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Sara Piteira Mota
Sara Piteira Mota
01 Ago, 2017 - 07:00

6 inovações que vão ajudar o setor automóvel a ser mais eficiente

Sara Piteira Mota

Saiba quais as maiores inovações que são criadas em todo o mundo e têm como objetivo aumentar a eficiência e diminuir custos no setor automóvel.

6 inovações que vão ajudar o setor automóvel a ser mais eficiente

Se há alguns anos alguém lhe dissesse que os carros iriam ser autónomos, provavelmente não acreditaria. Todos os dias surgem inovações que, aplicadas à indústria automóvel, permitem que o setor automóvel se torne mais eficiente e ecológico.

Karl Benz é apontado como o primeiro precursor da inovação automóvel, quando em 1886 registou a primeira patente de um veículo de passageiros com motor de combustão interna. A partir daqui, as inovações passaram pelos pneus, caixa automática, criação de “ailerons” traseiros e muitas outras descobertas.

Hoje, na era digital, a taxa de inovação no setor automóvel é ainda mais abrangente. Todos os dias assistimos a novas descobertas, dotando os automóveis de tecnologias high-tech que tornam os veículos mais seguros, eficientes e económico, mais rápidos e interativos.

Mas não só os carros são alvo de grandes inovações. A necessidade de resolver problemas – por exemplo, ambientais – também levou a que a indústria automóvel dedicasse mais tempo e muitos milhões a desenvolver tecnologias que ajudem o setor a tornar-me mais “verde”.

Por essa razão, os fabricantes de automóveis apostam, cada vez mais, em carros híbridos e veículos totalmente elétricos. Com vista a solucionar estas questões, têm surgido diversas inovações, que prometem dar que falar nos próximos anos.

Imagine, então, que a sua bateria passa a ter o triplo da energia e que as estradas são feitas de plástico de modo a não danificar tanto os carros. Estas são apenas algumas das principais inovações que já estão a dar que falar em todo o mundo.

6 principais inovações para o sector automóvel

1. Cimento ecológico

Esta inovação saiu de uma universidade. Richard E. Riman, professor universitário, desenvolveu um método que cria polímeros, plásticos e outros materiais compósitos em baixas temperaturas. O resultado é uma produção de materiais ultra-leves mais baratos, que consomem menos energia e podem ser aplicados em produtos de consumo, incluindo um cimento ecológico e materiais para uso em automóveis.

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2. Estradas em plástico reciclado

Construir e reparar as estradas é bastante dispendioso em termos financeiros, ao mesmo tempo que apresenta consequências ambientais agressivas. Isto porque o alcatrão é feito com petróleo e a sua implementação requer o uso de muito equipamento.

Para evitar todos estes constrangimentos, a empresa holandesa de construção Volker Wessels criou uma série de módulos feitos de plástico, que vão substituir o alcatrão e tornar a reparação das estradas muito mais barata.

3. Baterias mais potentes e baratas

Esta inovação foi criada por uma portuguesa. Maria Helena Braga, engenheira de profissão que trabalha na Universidade do Texas, criou eletrólitos de vidro. Estes eletrólitos têm como função aumentar a vida das baterias e acumular três vezes mais energia.

O objectivo é que as baterias sejam carregadas em apenas alguns minutos em vez de horas, ao mesmo tempo que conseguem armazenar o triplo da capacidade de energia das baterias atuais. Além disso, a engenheira portuguesa garante que estas baterias têm um período de vida mais longo. Estas baterias são mais baratas e seguras, o que significa que não há risco de explosão como na bateria de iões de lítio.

4. Microchip para carros autónomos

A empresa IBM desenvolveu um tipo de microchips que aumentam o poder computacional em 40%, gastando apenas uma fração da energia. Uma solução que pode tornar os carros autónomos mais rápidos e (ainda) mais inteligentes.

No fundo, o que a IBM fez foi alterar a estrutura dos transístores e diminuir o tamanho para 5 mm. Desta forma, deixa espaço para obter mais poder computacional, montados em cima uns dos outros.

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5. Impressora 3D que faz peças

A Ford anunciou que pretende ser o primeiro fabricante de automóveis a recorrer à impressão 3D, uma medida que tem como objetivo baixar os custos de produção das peças com baixo volume de produção. Além disso, esta impressora torna os serviços de pós-venda mais eficientes. Para avançar com o projeto, a fabricante norte-americana já instalou uma impressora 3D da Stratasys na fábrica de Dearborn.

6. Carros feitos de metal mais leve

A Boeing e a General Motors estão a desenvolver um padrão reticulado que é mais 100 vezes mais leve e 75 vezes mais rígido que um metal normal. Esta estrutura de padrão reticulado conta com vários tubos metálicos de pequenas dimensões (0,1 mm de diâmetro e 0,0001 mm de espessura), mas que são rígidas e aprisionam uma massa de ar que é cerca de 75% mais denso que o ar em movimento. Por ser mais leve, mas mais denso e rígido, este padrão vai permitir reduzir bastante o peso de certas peças em automóveis, mas manter os carros seguros.

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