Ekonomista
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30 Jul, 2026 - 10:00

Arrendar casa fica 36% mais difícil, mesmo com rendas mais baratas

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Cada casa para arrendar recebeu, em média, 24 contactos no 2º trimestre de 2026, mais 36% que há um ano. Descubra onde a corrida é maior e como se preparar.

Arrendar casa em Portugal está mais difícil do que há um ano. Cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 24 contactos durante o segundo trimestre de 2026, mais 36% do que no mesmo período do ano passado, segundo uma análise do idealista/data. A subida da procura aconteceu num contexto em que as rendas desceram 2,4%.

A descida das rendas podia sugerir um mercado mais tranquilo. Mas os dados mostram o contrário: a oferta continua muito abaixo do número de interessados. Na prática, quem se candidata a uma casa para arrendar concorre, em média, com 23 outras pessoas pelo mesmo anúncio. Nas zonas mais pressionadas, a concorrência é bem maior e chegar preparado passa a fazer toda a diferença.

Onde a corrida por casa para arrendar é mais renhida

Entre as capitais de distrito, Santarém lidera com 34 contactos por anúncio no trimestre. Segue-se Leiria (30), Évora (29), e um empate entre Faro e Setúbal (28).

Com procura ainda elevada surgem Ponta Delgada (25), Castelo Branco (22), Lisboa (21) e Porto (21). No extremo oposto, Portalegre (8) e Vila Real (12) registaram a menor pressão da procura no período.

Ao nível de distritos e ilhas, o cenário muda de liderança: Setúbal soma 34 contactos por anúncio, seguido de Lisboa e Santarém, ambos com 26, e do Porto, com 22.

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As cidades onde a procura mais disparou (e onde recuou)

Comparando com o mesmo trimestre do ano anterior, a maior subida da procura aconteceu em Coimbra, com um aumento de 153%. Seguem-se Porto (146%), Lisboa (53%) e Braga (19%). Também subiram Leiria (13%), Santarém (11%), Setúbal (8%) e Viana do Castelo (7%).

Nem todas as capitais seguiram esta tendência: a procura recuou 84% em Portalegre, 42% no Funchal, 33% em Vila Real e 23% em Faro. Também baixaram Ponta Delgada (-18%), Guarda (-14%) e Castelo Branco (-5%). Beja e Bragança mantiveram-se estáveis.

Ao nível de distritos e ilhas, Coimbra voltou a destacar-se, com mais 99% de contactos por anúncio. Segue-se o Porto (90%), Lisboa (36%), Setúbal (16%) e Viana do Castelo (15%). Em sentido contrário, Portalegre (-46%), a ilha da Madeira (-38%) e Vila Real (-19%) tiveram as maiores quebras.

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Como aumentar as hipóteses de fechar o arrendamento

Com tanta concorrência por cada casa, quem chega ao anúncio sem nada preparado perde tempo e, muitas vezes, a casa. Três documentos fazem a diferença logo na primeira mensagem: comprovativo de rendimentos dos últimos três meses, referências de um senhorio anterior (quando existirem) e identificação de um possível fiador.

Responder depressa também conta. Muitos senhorios fecham negócio com quem visita primeiro, não necessariamente com quem oferece mais. Deixar disponibilidade total para visitas, incluindo ao final do dia ou ao fim de semana, reduz a espera por resposta.

Vale ainda a pena alargar a pesquisa a zonas vizinhas menos procuradas. Uma rua ou um concelho ao lado da zona mais pressionada pode significar menos concorrência e uma renda mais baixa, sem perder muita distância ao trabalho ou à escola.

Por isso, antes de responder ao próximo anúncio, reúna comprovativos e referências num único ficheiro. Poupa horas quando aparecer a casa certa.

Fontes

idealista/data. (2026, 29 de julho). Arrendar casa em Portugal: procura cresce 36% no segundo trimestre de 2026 [Comunicado de imprensa].

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