Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
04 Set, 2019 - 10:09
Projeto Byteboard: como a Google revoluciona as entrevistas de emprego

Projeto Byteboard: como a Google revoluciona as entrevistas de emprego

Mónica Carvalho

Existem diferentes tipos de entrevista e formas de se preparar para cada uma delas. Mas o Projeto Byteboard vai revolucionar tudo isso.

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A Google continua a surpreender. Desta vez, o destaque vai para o Projeto Byteboard, um portal que permite melhorar as entrevistas de emprego feitas a programadores e que possibilita medir de forma eficaz as capacidades técnicas de cada candidato.

O projeto foi fundado no âmbito da Área 120 da Google, no qual realizam projetos experimentais com o objetivo de reformular a experiência da entrevista de emprego técnica, avaliando as capacidades de engenharia que serão realmente usadas no futuro emprego.

Para as empresas esta bem pode ser uma excelente forma de parar de perder grandes candidatos. Até porque numa entrevista de emprego nem sempre é possível ter a real perceção das capacidades do candidato e este até pode estar num dia menos positivo e isso afetar a imagem que transmite.

O único senão, se é que se pode considerar senão nos dias de hoje, é o facto de o portal do Projeto Byteboard estar apenas disponível em inglês.

Os candidatos devem preparar-se para o trabalho, não para a entrevista

É mesmo esta a premissa principal do Projeto Byteboard: deve ser no trabalho que cada pessoa dá o seu melhor e não numa única entrevista.

“Como engenheiros experientes, ficamos frustrados porque, quando se tratava de entrevistas técnicas, ainda precisávamos gastar uma quantidade considerável de tempo e recursos para nos prepararmos. As entrevistas, que valorizam a memorização sobre a aplicação prática de habilidades, pareciam excessivamente performativas e desarticuladas do trabalho de engenharia real”; e assim nasceu o Projeto Byteboard.

Assim, e após percecionadas as falhas no processo de entrevista, e tendo em conta a cada vez maior procura de entrevistas com orientações limitadas sobre como avaliar efetivamente as habilidades, a mudança era a palavra de ordem.

Dessa forma, os investigadores realizaram uma pesquisa a mais de 2.500 engenheiros de software e perceberam que quase metade dos entrevistados passou mais de 15 horas a estudar para as entrevistas técnicas e, na maior parte dos casos, essas mesmas entrevistas acabavam por se forcar noutro tipo de capacidades não tão relevantes.

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O Projeto Byteboard permite, assim, dar um passo em frente para avaliar as competências técnicas que realmente importam e tal permite aos candidatos trabalhar num projeto e na implementação de um problema do mundo real e num ambiente de programação também real, sem testes teóricos.

Benefícios do Projeto Byteboard

projeto byteboard

A entrevista do Byteboard é cuidadosamente projetada para providenciar ao recrutador sinais fortes e confiáveis das habilidades de engenharia de software de um candidato e que seja, assim, justa e bem representativa das capacidades de cada um. Atente às vantagens do Projeto Byteboard:

  • Possui um banco de perguntas calibradas em 7 linguagens de programação, que são validadas por meio de um amplo processo de desenvolvimento de avaliação e teste de usuário e combinadas com rubricas estruturadas para garantir consistência;
  • Providencia um serviço de ponta a ponta que inclui o desenvolvimento de perguntas exclusivas, uma plataforma de entrevistas, suporte a candidatos, avaliação de entrevistas e relatórios de habilidade;
  • Permite o total anonimato e avaliação estruturada das entrevistas;
  • Permite criar um perfil de habilidades rico em dados, para cada candidato, num prazo de 48 horas após a conclusão da entrevista;
  • Disponibiliza recomendações dinâmicas que melhoram com o tempo com base em seus valores de engenharia, volume de candidatos a candidatos, nível de experiência desejado e resultados no local.
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Dúvidas frequentes sobre o Projeto Byteboard

O serviço disponibilizado pela Google inclui o desenvolvimento, a administração e a avaliação das entrevistas, logo, abrange todo o processo de seleção. Se ainda tem dúvidas, atente às questões mais pertinentes sobre este projeto.

Como funciona?

O portal do Projeto Byteboard replica uma entrevista que avalia diferentes habilidades e conhecimento, nomeadamente ciências da computação relacionadas a funções, resolução de problemas, mentalidade de crescimento e interação interpessoal e fluência de código.

As entrevistas são anónimas e depois avaliadas de acordo com as competências de engenharia que são, posteriormente, convertidas num perfil para cada candidato, sendo identificados os pontos fortes e fracos de cada um.

Como é que este projeto se encaixa no processo de recrutamento?

A entrevista do Projeto Byteboard foi projetada para substituir todas as diferentes entrevistas técnicas, dado que fornece uma forte compreensão do candidato em mais de 20 habilidades essenciais de engenharia de software.

Pode usar a entrevista do Projeto Byteboard em qualquer situação?

Atualmente, a entrevista do Byteboard está disponível para funções de back-end e de engenharia completa, concentrando-se na avaliação de competências gerais em informática para estagiários. Brevemente, a lista de perguntas irá estar também adaptada para funções de front-end, engenharia de dados, testes e engenharia móvel no segundo semestre de 2019.

Como é gerida a área do candidato?

Os dados do candidato são protegidos pelas diretrizes de privacidade e são usados apenas para se comunicar com o candidato. Os dados da entrevista só são compartilhados diretamente com a empresa contratante, pois durante o processo de avaliação tudo é totalmente anónimo.

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Programador: a profissão do futuro

Este projeto ganha especial importância se tivermos em conta que os empregos na área das engenharias, nomeadamente na programação, são cada vez mais procurados, dadas as necessidades de mercado.

Em Portugal, atualmente, as universidades não conseguem dar resposta às necessidades tecnológicas e digitais que surgem em diferentes áreas de negócio, porque, de facto, a digitalização de setores de negócio e o intenso investimento estrangeiro traz grandes exigências quer em quantidade, quer em exigência.

Felizmente muitas entidades certificadas começam, cada vez mais, a disponibilizar formações em áreas mais técnicas, entre as quais se inclui a programação, pelo que há sempre possibilidade de mudar de vida e de perspetiva de carreira com alguma facilidade.

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