Luana Freire
Luana Freire
21 Jul, 2018 - 11:00
8 vantagens de estudar em Portugal para estrangeiros

8 vantagens de estudar em Portugal para estrangeiros

Luana Freire

Do clima ameno ao baixo custo de vida, sem esquecer da boa mesa, há imensas vantagens de estudar em Portugal – e que o digam os estrangeiros.

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Custo de vida acessível, boa cozinha, ambiente amigável e próximo, clima ameno… Esta parece ser a lista perfeita para os estrangeiros que enumeram as vantagens de estudar em Portugal. Sim, estes são alguns dos benefícios que os estudantes internacionais colhem por cá quando fazem a escolha de conquistar o diploma do ensino superior em terras lusas.

O país é particularmente desejável para alunos candidatos latino-americanos – especialmente depois que a nota nos exames nacionais passou a ser considerada durante o processo de admissão nas universidades portuguesas. Mas, não se engane: também de outras partes do velho continente chegam jovens dispostos a viver um período em Portugal. A tradição, a boa cozinha e o ambiente de “boa vizinhança” parecem ser o plus perfeito na lista de critérios que fazem os estrangeiros aterrar no nosso país, com malas e bagagens, para uma temporada de estudos.

Vamos descobrir mais vantagens de estudar em Portugal?

8 vantagens de estudar em Portugal

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1. Para os brasileiros, a nota do Exame Nacional (Enem) facilita a entrada

A tradicional e prestigiada Universidade de Coimbra foi a primeira instituição de ensino superior portuguesa a admitir como porta de entrada as notas dos exames nacionais do Brasil, em 2014. Hoje, cerca de 10% das vagas para estrangeiros da universidade são ocupadas por brasileiros.

A nota do Enem é válida para ser contabilizada na pontuação de acesso a algumas das universidades portuguesas, sendo que este dado depende do curso escolhido, bem como da instituição de ensino. Candidatos a mestrados e doutoramentos devem inscrever-se nos sites das instituições, que pedem ainda cartas de motivação e recomendação e o histórico escolar.

É de salientar que todos os diplomas de graduação que sejam expedidos em Portugal devem ser revalidados no regresso ao Brasil.

22 instituições de ensino superior em Portugal aceitam a nota do Enem para contabilizar os dados de acesso. 

1. Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário
2.Instituto Politécnico de Leiria
3. Instituto Politécnico de Bragança
4. Instituto Politécnico de Coimbra
5. Instituto Politécnico de Guarda
6. Instituto Politécnico de Beja
7. Instituto Politécnico de Portalegre
8. Instituto Politécnico de Setúbal
9. Instituto Politécnico de Santarém
10. Instituto Politécnico de Viseu
11. Instituto Politécnico do Porto
12. Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
13. Universidade da Madeira
14. Universidade da Beira Interior
15. Universidade do Algarve
16. Universidade de Aveiro
17. Universidade de Coimbra
18.Universidade de Lisboa
19. Universidade do Minho
20. Universidade do Porto
21. Universidade dos Açores
22. Universidade Lusófona

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2. Propinas acessíveis

As propinas anuais para estrangeiros podem sofrer alterações entre as diversas instituições de ensino, mas é possível afirmar que a média do valor da graduação está nos 7 mil euros, pagos em 10 propinas de 700 euros. Alguns cursos e instituições praticam valores mais baixos, como é o caso da Universidade do Porto, na invicta, onde um curso do primeiro ciclo do ensino superior pode significar um investimento entre os 1500 e os 3000 euros por ano. Quando os valores das universidades portuguesas são comparados com grande parte dos preços que são praticados pelas instituições internacionais, o resultado é um só: são bastante apelativos.

Em Portugal é também possível concorrer a uma bolsa por mérito, que isenta o estudante do pagamento das propinas. No entanto, as vagas anuais são poucas. Uma bolsa de mestrado e doutoramento, por exemplo, pode variar entre 1000 a 3000 euros por ano.

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3. Baixo custo de vida

Este é um dos aspetos que mais cativam os estrangeiros, de uma forma geral, que visitam ou passam algum tempo a viver em Portugal: o custo de vida reduzido. Para os estudantes do ensino superior não é diferente. Entre as melhores universidades do país, é possível encontrar instituições em pequenas cidades, onde viver custa bastante menos – principalmente, se compararmos ao custo de vida noutras cidades da Europa. A Universidade do Minho, em Braga, é um excelente exemplo, sem esquecer da paisagem de litoral e charme que cerca a Universidade de Algarve, em Faro, e da eterna e romântica Coimbra.

Se na capital Lisboa um aluguer pode rondar algo entre os 500 e os 800 euros, é possível arrendar apartamentos em cidades pequenas por cerca de 200 euros – uma diferença significativa. Alojamentos para estudantes são ainda mais apetecíveis pelos valores, já para não falar no custo com as refeições feitas em cantinas universitárias – que custam entre 3 a 5 euros, em média.

4. Contacto com outras línguas

As universidades portuguesas costumam incluir no programa aulas de francês, inglês, espanhol, italiano, alemão e mandarim. As universidades de Lisboa e do Porto são bons exemplos de instituições onde os alunos estrangeiros podem somar o português a outras línguas e sair sempre a ganhar. Nestas universidades é possível frequentar algumas aulas de mestrado em francês e inglês.

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5. Um verdadeiro intercâmbio na Europa, onde tudo é tão perto

Ao lado da Espanha e tão perto de Itália, França e Reino Unido, Portugal é um pedaço de paraíso de onde é possível ir e vir sem perder grandes horas em voos de longa duração. É possível, por exemplo, fazer uma escapadinha no sul de Espanha, passar um fim de semana em Roma ou dar um salto até Paris.

Isso é especialmente apetecível para estudantes que estão fora da Europa, e um fator que interessa, também, aos estudantes de outros países do velho continente, que podem visitar países vizinhos ou ir à casa matar saudades sem gastar muito com isso. Ir a Madrid, Vigo, Santiago de Compostela, Salamanca ou Sevilla, por exemplo, é perfeitamente possível de carro, comboio ou autocarro.

Há ainda programas de mobilidade promovidos pelas universidades portuguesas, onde a ferramenta de internacionalização inclui os alunos estrangeiros e oferece aos estudantes um experiência global e multicultural.

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6. Mestrados integrados

Nas universidades portuguesas, com o Tratado de Bolonha, licenciatura e mestrado estão integrados no 1º ciclo de estudos do ensino superior, o que torna possível tornar-se mestre mais rapidamente e com menos burocracias. Além disso, os cursos não são demasiado segmentados e é possível usufruir de programas abrangentes onde diferentes disciplinas opcionais encontram o casamento perfeito com o curso eleito.

7. Qualidade e tradição com sotaque português

Portugal pode ser pequeno em dimensão, mas é enorme quando o assunto é tradição e isso inclui, também, a educação superior – afinal, o país conta com 7 instituições na lista das 500 melhores de todo o mundo – um estudo que avalia mais de 3000 instituições à volta do globo.

No ranking internacional da QS World University, a Universidade do Porto é eleita a melhor, à frente da Universidade de Lisboa, da Universidade Nova de Lisboa, da Universidade de Coimbra e da Universidade Católica Portuguesa.  Outro dado importante a citar é que, na lista que avaliou as instituições por áreas temáticas/disciplinas, Portugal soma 100 departamentos integrados em 7 universidades.

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