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Elsa Santos
Elsa Santos
29 Jul, 2022 - 15:10

Trabalho pós-pandemia: trabalho presencial ou teletrabalho?

Elsa Santos

Como será o trabalho pós-pandemia? Haverá empresas a continuar com o teletrabalho ou regressa o trabalho presencial? E o que dizem os trabalhadores?

mulher em teletrabalho

A COVID-19 veio mudar o mundo e o trabalho, não há como negar. As tecnologias já haviam introduzido grandes passos, mas foi com a pandemia que todos os processos se aceleram numa mudança sem precedentes nas práticas laborais, em Portugal e no mundo.

Mas o que efetivamente se alterou no trabalho pós-pandemia? Descubra a resposta.

O que mudou no trabalho pós-pandemia em Portugal?

home-office

Teletrabalho

A pandemia obrigou as empresas a ajustarem os seus planos e estratégias de um dia para o outro, uma adaptação difícil, repleta de desafios e mais ou menos obstáculos impostos pelas exigências do contexto. Porém, o teletrabalho ou trabalho remoto, rapidamente passou a fazer parte da rotina laboral de milhares de trabalhadores.

E se antes o teletrabalho era algo residual, numa fase pós-pandemia é visto como “algo normal e comum”, tendo continuado em muitas empresas, mesmo depois do fim da sua obrigatoriedade. Provas dadas da sua eficiência, bem como os benefícios apresentados relativamente à produtividade, bem-estar dos profissionais e conciliação com a vida pessoal e profissional, ditar a sua continuidade no mercado nacional.

Modelo híbrido de trabalho

Há ainda muitas entidades, publicas e privadas, onde o modelo de trabalho híbrido – com dias em trabalho presencial e outro em teletrabalho – é hoje uma prática que se mantém.

De acordo com um estudo recente publicado na Harvard Business Review desenvolvido por uma empresa tecnológica norte-americana, concluiu que desde março de 2022, nos EUA, as horas de trabalho em regime de teletrabalho aumentaram em média entre 10 e 20%.

Várias são as entidades, nacionais e internacionais, que continuaram a trabalhar num regime de teletrabalho ou num modelo híbrido que, nalguns casos, facilita a gestão de recursos e planeamento de trabalho.

Tecnologia e trabalho

O uso de tecnologias digitais como recursos de trabalho veio mostrar que é esta é uma base segura no que respeita ao emprego. Todos os trabalhos que possam ser realizados à distância (ou em qualquer lugar, não necessariamente o escritório) através de ferramentas digitais, evitam, mais facilmente, o desemprego. As áreas de tecnologias de comunicação e informação foram, aliás, aquelas onde mais subiu o trabalho pós-pandemia.

A transformação digital em que Portugal mergulhou revela-se, pois, uma aposta com benefícios claros para o futuro, o desenvolvimento e a taxa de emprego do país.

Menos stress e mais comunicação

Um outro estudo publicado também na Harvard Business Review houve resultados positivos para as empresas que souberam adaptar-se às exigências da COVID-19, nomeadamente com uma redução muito significativa de stress e emoções negativas provenientes do trabalho, bem como o aumento da comunicação entre colegas.

Considerando os resultados, muitas são as empresas que decidiram manter o regime à distância no trabalho pós-pandemia.

O teletrabalho imposto pela pandemia veio, efetivamente, para ficar.

Conciliação entre a vida profissional e pessoal

Os desafios da COVID-19, com sucessivos confinamentos, teletrabalho e telescola, vieram também mostrar, de uma forma muito clara, a importância de promover práticas laborais que permitam a conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar de cada cidadão. Entre tais práticas destacam-se, não só o trabalho remoto, mas também, nomeadamente, a flexibilidade de horário e banco de horas.

Este é, na verdade, um objetivo que surgiu ainda antes da pandemia quando, em 2018, o Governo português criou o Programa “3 em linha” para promover nas empresas e nos organismos públicos a conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar dos trabalhadores.

Nesse sentido, as entidades interessadas puderam candidatar-se para obtenção de financiamento. Entre os projetos financiados está, por exemplo a Linha3 UA da Universidade de Aveiro, através do qual têm sido desenvolvidas diversas atividades de divulgação e formação sobre o tema da conciliação, desde final de 2021. Um projeto que visa a implementação da Norma Portuguesa de Conciliação NP 4552:2016.

Trabalho pós-pandemia: que futuro?

Formação ao longo da vida

O futuro do mercado de trabalho pós-pandemia, de acordo com os dados já apresentados e num contexto de permanente mudança e inovação promovidas pela revolução tecnológica digital e inteligência artificial em curso, nas mais diversas áreas, reserva vários desafios e necessidades de adaptação e de formação.

Assim, no futuro do trabalho pós-pandemia a educação e formação assumem um papel central.

A aposta da Fundação José Neves é um exemplo disso mesmo, ao apostar na formação ao longo da vida, um programa vasto e diverso desenvolvido em estreita colaboração com várias instituições de ensino nacionais, nomeadamente através de financiamento de bolsas de estudo.

Permanente readaptação aquém e além fronteiras

As mudanças no panorama económico e social que influenciam o mercado de trabalho exigem uma (re)adaptação dos profissionais que devem ter as competências para dar resposta às necessidades. Esta busca incessante de novas competências exige uma formação permanente, quer dentro da mesma área de trabalho, quer na possível mudança de carreira.

Também o exercício de profissões novas, em regime de trabalho remoto, no estrangeiro ou para empresas estrangeiras são uma realidade cada vez mais forte. Vive-se um mercado global.

O mercado de trabalho pós-pandemia mostra, assim, o resultado de novas práticas implementadas durante a COVID-19 que aceleraram a mudança num caminho que se continua a fazer, agora, rumo ao futuro.

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