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Retenção na fonte: o que muda em 2018

Sabe quais os valores da retenção na fonte aplicados este ano e quais as principais mudanças em relação a 2017? Explicamos-lhe tudo.

Retenção na fonte: o que muda em 2018
O que importa saber sobre a retenção na fonte

Em 2018, o Orçamento do Estado contemplou algumas mudanças no IRS: foi alargado de cinco para sete o número de escalões, foi aumentado o chamado mínimo de existência e desapareceu a sobretaxa. Em 2018, as novas tabelas de retenção na fonte mostram-nos que o nível de rendimentos sem retenção na fonte é mais elevado.

No ano passado, não era feita retenção na fonte em remunerações até 615 euros (no caso de trabalhadores dependentes casados ou solteiros, por exemplo). Este ano, esse valor sobe para os 632 euros.

A partir desse montante, a retenção é feita de forma gradual: até aos 645 euros, por exemplo, a retenção na fonte só é feita para contribuintes solteiros sem filhos ou contribuintes casados (dois titulares) com até um filho.

Mas, afinal, o que é a retenção na fonte?


retenção na fonte

Na prática, a retenção na fonte é o mecanismo que reserva parte dos vencimentos de todos os pensionistas e trabalhadores dependentes ou trabalhadores que prestam serviços e que não estão abrangidos pelo regime de isenção.

A retenção funciona como um adiantamento ao Estado do imposto a pagar no conjunto total do ano, o que significa que pode depois haver acertos.

Mas atenção: cada caso é um caso, literalmente. O valor retido varia consoante o vencimento do trabalhador, associado à situação familiar, à sua condição física, entre outros fatores.

tabela de retenção na fonte não é uniforme e, por isso, deve consultar os dados oficiais no Portal das Finanças.

O que mudou na retenção da fonte em 2018?


Este ano, em termos gerais, os trabalhadores dependentes e pensionistas que ganham até cerca de 3000 euros brutos por mês descontam menos para efeitos de IRS.

Quem tem pensões ou salários acima de 3000 euros brutos não sente nenhum ganho, mas também tem mais dinheiro disponível graças ao fim da sobretaxa. Vamos a exemplos práticos.

Trabalhadores dependentes não casados

A retenção começa acima dos 632 euros brutos. Os rendimentos superiores a 632 euros brutos e até 3094 euros brutos contam com taxas de retenção mais baixas, e acima dos 3094 euros brutos não há alterações (válido para contribuintes em território continental).

Trabalhadores dependentes casados com um único titular

Neste caso, a retenção na fonte desce para os salários superiores a 641 euros brutos e até 683 euros brutos. Acima dos 683 euros brutos e até aos 791 euros brutos, a retenção na fonte é a mesma, voltando a diminuir no caso dos vencimentos superiores a 791 euros brutos e até aos 2925 euros brutos. A partir dos 2950 euros brutos, aplicam-se as mesmas taxas do ano passado (válido para contribuintes em território continental).

Trabalhadores dependentes com dois titulares

Os salários até 632 euros deixaram de fazer retenção na fonte. Nos vencimentos superiores a 632 euros brutos e até 3094 euros, as taxas são menores. Já para os ordenados superiores a 3094 euros brutos mantêm-se as taxas de retenção na fonte de 2017 (válido para contribuintes em território continental).

Pensionistas

Em 2018, a retenção na fonte aplica-se às pensões a partir dos 632 euros brutos (em 2017, as taxas eram aplicadas a partir dos 615 euros brutos).

As pensões até os 3028 euros brutos são tributadas a taxas mais baixas, com exceção para as reformas acima dos 672 euros brutos e até aos 690 euros brutos, em que é aplicada a taxa do ano passado (válido para contribuintes em território continental).

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