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Teresa Campos
Teresa Campos
17 Ago, 2020 - 12:24

Verrugas e cravos: sabe distinguir estas duas manifestações cutâneas?

Teresa Campos

Sabe por que surgem verrugas e cravos? E quais as formas de tratamento mais adequadas para eles? Explicamos-lhe tudo neste artigo. Tome nota!

Diferença entre verrugas e cravos

Antes de mais, importa esclarecer que não, verrugas e cravos não são a mesma coisa. A sua origem e caraterísticas são diferentes e isso vai interferir no tratamento mais adequado para cada caso.

Para o médico fazer o diagnóstico e distinguir verrugas e cravos, ele precisa analisar com detalhe os principais sinais destas manifestações cutâneas. Só depois pode aconselhá-lo sobre os procedimentos a tomar. Fique, agora, a par de algumas ideias essencias sobre esta matéria.

Verrugas e cravos: causas, caraterísticas e tratamento

Então, vamos começar por distinguir verrugas e cravos.

As verrugas são pequenas lesões benignas da pele e das mucosas. Na sua origem, está o Vírus do Papiloma Humano (HPV) que pode causar estas marcas que podem manifestar-se meses após a contração da infeção.

As verrugas podem ser sinal de uma baixa de defesas.  O contágio acontece através do contacto físico com estas lesões; da partilha de objetos contaminados; ou, ainda, da auto-inoculação.

verruga na perna

Por outro lado, os cravos, também conhecidos como comedões, correspondem a pontos negros ou brancos que surgem devido à obstrução dos poros da pele, causada pelo excesso de sebo.

O cravo acaba por ser, nada mais nada menos, do que gordura acumulada. Estas manifestações são muito comuns em quadros de acne, nos adolescentes, devido à atividade hormonal mais intensa que carateriza estas idades.

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Regiões mais afetadas

As verrugas aparecem mais frequentemente nas plantas dos pés (verrugas plantares), nos dedos e unhas (peri ou subungueais), no rosto e no pescoço (filiformes), na região perianal e anal (verrugas venéreas ou condilomas acuminados).

Principais tipos de verrugas

  • Verrugas vulgares:  lesões habitualmente presentes nos dedos e no dorso das mãos, à volta das unhas e nos joelhos e cotovelos. Correspondem a saliências arredondadas, isoladas, duras, rugosas, assintomáticas, embora possam causar desconforto na região em torno das unhas;
  • Verrugas plantares: tendem a desenvolver-se para dentro da planta do pé. Caraterizam-se por serem uma zona dura, rugosa e dolorosa;
  • Verrugas planas: correspondem a um conjunto de saliências, praticamente impercetíveis, porque são pequenas, lisas, do tom da pele e encontram-se principalmente na face e nas extremidades;
  • Verrugas venéreas ou condilomas acuminados: tratam-se de várias saliências carnudas e húmidas (que fazem lembrar uma couve-flor) e que surgem sobretudo na área genital.

Por outro lado, os cravos surgem sobretudo no rosto e no tronco, por serem regiões com mais glândulas sebáceas.

Principais caraterísticas

As verrugas caraterizam-se pelo seu aspeto de nódulos duros, irregulares, ásperos e com um tom que pode ser mais claro ou mais escuro. A sua dimensão também varia e podem surgir isoladamente ou em conjunto.

Os cravos correspondem a pontos brancos ou negros de pequena dimensão. Eles estão mais sujeitos à infeção por bactérias e podem evoluir para pápulas (borbulhas) e pústulas (pus).

Tratamento

Como já explicámos, o tratamento varia em função de se tratarem de verrugas ou de cravos.

Normalmente, as verrugas não carecem de tratamento, pois desaparecem espontaneamente, apesar de poderem voltar a surgir. Neste caso, é importante consultar um médico para que ele possa avaliar a situação e perceber se faz ou não sentido prescrever alguma terapêutica.

tratamento para verruga

Entre os tratamentos possíveis destinados às verrugas estão:

  • os produtos com ácido retinoico, ácido salicílico ou outras substâncias descamantes ou queratolíticos;
  • cirurgia, nomeadamente eletrocoagulação e curetagem;
  • criocirurgia.

O problema dos cravos pode ser resolvido com alguma preserverança e com cuidados de higiene especiais. Assim, se tem cravos deve:

  • limpar diariamente a pele com produtos que não tenham substâncias comedogénicas/ comedolíticas e sejam adequados a este problema, possuindo propriedades como retinoides, ácido salicílico ou azelaico;
  • evitar o uso de produtos oleosos ou gordurosos;
  • evitar espremê-los.
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