Marta Maia
Marta Maia
23 Mai, 2019 - 08:58
Como pagar o IRS de forma rápida e simples

Como pagar o IRS de forma rápida e simples

Marta Maia

Saiba, passo a passo, como pagar o IRS de várias formas: por multibanco, por cheque, online e até em prestações ao longo do ano.

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Muito se fala no reembolso do IRS e em quanto sabe bem acertar as contas com o Fisco para perceber que, afinal, pagou mais do que devia e vai ser ressarcido por isso. Mas nem todos temos a mesma sorte… E há contribuintes que, feitas as contas, ainda têm de pagar mais impostos.

Quando é este o caso, a questão surge: como pagar o IRS às Finanças? Para onde mandar o dinheiro? A boa notícia é que as possibilidades são várias e até pode pagar em prestações, se não tiver um registo manchado nas Finanças.

Como pagar o IRS às Finanças

Por multibanco

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É a forma mais simples de acertar as contas com o Fisco e, se tiver acesso aos serviços certos, nem precisa de sair de casa.

Quando recebe a carta da Autoridade Tributária a dar conta do que tem de pagar para regularizar a sua situação fiscal, encontra no final da folha uma referência multibanco. Use-a para pagar o que deve ao Estado.

Saber como pagar o IRS no multibanco é muito fácil: escolha a opção “Pagamentos e Outros Serviços” e, dentro dela, “Estado e Setor Público”. Vá para “Pagamentos ao Estado” e insira os dados que recebeu nos campos correspondentes.

Se pagar pelo serviço de netbanking, o processo é o mesmo – só que faz pelo computador, sem sair de casa.

Quando pagar o IRS por multibanco não se esqueça, primeiro, de confirmar que todos os dados estão corretos antes de ordenar o pagamento e, depois, de guardar o talão da operação: este é o seu comprovativo de pagamento e pode ser exigido mais tarde pelas Finanças. Uma boa prática é até agrafá-lo à própria carta do IRS, para ter tudo num único lugar.

Por cheque

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Apesar de estarem a cair cada vez mais em desuso, os cheques ainda são uma forma de pagamento válida e aceite pela Autoridade Tributária para regularizar a sua situação fiscal.

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Aqui não se coloca a necessidade de explicar como pagar o IRS por cheque, porque só tem de preencher os campos normalmente. Mas é relevante esclarecer que o cheque deve ser cruzado e emitido à ordem do IGCO, E.P.E., ou à Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

É importante que o cheque esteja datado com o dia de pagamento do imposto ou com uma data de um ou dois dias anteriores a este e, claro, é essencial que o envie às autoridades acompanhado das suas informações individuais: a referência de que é um cheque para pagamento de impostos, o NIF do sujeito passivo que os paga e o número de identificação do documento que deu origem ao pagamento (está na carta ou na sua área pessoal do Portal das Finanças).

É ainda importante referir que, se não quiser enviar o seu cheque pelo correio, pode liquidar a sua situação fiscal num posto dos CTT. Neste caso, contudo, o cheque não deve ser emitido à ordem do IGCO, mas aos CTT – Correios de Portugal.

Em prestações

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Quando o valor é um pouco elevado e prejudica o seu orçamento familiar, pode pedir ao Estado para pagar o IRS em prestações mais suaves.

Este pedido tem de ser apresentado às Finanças – num balcão físico ou através do Portal das Finanças – até 15 dias depois de terminar o prazo legal para pagamento voluntário do imposto. Se optar por submetê-lo online, também pode simular as prestações, ficando a saber quais os valores mensais e os prazos que pode escolher.

Mais importante do que saber como pagar o IRS em prestações é, no entanto, conhecer as condições necessárias para que o seu pedido seja aceite. Para começar, saiba que só pode pagar o IRS de forma faseada quem não tem dívidas às Finanças. Se o seu registo fiscal tiver valores pendentes, nem vale a pena submeter o pedido, porque lhe vai ser recusado.

Paralelamente, o Estado pode assumir um comportamento semelhante ao de um banco quando o valor a pagar excede os 5.000€: pode exigir-lhe um aval bancário, a subscrição de um seguro-caução ou até hipotecas antes de aceder a um pagamento por prestações.

É ainda importante considerar que o pagamento em prestações decorre tal como se tratasse de um crédito e que, por este motivo, pode incorrer em coimas e penalizações se falhar o cumprimento do seu dever. Desta forma, tenha o cuidado de escolher o número de prestações adequado e evitar sobrecarregar-se para que tudo corra pelo melhor.

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Agora que sabe como pagar o IRS de diferentes formas, deixamos um último conselho: mantenha-se muito atento aos prazos e às datas limite para pagamento, porque o Fisco só é tolerante com os contribuintes cumpridores.

Se deixar de pagar o que deve ou se deixar passar os prazos sem fazer qualquer comunicação às Finanças, pode contar com muito menos bondade na hora de pedir a atribuição de um plano de pagamentos mais suave.

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