Um novo estudo da ConsumerChoice mostra que 83% dos portugueses considera que o regresso às aulas vai sair mais caro este ano do que em 2025. Quase metade das famílias (43%) prevê gastar entre 100 e 250 euros por cada filho.
O inquérito, feito a 718 portugueses, confirma que o material escolar continua a absorver a maior fatia do orçamento, mas a tecnologia já pesa quase tanto: cerca de metade dos inquiridos vai comprar um computador ou um tablet para o novo ano letivo.
Perante esta pressão, oito em cada dez famílias já corta despesas noutras áreas, da restauração às férias e 86% compara preços antes de comprar. Percebido o cenário, importa perceber onde está o dinheiro e onde ainda há margem para poupar.
Quanto vai custar o regresso às aulas em 2026
Segundo o estudo, apenas 10% dos participantes espera gastar menos de 100 euros por criança. A maioria situa a despesa entre os 100 e os 250 euros, e uma parte significativa admite ultrapassar este valor. Para uma família com dois filhos em idade escolar, isto pode significar facilmente mais de 300 euros só nas primeiras semanas de setembro.
O valor varia muito consoante o ciclo de ensino e o número de filhos, mas a tendência é transversal: 83% dos inquiridos considera que a despesa deste ano é superior à do ano passado, e 86% acredita que os custos vão continuar a subir nos próximos anos.
Onde vai o dinheiro: material escolar e tecnologia
O material escolar continua a ser o principal destino do orçamento. Cerca de 64% dos inquiridos prevê gastar mais nesta categoria, com destaque para cadernos e blocos (73%), material de escrita (57%) e manuais escolares (56%).
A tecnologia, no entanto, já não é um extra ocasional. Quase metade das famílias (49%) planeia adquirir um computador ou um tablet para o ano letivo, um valor que, por si só, pode duplicar a despesa total de uma criança em idade escolar.
Compare preços em pelo menos três lojas antes de decidir o material mais caro, como o computador ou o tablet. A diferença entre a primeira e a última proposta chega facilmente às dezenas de euros.

Como as famílias estão a cortar despesas para pagar
Para conseguir pagar o regresso às aulas sem desequilibrar o orçamento, oito em cada dez portugueses reduz despesas noutras áreas. A restauração é a mais afetada (69%), seguida do lazer (50%) e das férias (48%).
Comparar preços tornou-se um hábito quase generalizado: 86% dos inquiridos faz essa comparação antes de comprar material escolar. E, na hora de decidir, o preço já não é o único critério, a qualidade e a durabilidade dos materiais pesam exatamente o mesmo (39% cada) na escolha final.
Esta paridade mostra que comprar o mais barato nem sempre é a opção mais racional: um caderno ou uma mochila que se estraga a meio do ano letivo obriga a uma segunda compra, o que anula qualquer poupança inicial.
O que esperar nos próximos anos
A maioria dos inquiridos (86%) acredita que o custo do regresso às aulas vai continuar a subir. Para 34%, este período representa sobretudo um momento de organização familiar; para 24%, é cada vez mais sinónimo de esforço financeiro.
Segundo Nassrin Majid, diretora-geral da ConsumerChoice, os consumidores estão cada vez mais atentos à gestão do orçamento, tentando equilibrar a qualidade dos materiais com o aumento generalizado dos preços. Na prática, isso traduz-se em orçamentos mais apertados, mas também mais planeados.
Comparar preços em três lojas antes de comprar o material mais caro, por exemplo, computador, tablet ou mochila, permite poupar facilmente 50 euros por filho. Não resolve todo o orçamento de setembro, mas é dinheiro que fica no bolso sem abdicar da qualidade.
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ConsumerChoice. (2026). Estudo sobre o regresso às aulas 2026 (Comunicado de imprensa).