Ana Graça
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19 Mai, 2019 - 01:00
Disfunção erétil: causas, diagnóstico e tratamento

Disfunção erétil: causas, diagnóstico e tratamento

Ana Graça

A disfunção erétil pode atingir homens de qualquer idade e pode ter um enorme impacto na vida sexual do doente. Saiba mais sobre esta disfunção sexual.

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A disfunção erétil é uma situação relativamente comum, que tende a aumentar com a idade. Trata-se de uma incapacidade persistente ou recorrente em atingir e/ou manter ereção suficiente para permitir um desempenho sexual satisfatório. É uma patologia bastante prevalente, com várias causas, que pode afetar tanto a saúde física como a saúde psicossocial, na medida em que pode ter um grande impacto na qualidade de vida do homem e do casal.

A maioria dos casos de disfunção erétil surge após um período de funcionamento sexual considerado normal, podendo estar associados a diversos precipitantes de cariz psicossocial ou médico/biológico.

A ausência completa de qualquer resposta eréctil é rara, sendo comum a presença de uma ereção parcial não suficiente para a penetração vaginal, ou a existência de ereção completa que habitualmente é perdida aquando da aproximação da penetração vaginal. Em algumas situações, a ereção pode ser suficiente para a penetração, mas diminui em seguida, não permitindo a continuação da penetração.

Quais as causas da disfunção erétil?

incapacidade persistente ou recorrente em atingir e/ou manter ereção

Apesar da prevalência da disfunção erétil aumentar progressivamente com a idade, esta patologia não é uma consequência inevitável do envelhecimento, até porque são vários os fatores que podem contribuir para o aparecimento desta disfunção sexual masculina, nomeadamente:

Diagnóstico e tratamento da disfunção erétil

Na presença de sintomas sugestivos de disfunção erétil, os doentes devem procurar ser avaliados por um urologista ou andrologista. De forma a confirmar o diagnóstico e a apurar a duração, progressão e gravidade da disfunção eréctil, o médico especialista irá recolher toda a informação clínica relevante, bem como irá levar a cabo um exame físico completo (avaliação dos genitais externos). É possível que sejam também pedidas análises sanguíneas (doseamentos hormonais) e exames específicos (ecodoppler peniano).

Após confirmação do diagnóstico é chegada a hora de discutir o tratamento mais adequado. O tratamento desta patologia depende sempre da causa e gravidade da disfunção. Assim, no caso da disfunção erétil ter origem física, os tratamentos podem ser farmacológicos, mecânicos (dispositivos de ereção por vácuo) ou cirúrgicos. São ainda prescritas ao doente algumas recomendações importantes:

  • Praticar exercício físico;
  • Limitar o consumo de álcool;
  • Abolir o consumo de tabaco;
  • Controlar os fatores de risco cardiovascular como a hipertensão, a diabetes ou o colesterol, dado que o risco de disfunção erétil pode ser reduzido através da modificação destes fatores de risco;
  • Tomar a medicação prescrita pelo médico.

Quando causas hormonais estão na origem da disfunção erétil, a terapêutica de substituição de testosterona tende a ser eficaz, embora apenas deva ser usada após terem sido excluídas outras causas endocrinológicas para a falência testicular. No caso de fatores psicológicos estarem na origem desta disfunção sexual pode ser iniciada terapêutica psicossexual isoladamente ou associada a outra abordagem terapêutica.

Quando os fatores psicológicos são a causa da disfunção erétil

Todos sabemos que a atividade sexual tem um grande impacto na vida de cada um de nós, na vida do nosso companheiro/cônjuge e na qualidade da relação de casal. Desta forma, procurar compreender melhor esta patologia e procurar novas formas de intervenção deve ser uma meta constante.

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Estudos recentes têm vindo a mostrar que os fatores psicológicos se encontram envolvidos num número significativo de casos de disfunção eréctil, isoladamente ou em combinação com outras causas.

A psicoterapia sexual usada de forma isolada pode ser suficiente para aliviar os sintomas, quando o diagnóstico médico exclui causas orgânicas. Os terapeutas sexuais usam as suas competências para aceder e tratar os fatores não-médicos que contribuem e mantêm a disfunção sexual, bem como para avaliar o quanto esta afeta o bem-estar do doente.

São vários os aspetos que merecem a atenção e a intervenção da psicoterapia sexual, mas o mais importante parece ser a relação que o doente mantém com a parceira/cônjuge. Assim, é recomendada a participação da mesma no tratamento, de forma a aumentar a informação sobre o funcionamento sexual, melhorar a comunicação, o desejo e a confiança sexuais do casal, o que pode motivar o doente para que este não desista do tratamento.

Importa referir que o tratamento da disfunção eréctil deve ser multidisciplinar, envolvendo o médico de família, o urologista ou andrologista, bem como o psiquiatra, o psicólogo, o sexólogo e o endocrinologista, sempre que se sejam necessários realizar tratamentos mais diferenciados.

Felizmente, a grande diversidade de terapêuticas disponíveis permite que a grande maioria dos doentes encontre uma solução satisfatória para a disfunção erétil.

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