em falar num tom mais elevado;
  • 70 a 90 dB: perda de audição severa, manifestando incapacidade de ouvir, sem ser num tom elevado, podendo até recorrer à  leitura labial;
  • +90: perda de audição profunda, manifestando dificuldade em ouvir e compreender, mesmo em tom elevado tendo, por isso, de recorrer à linguagem labial ou língua gestual.
língua gestual portuguesa
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Sintomas

O National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (EUA), o NHS Choices (Reino Unido) e a Mayo Clinic (EUA) reuniram alguns sintomas de perda de audição a que deve estar atento. Eis os mais frequentes:

  • Sentir dificuldade em ouvir o que lhe dizem e em concentrar-se em momentos em que haja muito barulho de fundo;
  • Não ouvir a campainha da porta ou a buzina dos carros;
  • Ter a sensação de que os sons estão “abafados”;
  • Colocar o som da televisão, do telemóvel ou outros muito alto.
homem a fazer exames auditivos

Diagnóstico

Perante estes sintomas, deve consultar um otorrinolaringologista e não se resignar com esta condição. A perda auditiva interfere diretamente no bem-estar e na qualidade de vida da pessoa que ouve mal, podendo desenvolver quadros de ansiedade e, mesmo, de depressão. Evitar certas atividades ou convívios não deve ser uma opção, nem deve ser visto como  uma solução para este problema.

A perda de audição pode ser diagnosticada através de exames complementares, como audiometria, otoemissões acústicas, impedancimetria, potenciais evocados, entre outros. Em função da origem e do grau da perda auditiva, o especialista deve determinar qual o tratamento mais adequado.

Tratamento

Como já explicámos, o tratamento para a perda de audição é variável, dependendo dos resultados do diagnóstico. Entre eles estão: a remoção do cerúmen, os procedimentos cirúrgicos, a colocação de um aparelho auditivo ou o Implante Coclear (IC), dispositivo eletrónico que estimula diretamente o nervo auditivo.

Portanto, se acha ou lhe dizem que ouve mal, não hesite e consulte o quanto antes um especialista.

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