Ana Araújo
Ana Araújo
11 Mai, 2018 - 10:25
7 doenças que afetam mais as mulheres do que os homens

7 doenças que afetam mais as mulheres do que os homens

Ana Araújo

A genética, a própria biologia e também o ambiente são alguns dos fatores apontados para que certas doenças afetem mais as mulheres do que os homens.

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De acordo com os dados publicados, em 2017, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a esperança média de vida em Portugal é de 80.62 anos. Ainda assim, com uma esperança média de vida superior – as mulheres vivem, em média, mais cinco anos -, há doenças que afetam mais as mulheres do que os homens.

Conheça algumas das doenças mais frequentes nas mulheres e saiba como preveni-las e tratá-las.

Conheça 7 doenças que afetam mais as mulheres do que os homens

1. Alzheimer

alzheimer

O Alzheimer é uma das doenças que afetam mais as mulheres do que os homens. Em 2017, uma equipa da Universidade de Coimbra, recorrendo a ratinhos de meia-idade, levou a cabo um estudo que concluiu que o sexo feminino e a diabetes tipo 2 podem contribuir para a doença de Alzheimer.

Neste estudo, verificou-se que as fêmeas apresentavam uma redução de uma hormona sexual no cérebro, mais precisamente o estrogénio. Por sua vez, com o avançar da idade, essa mesma redução de estrogénio pode promover a neuro-degeneração, disfunção cognitiva, morte neuronal e doença de Alzheimer.

Atualmente, ainda não há cura para a doença de Alzheimer. Porém, há vários comportamentos que, quando adotados no dia-a-dia, podem ter um efeito de diminuição de risco da doença, nomeadamente manter a mente e o corpo ativos; ter uma alimentação saudável e dormir as horas recomendadas.

2. Osteoartrose

osteoartrose

A osteoartrose é, talvez, das doenças mais associadas às mulheres. Esta é uma doença que afeta a cartilagem articular, um tecido muscular que se encontra nas extremidades dos ossos que se articulam entre si.

Deste modo, quando a cartilagem está lesionada, o osso que está por baixo reage a essa lesão ficando mais espesso. Essas saliências ósseas são chamadas osteófitos, também conhecidos como “bicos de papagaio”.

Uma das principais razões para esta doença ser mais comum nas mulheres do que nos homens prende-se com razões intrínsecas, isto é, ao facto de as mulheres terem tendões e articulações mais flexíveis.

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Se, por um lado, esta flexibilidade acaba por ser fundamental durante a gravidez, acaba também por fazer com que as mesmas estejam mais sujeitas a lesões, como é o caso das artroses, problemas na anca, joelhos, etc.

3. Distúrbios alimentares

distúrbios alimentares

Bulimia, anorexia, ortorexia e outras perturbações alimentares fazem também parte das doenças que afetam mais as mulheres do que os homens. As principais razões apontadas para este tipo de distúrbios prendem-se com razões de ordem biológica, psicológica, genética, assim como a pressão social.

Mais associados ao sexo feminino, os transtornos alimentares são especialmente preocupantes nas idades mais permeáveis a influências (juventude e adolescência). No entanto, isto não quer dizer que não existam casos de distúrbios alimentares no sexo masculino e em idades adultas.

É importante ter em conta que estas doenças podem ser bastante danosas para o organismo, uma vez que podem desencadear outro tipo de doenças, tais como: anemia; osteoporose; problemas cardíacos e cerebrais. Desta forma, o tratamento deve ser acompanhado por um nutricionista e por um terapeuta.

4. Doenças sexualmente transmissíveis

doenças sexualmente transmissíveis

Outras doenças que afetam mais as mulheres do que os homens são as doenças sexualmente transmissíveis. Algumas das razões apontadas prendem-se com a própria anatomia da mulher e com o facto de algumas das doenças serem silenciosas, podendo as mesmas evoluir para quadros mais graves.

Como tal, tendo em conta que muitas doenças podem não apresentar sintomas, é importante consultar regularmente o ginecologista, a fim de efetuar os devidos exames, tais como a citologia, a ecografia mamária ou mamografia e a ecografia pélvica.

5. Acidente vascular cerebral

acidente vascular cerebral

Vulgarmente conhecido como AVC, o acidente vascular cerebral é, segundo a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), a principal causa de morte em Portugal. Os números conhecidos são preocupantes: uma em cada 6 pessoas vai sofrer um AVC ao longo da vida, sendo que as mulheres são o grupo de maior risco.

Uma forma de reduzir o risco de AVC é optar por uma alimentação saudável, praticar exercício físico, controlar a pressão arterial e não fumar. No entanto, é também importante reconhecer os sinais de alarme, conhecidos como os 3 F’s:

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  • Desvio da face;
  • Falta de força num braço;
  • Dificuldade em falar.

Caso se depare com estes sintomas, ou parte deles, deve contactar de imediato os serviços de emergência médica (112.) Isto porque quanto mais cedo o doente chegar ao hospital, mais depressa será a intervenção e, como tal, maiores serão as hipóteses de sobrevivência e de menores sequelas.

6. Problemas de tiróide

tiroide

De acordo com a American Thyroid Association, a probabilidade de as mulheres desenvolverem problemas de tiroide é 5 a 8 vezes superior aos homens. Em Portugal, as doenças relacionadas com esta glândula afetam cerca de 10% da população e manifestam-se de várias formas.

A tiroide é uma glândula em forma de borboleta, que influencia o ritmo do coração, regula o trânsito intestinal, interfere no humor, no peso, assim como no desenvolvimento dos bebés durante a gravidez.

Neste sentido, as alterações da tiroide ocorrem quando a tiroide produz hormonas em excesso – hipertiroidismo – ou quando a tiroide não produz hormonas suficientes, tratando-se, neste caso, de hipotiroidismo. Em ambos os casos, o correto funcionamento do organismo fica comprometido.

7. Intolerância ao glúten

intolerancia ao gluten

O glúten é uma proteína que se pode encontrar no trigo, no centeio e na cevada. Algumas pessoas têm alergia a esta proteína e precisam de se privar de alimentos com glúten, nos quais se inserem vários alimentos tradicionais, como o pão, cereais, massa, pizza e cerveja.

Conhecida como doença celíaca, a reação do sistema imunitário ao glúten causa uma inflamação grave nos intestinos, que afeta uma em cada 100 pessoas em todo o mundo, sendo que a maioria são mulheres. Os sintomas da intolerância ao glúten podem ser confundidos com os do síndrome do cólon irritável, por exemplo: diarreia, inchaço, gases e azia.

Atualmente, a oferta de alimentos gluten free é cada vez maior, contudo, as pessoas que não sofrem desta intolerância devem evitar este regime, uma vez que estes alimentos têm elevados níveis de lípidos e gorduras saturadas.

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