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Helena Peixoto
Helena Peixoto
28 Nov, 2019 - 16:21

9 situações em que compensa arrendar em vez de comprar

Helena Peixoto

Existem várias situações em que compensa arrendar em vez de comprar, ainda que aparentemente tal não pareça. Conheça as principais.

pessoa a segurar chave com porta-chaves com uma casinha

As notícias são bem claras e até assustadoras: as rendas das casas estão cada vez mais altas e incomportáveis e se falarmos nas cidades principais, então, é quase impossível conseguir um bom negócio. No entanto, ainda assim, existem situações em que compensa arrendar em vez de comprar. Vamos conhecer algumas?

Situações em que compensa arrendar em vez de comprar

Conseguir um crédito aprovado no banco para partir para a compra de uma casa não é tarefa fácil. Com cada vez mais casas entregues aos bancos por falta de pagamento, as instituições também têm de se proteger e garantir que os clientes têm possibilidade de arcar com as despesas mensais relativas a esse crédito. E é por isso que existem situações em que compensa arrendar em vez de comprar.

mulher no café à procura de casas para arrendar no computador

1. Historial de crédito negativo

Se o seu historial de crédito é um pouco negativo, dificilmente conseguirá uma aprovação no banco para crédito habitação e talvez seja melhor equacionar arrendar.

Na altura da análise das condições, o banco verifica sempre a sua situação ‘cadastral’ financeira junto do Banco de Portugal, onde lhes é fornecida toda a informação de prestações de crédito que possui, cartões de crédito e indica ainda a situação em que está cada um deles: regular, com prestações em falta, montante do plafond gasto.

Se possui uma ou mais prestações por pagar é mesmo uma das situações em que compensa arrendar em vez de comprar. Se quiser consultar a sua própria situação cadastral pode fazê-lo aqui, desde que possua a sua password de acesso ao Portal das Finanças.

2. Grande volume de dívidas ou prestações

A taxa de esforço é uma taxa calculada por qualquer entidade antes de atribuir um crédito, seja ele de habitação, automóvel ou simplesmente pessoal. E essa taxa consiste essencialmente em fazer o balanço entre os ganhos mensais e as despesas.

Depois, depende de entidade para entidade fixar a percentagem máxima de taxa de esforço a partir da qual já não atribuem crédito. No caso do aluguer de casa, como o pagamento é feito mensalmente e não precisa dar um grande montante à cabeça, esta é outra das situações em que compensa arrendar em vez de comprar.

3. Necessidade de fiador

Se não quer depender de outras pessoas e de favores de alguém, tenha em mente que em grande parte dos casos, mesmo naqueles em que aparentemente tem todas as condições para assegurar o crédito, talvez o melhor seja equacionar arrendar. Isso porque hoje em dia é muito comum a exigência de fiadores (que ficam responsáveis pelo pagamento na falta de cumprimento).

4. Instabilidade laboral

Se a situação profissional não é totalmente estável, talvez seja melhor considerar esta opção. Desta forma não fica “agarrado” a um crédito de 30 ou 40 anos e, na possibilidade de ficar sem o emprego ou com condições mais precárias, não é tão complicado de descalçar a bota. Até porque hoje praticamente todos os bancos exigem que a situação laboral dos proponentes seja estável e efetiva.

5. Permanência local temporária

Se por motivos de trabalho vai viver para uma outra localidade, ainda que por mais de um ano, encare esta como outra das situações em que compensa arrendar em vez de comprar.

Não vale a pena comprometer-se para uma vida inteira quando passado um, dois ou cinco anos vai voltar ao seu local de origem e depois tem aí um problema para resolver.

6. Impossibilidade de custear a manutenção da casa

Outra das questões que deve sempre considerar é a necessidade de custear a manutenção da casa quando a compra. No caso de arrendar, não tem de ter preocupações. É preciso um novo cilindro? Pintar humidades? Mudar uma banheira? Um simples telefonema ao senhorio resolve a questão pois é obrigação dele tratar dos problemas da casa e não do locatário.

7. Faça bem as contas

Apesar de aparentemente ser mais vantajoso comprar do que arrendar quando analisa as prestações per si, há que ver a situação como um todo.

Imagine que a sua prestação de aluguer são 600 euros e que a de crédito seria de 400 euros. A verdade é que não é bem assim. Num crédito habitação não é apenas a prestação que entra nas contas. Tem sempre de contabilizar os seguros obrigatórios que podem rondar quase os 100 euros na totalidade. Além de que depois tem também o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) que no caso das casas mais modernas é bastante elevado. Contando tudo, o valor pode ficar igual ou mais alto ainda.

8. Situação pessoal específica

Se é jovem e quer sair de casa dos pais, não avançar logo para uma compra pode ser uma boa ideia, pelo que pode compensar arrendar. Estabilize primeiro a sua situação profissional e financeira e depois sim, pode pensar em comprar com mais calma e com mais fatores a seu favor.

9. E comprar arrendando?

Ainda não é uma modalidade muito utilizada, mas em algumas situações específicas é possível arrendar a casa durante algum tempo e depois, caso decida avançar para a compra efetiva, o que está para trás não é simplesmente deitado ao lixo. Uma parte desse valor acaba por ser amortizado ao total do crédito. Informe-se com numa agência imobiliária desta possibilidade.

Resumidamente, estas são as principais situações em que compensa arrendar em vez de comprar. Mas, obviamente que podem existir mais. O importante será fazer uma análise bem profunda à sua situação pessoal e profissional, estar bem ciente dos custos e benefícios, despesas e ganhos e perceber qual a melhor opção para o seu caso.

Lembre-se: comprar uma casa não é o mesmo que comprar um par de calças; vai assumir uma responsabilidade por muitos anos e deve por isso ser tomada com toda a consciência.

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