Catarina Reis
Catarina Reis
04 Abr, 2019 - 11:23

8 Fatores chave para uma procura de emprego de sucesso

Catarina Reis

Encontrar uma nova oportunidade profissional depende de várias questões. Descubra os fatores chave para uma procura de emprego com bons resultados.

8 Fatores chave para uma procura de emprego de sucesso
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Quem passa os dias a analisar ofertas de emprego e a responder a anúncios espera que os seus esforços tenham resultados e, de preferência, rapidamente. Mas uma procura de emprego bem-sucedida faz-se de mais do que “disparar o seu Curriculum Vitae (CV) em todas as direções.

Costuma dizer-se que procurar emprego é um trabalho a tempo inteiro. Assim, quais os fatores chave para que esse desempenho traga os resultados desejados?

Procurar emprego pode ser um processo moroso e difícil. Desde logo, porque:

  1. Não sabemos que oportunidades realmente existem;
  2. Nem sempre sabemos qual a forma certa de procurar as oportunidades que há no mercado;
  3. Nem sempre sabemos o que fazer para nos tornarmos no candidato(a) escolhido(a) para aquela função que tanto desejamos.

8 fatores importantes para procurar emprego

emprego

Procurar emprego sem preparar qualquer estratégia, pode fazê-lo atingir níveis de frustração elevados. Por isso, o que fazer quando são tantas as candidaturas feitas e tão poucas as respostas?

É tentador colocar as culpas no “sistema”, no modo como os processos de recrutamento e seleção são conduzidos nas empresas, no “fator C” – a chamada cunha – mas seria certamente mais eficaz olharmos para os fatores que efetivamente podemos controlar.

A verdade é que de entre os fatores chave para uma procura de emprego bem sucedida estão elementos que dependem mais de nós do que aquilo que muitas vezes poderemos pensar. Descubra quais são.

1. Ser eficiente na procura de emprego

Sejamos pragmáticos: uma das questões sobre a qual vale a pena debruçarmo-nos é a proporção entre o tempo que despendemos na procura de emprego e os resultados obtidos. Se tem passado semanas, até meses, a enviar candidaturas espontâneas e não tem ido a quaisquer entrevistas de emprego, está na hora de fazer uma análise profunda ao tipo de mensagem que está a enviar às empresas e de adotar uma estratégia mais eficaz.

Será que tem selecionado as oportunidades que realmente se enquadram com o seu perfil ou está a “disparar para todo o lado”?

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Se o seu caso é o último, pare já. Perder tempo a investir em oportunidades de emprego que não são o que deseja realmente poderá afastá-lo das que realmente interessam e que podem trazer a realização profissional que almeja.

2. Qualidade vs quantidade

No que toca à procura de emprego, deverá investir mais na qualidade do que na quantidade.

Procurar emprego não é como jogar na lotaria. Até porque a probabilidade de acertar no emprego certo para si é muito maior do que a probabilidade de lhe sair a sorte grande no jogo. Mas é importante que saiba qual é esse emprego. Não sabe? Se calhar é por isso que não está a conseguir encontrá-lo…

3. Auto-conhecimento

Quando nem o(a) próprio(a) candidato(a) se conhece bem, como espera dar-se a conhecer às empresas? Como quer que apostem em si e acreditem que é o(a) candidato(a) certo(a) para aquela vaga se não sabe qual é o emprego que deseja encontrar?

Antes de enviar qualquer currículo, pare e analise-se:

  • Quais as suas competências profissionais?
  • O que gosta de fazer?
  • Em que tipo de ambiente profissional se sente realizado?
  • Onde está a sua rede de contactos?
  • Pode ativar estes contactos e informá-los que procura novas oportunidades?

Só depois de respondidas todas estas questões poderá pensar em redesenhar o seu currículo profissional – aquele que será o primeiro motivo para o(a) chamarem para uma entrevista de emprego!

4. Personalização

Quanto ao envio de CVs e portefólios, isso implica que os adapte em função de cada uma das empresas. Pode parecer que dá mais trabalho do que preparar um CV genérico, mas as potencialidades de um CV personalizado que esteja preparado para agradar especificamente a um empregador são muito superiores.

Personalize o material de que dispõe, elevando os seus argumentos até à perfeição, sempre que necessita que um empregador se sinta seduzido pelo seu talento e profissionalismo.

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Grande parte dos empregadores sabe distinguir um CV, uma carta de apresentação ou um portefólio feitos de forma generalista de material personalizado. A regra de ouro é usar os nomes das pessoas a que se dirige – na carta de apresentação, por exemplo.

Hoje é fácil descobrir os nomes das pessoas que estão por detrás de muitos cargos, nomeadamente através do LinkedIn. Não ceda à preguiça, pois estes pequenos detalhes podem fazer a diferença entre um CV que chega ao seu destinatário ou um CV que fica abandonado numa caixa genérica de e-mail durante meses.

5. Faça com que o procurem!

Investir na qualidade, no processo de procura de emprego, implica um foco maior no seu emprego de sonho e para isso tem de trabalhar para que a sua empresa de sonho repare em si. Portanto, em vez de passar dias a empilhar CVs genéricos para enviar para centenas de empresas distintas, poderá ser melhor ideia delinear uma estratégia para que o seu trabalho chegue a quem realmente lhe interessa.

Publicar conteúdos online sobre a sua área de atuação profissional é uma forma excelente de mostrar ao mercado os seus conhecimentos. Se publicar consistente e regularmente, não tardará a receber ofertas de trabalho. Os canais de comunicação ideais dependem do seu setor, mas pode optar pelo LinkedIn, WordPress, Twitter e até Instagram para alcançar maior notoriedade.

6. Rever os conteúdos

Evite redigir conteúdos com erros gramaticais ou gralhas. Isso causa imediatamente má impressão!

7. Atentar à sua reputação digital

Como é sabido, antes de qualquer entrevista as empresas irão pesquisar os candidatos online. Sabendo disto, evite conteúdos polémicos ou excessivamente íntimos. Seja prudente e salvaguarde a sua imagem e reputação online.

8. Não descure a última impressão

Mesmo estando perante uma potencial rejeição, este fator é tão importante e crucial quanto é descurado por muitas pessoas.

Sabemos como o impacto da primeira impressão é fundamental, mas o modo como nos despedimos após uma entrevista de emprego é igualmente essencial, mesmo quando uma oportunidade de emprego não nos sorri. Depois de apertar a mão de forma firme ao empregador, de lhe entregar um cartão pessoal e se despedir de forma cordial, há mais a fazer.

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Não se desligue imediatamente, pois nunca se sabe se um empregador poderá voltar atrás e oferecer-lhe uma oportunidade mais tarde. Chegue a casa e redija um email a agradecer-lhe por ter despendido parte do seu tempo a ouvi-lo, elogie os pontos que sente que deve elogiar e aproveite para reiterar que estará disponível para uma próxima oportunidade, caso venha a surgir.

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