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Helena Peixoto
Helena Peixoto
03 Jun, 2020 - 14:53

Défice de atenção: conheça os sintomas e o tratamento

Helena Peixoto

O défice de atenção é um distúrbio que consiste na existência de momentos de pouca atenção ou de grande impulsividade face à idade.

Criança com défice de atenção

O défice de atenção, apesar de ser mais comum nas crianças, é um problema que pode afetar também uma pessoa adulta. No entanto, é mais comum que se comece a manifestar por volta dos 4 anos e, quase sempre, antes de atingir os 7 anos.

Em termos de distribuição da doença por género, acredita-se que o sexo masculino é o mais afetado, com 80% dos casos, contra apenas 20% dos diagnósticos a atingirem o sexo feminino.

É muito importante ter em conta um fator: défice de atenção não é sinónimo de falta de concentração provocada por falta de empenho ou de dedicação, nem tão pouco resultado de uma má educação dada pelos pais. Assim, é preciso combater o preconceito que ainda persiste acerca este distúrbio.

Mas afinal, o que é o défice de atenção?

Criança triste

Para percebermos melhor a doença, podemos pedir a alguém diagnosticado com défice de atenção para que se concentre numa determinada tarefa. Será fácil observar que, basicamente, é como pedir a uma pessoa com problemas auditivos que nos ouça sem recorrer ao uso do aparelho. É necessário uma grande dose de paciência e de dedicação para lidar com este distúrbio de atenção.

Mas, fisiologicamente, como se explica este problema? O que acontece é que se dá um sub-desenvolvimento ou mau funcionamento de algumas partes do cérebro. Para além disso, também ocorre menos circulação sanguínea na cabeça, sendo sinónimo de menos glicose – que é o principal combustível cerebral. Estes ingredientes, em conjunto, fazem com que haja uma má comunicação entre os neurónios e entre as diferentes partes do cérebro.

Sintomas de défice de atenção

Os principais sintomas do défice de atenção são:

  • Dificuldade de manutenção de níveis de atenção;
  • Impossibilidade de concentração;
  • Impulsividade;
  • Hiperatividade;
  • Ansiedade;
  • Movimentos contínuos e repetitivos (ex: abanar de pernas);
  • Esquecimentos frequentes;
  • Desorganização;
  • Agressividade (menos frequente);
  • Dificuldade em reter informação;
  • Mau desempenho escolar;
  • Depressão.
Criança com depressão
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Outros distúrbios associados ao défice de atenção

Associados ao problema de défice de atenção, podem surgir outros tipos de desordens:

À mínima suspeita de algum destes sintomas, encaminhe o seu filho para um especialista. É muito importante iniciar de imediato um tratamento para controlar os sintomas do défice de atenção e promover uma melhoria da qualidade de vida do paciente.

Tratamento

Existem várias formas de abordagem ao tratamento deste problema, que devem ser sempre complementares. Ou seja, isto significa que a toma de medicamentos por si só não é suficiente.

Uma criança com este problema deve também ser acompanhado por psicoterapeutas, psicólogos ou até psiquiatras. Além disso, pode ser necessário recorrer à terapia da fala – nos casos em que há problemas na aprendizagem – para que sejam reforçadas as questões da dificuldade cognitiva.

Os pais têm também um papel absolutamente essencial em casa, devendo fazer um acompanhamento diário e reforçado do seu filho.

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