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Inês Pereira
Inês Pereira
01 Ago, 2018 - 11:00

Parto prematuro: causas, sinais e consequências

Inês Pereira

Cerca de 10% das grávidas têm contrações de parto antes do tempo, o que provoca extrema preocupação em relação ao bebé. Saiba tudo sobre o parto prematuro.

Parto prematuro: causas, sinais e consequências

À medida que se aproxima a data do parto, o útero vai crescendo e, de forma natural, “pratica” para o nascimento do bebé através das contrações de Braxton-Hicks – que são perfeitamente normais e não constituem motivo para alarme. Contudo, em alguns casos, as grávidas sofrem contrações de parto antes do tempo previsto, o que leva ao parto prematuro.

Esta é uma das grandes preocupações de todas as futuras mamãs, uma vez que um parto prematuro pode significar um fraco desenvolvimento do feto, o que, por vezes, origina problemas físicos ou de saúde. Assim, é importante que saiba quais são as causas deste fenómeno e quais os sinais a que deve ter atenção para proteger o seu bebé.

Tudo sobre o parto prematuro

saiba tudo sobre o parto prematuro

Costuma dizer-se que na vida há alturas para tudo – e o parto não é exceção. Para que o feto desenvolva tecidos, membros e órgãos de forma adequada é necessário que o período de gestação, que dura desde a conceção até ao nascimento, dure cerca de 38 a 42 semanas.

Ora, isto significa que se considera parto prematuro quando o bebé nasce entre a 22ª e a 37ª semana de gestação. E, claro está, apenas umas semanas podem representar diferenças abismais no que se refere aos efeitos negativos na saúde da criança e ao nível de cuidados necessários.

Por esse motivo, sempre que possível, os médicos procuram adiar o nascimento com recurso a medicação que evita as contrações e a dilatação. No entanto, este adiamento não costuma ir para além das 72 horas, o que não costuma ser suficiente para evitar alguns problemas.

Causas

Embora seja muito complicado prever um parto prematuro, a verdade é que existem alguns fatores associados ao acontecimento:

  • situações de extremo stress;
  • acidentes por impacto (queda, acidente automóvel, etc);
  • estilo de vida pouco saudável (tabaco, álcool, etc);
  • hipertensão;
  • idade da mãe;
  • antecedentes de outros partos prematuros;
  • doença crónica;
  • eclâmpsia;
  • inflamação da bexiga;
  • anomalias na placenta;
  • malformações no feto;
  • falta de cuidados médicos;
  • doença fetal;
  • diabetes gestacional.

Sinais

Apesar de poder ser apenas um falso alarme, é importante que se dirija ao hospital caso desconfie de que está a sofrer um parto prematuro. Este é conselho é extremamente importante especialmente se sentir contrações antes das 37 semanas. Posto isto, existem alguns sinais que merecem a sua atenção para saber se corre o risco de estar em parto prematuro:

  • dores abdominais;
  • contrações irregulares;
  • diminuição das contrações com o tempo;
  • ausência de dilatação do colo do útero.

Consequências

descubra as consequências do parto prematuro

O parto prematuro pode originar graves consequências para o bebé. No entanto, os efeitos deste fenómeno dependem especialmente do quão prematura é a criança – a sua idade gestacional ao nascer desempenha um papel crucial nas sequelas que poderão surgir imediatamente ou no futuro.

  • Parto entre as 22 e as 25 semanas: é o caso mais grave, uma vez que o bebé pode desenvolver deficiências graves, como surdez, cegueira ou paralisia cerebral;
  • Parto entre as 26 e as 28 semanas: podem surgir diversos problemas como asma, dificuldades de aprendizagem, problemas de visão e dificuldades motoras;
  • Parto entre as 29 e as 33 semanas: existe menos perigo, mas alguns bebés podem nascer com problemas de visão ou com formas leves de paralisia cerebral;
  • Parto entre as 34 e as 37 semanas: à partida não existirão problemas, mas, em alguns casos, podem existir dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento.

Geralmente, os bebés que nascem de um parto prematuro são colocados em incubadoras, de modo a estabilizar a sua temperatura corporal e permitir o melhor desenvolvimento possível. Em alguns casos mais preocupantes pode também ser necessária a utilização de um aparelho que ajuda na respiração.

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