ebook
Ebook Finanças (s)em Crise
Um guia para tempos complicados
Teresa Campos
Teresa Campos
09 Abr, 2021 - 12:15

Rastreio do cancro colorretal: quando e como fazer

Teresa Campos

O rastreio do cancro colorretal permite o diagnóstico precoce da doença, assim como previne o seu desenvolvimento. Saiba mais.

rastreio do cancro colorretal

Se tem à volta dos 50 anos é altura de pensar muito seriamente em avançar, junto do seu médico de família, para o rastreio do cancro colorretal. Também conhecido como cancro intestinal, é uma doença silenciosa cujos sintomas, como obstrução intestinal ou saída de sangue pelo ânus, só aparecem numa fase avançada da patologia, quando o tumor já se desenvolveu e cresceu.

O cancro colorretal é o 3º cancro mais comum e o cancro digestivo mais prevalente. Em Portugal, apresenta uma taxa de incidência acima dos 30 casos por 100.000 habitantes. Anualmente, no nosso país, são diagnosticados aproximadamente 7000 novos casos de cancro colorretal. Esta doença afeta, sobretudo, homens com idade superior a 60 anos e é o tumor que mais mata em Portugal.

Por isso, a palavra-chave é prevenção e o rastreio do cancro colorretal a melhor forma de o diagnosticar precocemente. Perceba melhor.

Rastreio do cancro colorretal: o que precisa de saber

Por se desenvolver maioritariamente numa fase mais avançada da nossa vida, devemos ao longo dos anos ter uma série de cuidados, que contribuem na prevenção deste e de outros tipos de cancro ou doenças.

Mesmo não tendo nenhum sintoma ou fator de risco associado a esta doença (como ter algum familiar que já tenha sofrido de cancro), é importante ter um estilo de vida saudável, reduzindo o consumo de carnes vermelhas e de gordura e aumentando a ingestão de vegetais e de fibras, praticando exercício físico e não fumando.

No caso particular deste tipo de cancro, há outras formas possíveis de prevenção e de diagnóstico precoce que devem ser levadas a cabo com frequência, sobretudo entre os 40/50 e os 75/85 anos de idade, mesmo na ausência de qualquer sintoma suspeito de cancro colorretal:

  • Toque retal;
  • Exame às fezes: conhecido como “sangue oculto”, este exame permite fazer um diagnóstico precoce da doença. Em caso de resultado negativo, este procedimento deve ser repetido a cada 1 a 2 anos, para despiste;
  • Colonoscopia: este é o único exame que permite perceber se existem pólipos no intestino e, assim, mais do que diagnosticar a doença, este procedimento pode prevenir o desenvolvimento do cancro colorretal. Deve ser repetido a cada 10 anos.

Nota: Em alguns casos, em alternativa, o rastreio do cancro colorretal através da colonoscopia pode ser substituído pelo clister opaco combinado com a retossigmoidoscopia flexível, sendo que estes exames devem ser repetidos a cada 5 anos.

Doença inflamatória dos intestinos

O cancro colorretal tem uma característica distinta de outros tipos de cancro. As suas lesões intestinais são facilmente detetadas nos exames e, se ainda não tiverem evoluído para tumor, podem ser retiradas, evitando assim que o cancro se desenvolva.

O pólipo demora cerca de 10 anos a formar-se. Logo, se numa colonoscopia não houver quaisquer sinais de lesões, então em princípio o paciente não terá problemas relacionados com o cancro colorretal na década seguinte.

Importa explicar que a colonoscopia para o rastreio do cancro colorretal permite visualizar o interior do intestino grosso, usando um endoscópio (tubo fino e flexível com uma câmara na extremidade, que possibilita a observação do interior dos órgãos). Este exame pode ser feito com sedação ou anestesia.

O rastreio do cancro colorretal e a remoção de pólipos reduzem até 90% o risco de desenvolver cancro, quando recorrendo à colonoscopia.

Chá de malva
Veja também Benefícios da malva para o intestino e para a saúde

Cancro colorretal: informações essenciais

Fatores de risco

Há algumas condições que podem favorecer o desenvolvimento do cancro colorretal, como é o caso de:

Sintomas

Os sintomas associados a esta doença podem não significar que estamos perante um tumor. No entanto, são suficientes para procurar um médico para um rastreio do cancro colorretal, devendo ter uma atenção especial quando se verifica:

  • uma mudança nos hábitos intestinais que tinham um determinado ritmo e deixaram de funcionar ou passaram a funcionar em demasia;
  • saída de sangue pelo ânus;
  • perda de peso súbita e sem razão aparente;
  • dor.
pessoa com hemorroidas

Tratamento

O tratamento vai depender da fase em que se encontra o tumor. Se for numa fase inicial, é possível ser tratado através de cirurgia; enquanto, em fases mais avançadas, a terapêutica pode passar pela radioterapia ou pela quimioterapia.

Veja também