Chega a hora dourada e a tentação é sempre a mesma: subir a um rooftop, pedir um cocktail e ver o sol desaparecer atrás dos telhados. Só que essa vista tem preço e não é baixo.
Um bilhete de entrada num terraço em Lisboa ronda os 10 euros por pessoa, mesmo sem consumo obrigatório. Some-se um cocktail (12 euros em média) e um casal já gastou 44 euros só para ver o sol a pôr-se. Um cruzeiro ao pôr do sol no Tejo arranca nos 12 euros por pessoa nas opções mais económicas, mas pode ultrapassar os 48 euros, consoante o operador.
Portugal tem, no entanto, dezenas de miradouros com a mesma vista sem qualquer custo de entrada ou consumo. Do Douro aos Açores, há pontos altos gratuitos que rivalizam com qualquer rooftop pago, e a diferença fica toda no bolso.
Quanto custa ver o pôr do sol pago
Antes de escolher onde ir, vale perceber o que está em causa. No Convento da Graça, em Lisboa, o bilhete de acesso ao terraço custa 10 euros por pessoa até às 18h, sem incluir bebidas. Já num rooftop clássico como o Garden Roof Bar, um único cocktail ronda os 12 euros, e a maioria dos espaços exige consumo mínimo.
Um cruzeiro ao pôr do sol no Tejo arranca nos 12 euros por pessoa na opção mais económica, mas chega aos 48 euros nas opções mais completas, quase 192 euros para uma família de quatro pessoas, só pela viagem de barco.
Nenhuma destas opções é má em si. O problema é assumir que são a única forma de ver o sol a pôr-se com uma vista à altura, mas não são.
6 miradouros grátis para ver o pôr do sol em Portugal
Miradouro Panorâmico de Monsanto (Lisboa): menos concorrido do que os miradouros do centro histórico, oferece uma vista aberta sobre o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei. Acesso de carro ou autocarro, com estacionamento gratuito junto ao parque.
Jardim do Morro (Vila Nova de Gaia): do lado de Gaia, com a Ponte D. Luís I em primeiro plano e o Porto a ganhar tons dourados ao fundo. Chega-se de metro (estação Jardim do Morro) sem gastar em parquímetro.
Miradouro de São Leonardo da Galafura (Douro): um dos pontos mais altos da região duriense, com vista sobre os socalcos e o rio Douro. Ideal para quem já vai de carro à zona vinhateira e não quer pagar bilhete de miradouro privado.
Cabo de São Vicente (Sagres): o ponto mais a sudoeste da Europa continental, com o sol a mergulhar directamente no Atlântico. Entrada e estacionamento gratuitos, embora o vento possa ser forte ao final do dia.
Vista do Rei (Sete Cidades, São Miguel, Açores): vista sobre as duas lagoas de Sete Cidades, uma verde e outra azul, com o sol a descer atrás da cratera. Acesso livre, sem qualquer custo de entrada.
Miradouro da Piedade (Funchal, Madeira): vista sobre a baía do Funchal e o oceano, a uma curta distância do centro da cidade. Estacionamento gratuito junto ao miradouro.
Antes de escolher, veja o guia completo dos miradouros de Lisboa para outras opções na capital ou conheça os miradouros do Porto para mais alternativas na Invicta.
Como poupar ainda mais na experiência
A vista pode ser grátis, mas há sempre despesas escondidas à volta do pôr do sol. Levar um termo com café ou chá em vez de comprar no local poupa facilmente 3 a 5 euros por pessoa. Uma garrafa de água reutilizável evita o preço inflacionado das garrafas vendidas junto aos miradouros mais turísticos.
Quem depende do Uber ou de um táxi para chegar aos pontos mais afastados deve comparar sempre com o transporte público ou a boleia partilhada, a diferença pode ultrapassar os 10 euros por trajeto, sobretudo em zonas como Sintra ou o Douro.
Para quem quer transformar a saída num piquenique, comprar frutas e petiscos num supermercado local custa uma fracção do que se paga num restaurante junto ao miradouro. Descubra mais atividades gratuitas em Lisboa para combinar com o pôr do sol sem gastar mais do que o transporte.
Quando chegar e o que levar
O horário certo faz toda a diferença: chegar 30 a 45 minutos antes da hora oficial do pôr do sol garante lugar nos miradouros mais procurados, sem custo adicional para “reservar” espaço. Uma manta ou cadeira dobrável substitui a mesa de esplanada, e uma powerbank evita ficar sem bateria a meio das fotografias.
Nos miradouros mais expostos, como o Cabo de São Vicente ou a Vista do Rei, um casaco leve compensa a queda de temperatura assim que o sol desaparece.
O que fica no final do dia
Faça as contas: um casal que troque um rooftop por um miradouro grátis, uma vez por semana durante o Verão, poupa facilmente 300 a 400 euros em três meses. É uma escapadinha de fim de semana só com o que não gastou a ver o sol a pôr-se.
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