Pedro Andrade
Pedro Andrade
10 Jul, 2019 - 14:23
5 conselhos financeiros comuns que não deve seguir

5 conselhos financeiros comuns que não deve seguir

Pedro Andrade

Nem toda a informação é boa informação, em especial no que diz respeito ao dinheiro. E há conselhos financeiros que não deve seguir de todo. Conheça-os.

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É inegável que vivemos na época da partilha de informação. Hoje não faltam sites e blogues especializados nos mais diversos assuntos e com as melhores dicas para enfrentar qualquer situação.

Mas no que ao dinheiro diz respeito, nem tudo é tão linear como parece. E apesar de existir cada vez mais informação disponível, nem toda a informação é boa. Afinal de contas, há conselhos financeiros que não deve seguir de todo.

Os imprevistos acontecem e, em algum momento da sua vida, pode vir a precisar de fazer ajustes para garantir a sustentabilidade das suas finanças. Mas infelizmente, a solução mágica para garantir a estabilidade financeira está ainda por inventar. Por isso analise com muito cuidado toda e qualquer a informação que recebe (seja de familiares, amigos ou até de alguns especialistas na matéria).

Lembre-se que um mau conselho pode prejudicar mais do que ajudar. Reunimos por isso alguns mitos comuns, que certamente já viu ou leu em algum lado, e que podem afetar as suas finanças de forma negativa.

5 conselhos financeiros que não deve seguir

1.º Mito: Nem toda a gente precisa de ter um orçamento familiar

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Não existem fórmulas mágicas, mas a verdade é que qualquer um de nós, independentemente do volume de rendimentos que tenha, pode construir o seu próprio orçamento mensal.

O que funciona para si, não é necessariamente o que funciona para outra pessoa e vai depender das suas circunstâncias e metas financeiras. Existem contudo vários modelos de orçamento, que podem ir desde a folha de excel às aplicações e softwares de finanças pessoais. O importante é encontrar o método que mais se adeque ao seu caso e fazer alguns ajustes, se necessário.

O orçamento familiar é essencial para estabelecer objetivos a longo prazo e para garantir que não chega ao final do mês com “a corda ao pescoço”. Acreditar que ter um orçamento familiar não é para si, é um dos mitos financeiros que deve questionar.

2.º Mito: Diga sempre “não” ao cartão de crédito

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A não ser que seja um comprador compulsivo, o cartão de crédito não tem de ser o mal de todos os problemas financeiros. Mas existe ainda a percepção de que é mais seguro não ter um cartão de crédito, havendo mesmo especialistas que simplesmente desaconselham o seu uso.

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No entanto esta pode ser uma solução financeira vantajosa se tiver a certeza que conseguirá pagar por inteiro o montante a utilizar. Além disso, é bastante útil para situações de emergência e em que precisa de liquidez imediata. Basta ter atenção aos gastos e acompanhar os movimentos da conta para garantir que não gasta mais do que deve.

3.º Mito: Foque a atenção apenas no corte de despesa

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Todos sabemos que é extremamente importante poupar nas despesas variáveis lá de casa e cortar com certos hábitos que influenciam negativamente a conta bancária. Ainda assim, convém lembrar que também é muito importante procurar formas de aumentar os rendimentos.

Afinal de contas, os números não são animadores. De acordo com um estudo da União Europeia (feito nos 28 Estados-membros), apenas um em cada 10 portugueses sente que tem o emprego garantido nos próximos seis meses.

Concentrar-se apenas e só em cortar com os gastos, é mais um dos conselhos financeiros que não deve seguir à risca. Até porque para poupar é importante garantir uma boa fonte de rendimento.

4.º Mito: Para fazer dinheiro a investir tem de correr grandes riscos

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Aplicar uma boa parte das poupanças ou fazer um empréstimo para investir pode ser uma enorme tentação, especialmente nos momentos de alta na bolsa. E nalguns casos, pode até permitir aproveitar os potenciais ganhos a curto prazo decorrentes da subida das ações.

No caso do empréstimo, o problema é que está a investir com dinheiro que na verdade não lhe pertence e por isso o risco é muito maior. Não só fica exposto às possíveis variações dos mercados, como tem a obrigação de obter ganhos que cheguem e superem os custos do empréstimo que fez.

Ao contrário do que se possa pensar, muitas vezes os melhores investimentos são precisamente aqueles cujo risco é controlado. Assim, o melhor é fazer um plano e investir uma quantia específica por mês, que não implique nem o endividamento nem a perda das suas poupanças.

5.º Mito: Diversifique os investimentos financeiros

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Este é mais um dos conselhos financeiros que não deve seguir se tem pouco dinheiro. Apesar de ser uma estratégia fortemente defendida por diversos consultores, a diversificação dos investimentos só resulta se já tem uma quantia razoável aplicada.

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O objetivo desta estratégia é válido: dividir o valor do investimento entre diferentes aplicações para diluir os riscos e aumentar a possibilidade de ganhos. Ainda assim, quem tem pouco dinheiro para investir deve apostar em investimentos mais conservadores.

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