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Catarina Gonçalves
Catarina Gonçalves
20 Jan, 2020 - 18:10

Como poupar nas transferências bancárias em 5 passos

Catarina Gonçalves

As comissões de serviços bancários têm vindo a aumentar ano após ano e uma transferência pode chegar a custar mais de um euro. Mas há formas de poupar.

Como poupar nas transferências bancárias em 5 passos

É cada vez mais frequente a cobrança de comissões por diversos serviços bancários que, até há bem pouco tempo, eram gratuitos ou tinham um baixo custo.

Estes custos adicionais que os bancos aplicam aos seus serviços levam a que tenhamos que desenvolver estratégias para poupar nessas comissões e em especial nas que recaem sobre as transferências bancárias.

Quais os métodos a considerar para as transferências?

como poupar nas transferências bancárias

Em muitos casos uma transferência bancária chega a custar mais de um euro. Mas podem ser bem mais elevadas. As comissões nas transferências bancárias dependem de vários fatores como o montante a transferir, o canal utilizado, o destino e a urgência da transferência. Então, que canais utilizar?

Multibanco

Optar por fazer transferências bancárias através do multibanco é a forma mais económica, pelo menos enquanto este serviço permanecer gratuito.

As poupanças daí resultantes podem ser particularmente evidentes quando se trata de transferências interbancárias (entre dois bancos diferentes) que na maioria dos bancos têm custos bastante superiores ao das transferências intrabancárias (entre o mesmo banco).

Embora as transferências via multibanco estejam isentas de custos, existem restrições quanto ao limite máximo do valor a transferir. Além disso não pode programar uma transferência automaticamente, para se repetir todos os meses, por exemplo, uma vez que não é possível efetuar agendamentos através do multibanco.

MB Way

Alguns sistemas de pagamentos como o MB Way permitem realizar transferências instantâneas para contas bancárias associadas a um determinado número de telemóvel.

Até há poucos meses, este método estava totalmente isento de custos. No entanto, já há bancos a cobrar por transferências efetuadas por esta via, inclusivamente para as que são feitas para contas do próprio banco. Esta é portanto uma solução que pode ou não valer a pena em função da sua instituição bancária.

Para contas da mesma instituição ou em bancos diferentes, BPI e BCP já cobram 1,248€ por transferências via MB Way, enquanto no Crédito Agrícola o custo é de 0,26€. Já o Montepio anunciou que a partir de 2020 irá cobrar 0,20€ pela operação.

Em janeiro de 2020 a Caixa Geral de Depósitos e Novo Banco, vão também começar a cobrar uma comissão de 0,20€ e 0,15€, respetivamente, quer se trate de transferências intra ou interbancárias.

Activobank, BBVA e Santander cobram apenas quando a transferência é feita para outro banco (1,56€, 1,04€ e 0,936€, respetivamente).

De qualquer das formas grande parte das entidades bancárias disponibiliza aplicações próprias, através das quais ou não cobram por este tipo de transferências, ou aplicam comissões bastante mais em conta. Por isso, antes de recorrer às transferências instantâneas, informe-se dos custos e avalie se vale a pena.

Internet

Da mesma forma, as transferências bancárias efetuadas através da internet já apresentam custos, dependendo do banco e da natureza da transferência. Uma transferência online para contas noutras instituições financeiras pode custar hoje 1,04€.

Ainda assim, as transferências bancárias online continuam a ser vantajosas quando ocorrem entre a mesma instituição financeira, uma vez que a maioria dos bancos não cobra comissões. Mas tenha atenção porque existem exceções como o Montepio e o Bankinter.

Canais presenciais: balcão e telefone

Genericamente, as transferências permanentes realizadas ao balcão e ao telefone rondam em média os 1,15€, mas podem chegar aos 35€. Dependendo da urgência, destino e montante da transferência, este valor pode contudo ser ainda mais elevado.

Em 2018, os custos com as transferências realizadas ao balcão e ao telefone sofreu um aumento de cerca de 10%. Este método está no entanto a cair em desuso e, além de ser o mais caro, é pouco conveniente porque o obriga a deslocar-se a uma agência do seu banco.

5 dicas para poupar nas transferências bancárias

Agora que conhece algumas das vantagens e desvantagens dos vários canais disponíveis, reunimos uma lista com as dicas que deve ter em conta se o seu objetivo é poupar transferências bancárias.

1. Utilize o multibanco sempre que possível

Pode e deve utilizar o multibanco para fazer transferências bancárias que podem ir de 2.500 euros até 100 mil euros. Tudo depende do montante máximo fixado por cada banco. É completamente gratuito.

2. Transfira com o MBway, mas com moderação

A app MB Way é ideal para transferências instantâneas de pequenos montantes e ainda há bancos que não cobram por este serviço. Mas tenha atenção, porque são cada vez mais raros e o próximo banco a aplicar comissões a estas transferências pode muito bem ser o seu.

Se tal já acontece, verifique se o banco tem uma aplicação própria. É que na maioria dos casos estas as transferências são gratuitas quando feitas através da apps disponibilizadas pelas próprias instituições.

3. Opte pelos canais digitais

Se faz transferências bancárias com frequência para o mesmo destinatário e se não dispensa a possibilidade de agendamento, o homebanking pode ser a melhor solução, ainda que, possa ter custos.

Também é a forma mais segura e mais barata para fazer transferências de montantes elevados e fazer transferências bancárias para outros países.

4. Analise preçários e compare preços

Os bancos são obrigados a manterem os preçários dos seus serviços atualizados e acessíveis aos clientes. Um dos sítios em que esse preçário tem que constar é na página da internet do seu banco.

Pode também aceder ao Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal e utilizar o comparativo de comissões bancárias para saber o custo por montante e por banco.

5. Explore outros métodos de pagamento

Apesar de ainda agora estarem a chegar ao ecossistema bancário, aproveitando a entrada em vigor da diretiva europeia PSD2 – Payment Services Directive, as fintech prometem oferecer serviços bastante competitivos em relação aos bancos tradicionais e, nalguns casos, de forma gratuita.

Com o avanço destas empresas, nascem também novos métodos de pagamento e outras soluções inovadoras que podem ser uma boa alternativa às transferências que faz habitualmente. É o caso dos bancos digitais, como a Revolut, N26 ou Monese.

Como poupar com os bancos digitais
Veja também Poupar com bancos digitais: tudo sobre comissões, cartões e IRS

Assim e para continuar a poupar nas transferências bancárias, além de ter muita atenção ao método que utiliza, é também necessário que se vá mantendo a par das novidades.

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