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Ana Graça
Ana Graça
30 Jul, 2018 - 10:50

Mãe depois dos 40: riscos e complicações da gravidez tardia

Ana Graça

Mãe depois dos 40? Felizmente os avanços médicos permitem que aconteça cada vez com maior sucesso, mas há cuidados a ter! Saiba quais.

Mãe depois dos 40: riscos e complicações da gravidez tardia

O padrão reprodutivo tem alterado muito nos países mais desenvolvidos. As mulheres têm menos filhos e têm-nos cada vez mais tarde e, portanto, é cada vez mais comum ser mãe depois dos 40 anos de idade. Biologicamente, o período ideal para engravidar situa-se entre os 20 e os 35 anos de idade. Após os 35 anos de idade ocorre a diminuição da fertilidade e um aumento significativo das complicações obstétricas.

Mãe depois dos 40: potenciais riscos e complicações da gravidez tardia

Apesar de, geralmente, nos países desenvolvidos as mulheres que são mães depois dos 40 anos lidarem bem com o stress físico e emocional da gravidez e parentalidade e de terem uma gravidez de sucesso, os futuros pais devem estar cientes dos potenciais riscos e complicações de uma gravidez tardia, para que tomem decisões informadas e ponderadas:

a) a fertilidade diminui após os 32 anos, acentuando-se esta tendência após os 37 anos. Há investigações que indicam inclusive que a partir dos 30 anos de idade as mulheres começam a ovular com uma menor frequência;

b) as técnicas de procriação medicamente assistida não conseguem compensar todos os efeitos da idade materna avançada no declínio da fertilidade, nem garantir o nascimento de uma criança saudável;

c) qualidade do esperma diminui com a idade, aumento o risco de anomalias;

d) com o avançar da idade é necessário mais tempo para obter uma gravidez (a partir dos 32 anos, mas mais evidente após os 37 anos);

e) com o avançar da idade da mulher diminui a qualidade ovacitária, diminui a reserva folicular e aumentam as alterações uterinas;

f) complicações obstétricas tornam-se mais comuns após os 40 anos de idade: abortamento espontâneo; gravidez ectópica (entre 4 a 8 vezes mais frequente); anomalias cromossómicas; malformações fetais: patologia médica (diabetes é 3 a 6 vezes mais frequente); baixo peso ao nascimento; entre outras;

g) partos mais difíceis: mulheres com idade superior a 30 anos que são mães pela primeira vez apresentam habitualmente um trabalho de parto mais difícil do que as mulheres mais jovens.

Mães depois dos 40 devem ter precauções especiais

Engravidar depois dos 40: precauções especiais!

Os avanços da medicina tornaram a gravidez numa fase mais tardia segura. A maior parte das mães depois dos 40 anos têm gravidezes sem complicações e bebés saudáveis. Contudo, existem precauções especiais a ter se está a pensar engravidar depois dos 40:

1) quando um casal está a tentar engravidar é considerado normal demorar 12 meses a conseguir uma gravidez. Quando falamos de uma mulher com 35 ou mais anos, este período reduz-se para 6 meses. Assim, após este período deve recorrer ao seu médico ginecologista/obstetra para perceber se há algum fator que esteja a interferir com o sucesso da gravidez;

2) uma gravidez acima dos 40 anos é uma gravidez de alto risco e, portanto, deve ser vigiada de forma especial. É natural e desejável que sejam feitas mais consultas, ecografias e exames, devido à maior probabilidade de surgirem complicações;

3) outra das precauções que o seu obstetra pode entender como pertinente é a realização de exames de diagnóstico pré-natal no 1º trimestre mais aprofundados (biópsia das vilosidades coriónicas; amniocentese para estudo genético);

4) tal como em qualquer gravidez, é fundamental adotar um estilo de vida saudável. Adote uma boa alimentação, aliada à prática de atividade física, à monitorização constante do estado de saúde e desfrute desta fase tão bonita e feliz.

 gravidez de alto risco

Em suma

Ser mãe depois dos 40 é uma realidade nos dias de hoje. Apesar da idade ser o fator determinante com maior peso na fertilidade dos casais e dos resultados obstétricos poderem ser prejudicados pela gravidez numa idade mais avançada. Felizmente, a gravidez após os 40 anos, quando bem vigiada e acompanhada clinicamente, habitualmente decorre sem grandes problemas.

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