Na primeira casa, a lista de compras parece não ter fim. Mas os utensílios que fazem falta no dia a dia cabem em 20 itens, repartidos entre cozinha, limpeza, ferramentas e segurança. Em gamas de entrada, o conjunto custa cerca de 250 euros.
A margem para gastos extra costuma ser curta, até porque a independência chega tarde. Segundo o Eurostat, os jovens portugueses saíram de casa dos pais, em média, aos 28,9 anos em 2024, contra 26,2 anos na União Europeia. Portugal ficou em sétimo lugar entre os países onde a saída é mais tardia.
Quando a renda ou a prestação já pesam no orçamento, cada euro gasto num utensílio que nunca sai do armário faz falta noutro lado. A lista abaixo segue um critério simples: uso frequente primeiro, extras depois. Os preços indicados são de gamas de entrada, consultados em lojas online portuguesas em setembro de 2026.
Cozinha: 8 utensílios que se usam todos os dias
Um conjunto completo de cozinha pode incluir peças que não fazem falta a quem cozinha para uma ou duas pessoas. Estes oito cobrem as refeições do dia a dia:
- Frigideira antiaderente de 24 cm – ovos, grelhados, salteados. Desde 5 euros.
- Panela com tampa – sopa, massa, arroz. Há modelos em inox desde 6,50 euros.
- Faca de cozinheiro – lâmina de 20 cm, para cortar carne e legumes. Desde 10 euros.
- Tábua de corte – de preferência duas, para separar carne crua dos legumes. Desde 2,50 euros cada.
- Colher, concha e espátula – conjuntos de quatro utensílios em inox custam cerca de 7 euros.
- Escorredor — para massa, arroz e legumes lavados. Desde 2 euros.
- Abre-latas — manual, cerca de 4 euros.
- Caixas herméticas — para sobras e marmitas. Um conjunto de seis custa cerca de 15 euros.
Atenção à placa: se for de indução, confirme na etiqueta ou no fundo da frigideira e da panela o símbolo de compatibilidade antes de pagar.
Para quem quer ir além do mínimo, a lista de utensílios básicos de cozinha e quanto custam ajuda a planear a fase seguinte.
Limpeza e manutenção: 5 básicos para o primeiro dia
Resolvida a cozinha, segue-se a parte menos entusiasmante. Estes cinco utensílios fazem falta logo no dia da mudança:
- Vassoura e pá – uma vassoura de interior com cabo custa cerca de 4 euros; um conjunto de pá e vassoura de mão, cerca de 2 euros.
- Balde e esfregona – um kit com balde e esfregona de microfibra custa cerca de 15 euros.
- Panos de microfibra – laváveis e reutilizáveis. Um pack de três custa 1,50 euros.
- Estendal – sobretudo em casas sem varanda. Um modelo de chão, dobrável, com 19 metros de estendal, custa cerca de 30 euros.
- Desentupidor de ventosa – para entupimentos ligeiros em lava-loiça, banheira ou sanita. Entre 5 e 9 euros.
O desentupidor é o exemplo de compra preventiva: custa pouco, ocupa pouco espaço e fica à mão quando é preciso. Faça a lista antes de ir às compras e risque o que já tem ou o que a família pode emprestar. Muitas destas peças passam de casa em casa sem perder utilidade.
Ferramentas: 4 que resolvem as pequenas reparações
Pendurar um quadro, montar um móvel, apertar uma dobradiça. São tarefas que surgem logo na primeira semana e quem não tem ferramentas acaba por pagar a alguém ou por adiar.
- Chaves de fendas e chaves Allen – planas, cruzadas e sextavadas, as últimas indispensáveis para móveis de montar.
- Martelo e alicate – para pregos, buchas e pequenos ajustes.
- Fita métrica e nível – medir antes de comprar um sofá evita devoluções; o nível evita prateleiras tortas.
- Aparafusadora sem fios – para montar móveis e fixar suportes. Um modelo de entrada de 12 V, com bateria e carregador incluídos, custa cerca de 40 euros.
Os itens 15 a 17 costumam vir juntos em conjuntos de ferramentas manuais. Um conjunto com 45 peças, que inclui todos estes e ainda serrote e x-ato, custa cerca de 55 euros. Quem nunca pegou numa aparafusadora pode começar pelo guia de ferramentas de bricolage para iniciantes, com as tarefas mais comuns explicadas.
Segurança: 3 compras que ninguém deve adiar
Ninguém pensa nisto quando está a escolher cortinas. Mas estes três itens são dos mais baratos da lista e podem fazer diferença numa emergência.
- Detetor de fumo autónomo – funciona a pilhas. A DECO PROteste recomenda instalá-lo no teto do corredor central, longe da cozinha e da casa de banho. Desde 9 euros.
- Manta ignífuga – em fogos com óleo ou gordura, a água está interdita; a manta abafa as chamas, pousada com cuidado e nunca atirada. Uma manta de 1 x 1 metro custa cerca de 10 euros.
- Kit de primeiros socorros – compressas, pensos, luvas, toalhetes desinfetantes e tesoura. Um kit pequeno de parede custa cerca de 19 euros.
Somando os três: 9 + 10 + 19 = 38 euros. Quem quiser reforçar pode juntar um extintor de pó químico ABC de 2 kg, indicado para todas as classes de fogos domésticos, por cerca de 17,50 euros.
Atenção que o detetor só protege se estiver a funcionar. Teste-o regularmente no botão próprio e troque as pilhas quando o aparelho avisar.
Quanto custa o kit completo
Não existe um valor oficial para equipar uma primeira casa, porque tudo depende da gama escolhida e do que já se tem. Somando os preços de entrada dos 20 utensílios, as contas ficam assim:
| Categoria | Utensílios | Custo aproximado |
|---|---|---|
| Cozinha | 8 | 52 euros |
| Limpeza | 5 | 61 euros |
| Ferramentas | 4 | 95 euros |
| Segurança | 3 | 38 euros |
| Total | 20 | 246 euros |
Três regras ajudam a manter a conta baixa. Primeiro, comprar por fases: o que se usa na primeira semana entra já, o resto espera um mês. Depois, evitar conjuntos grandes quando só se precisa de duas peças. Por fim, o mercado de segunda mão é outra opção para ferramentas e utensílios em bom estado.
Para completar a casa com mobiliário e eletrodomésticos, consulte a checklist completa do que comprar para a primeira casa. E, para arrumar tudo sem gastar em organizadores, há truques para organizar a casa com pouco dinheiro.
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