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Ana Graça
Ana Graça
19 Jun, 2018 - 13:11

Fimose infantil: circuncisão ou não?

Ana Graça

A fimose infantil pode ser resolvida com alguma facilidade e sem grandes complicações, mas nem sempre. Conheça os principais sinais de alerta e tratamentos.

Fimose infantil: circuncisão ou não?

A fimose infantil é uma das causas mais frequentes de preocupação dos pais e uma das razões mais comuns que os levam a recorrer à cirurgia pediátrica. Vamos conhecer melhor esta patologia!

O que é a fimose infantil?

A fimose infantil é uma situação clínica, que pode ter diferentes graus, na qual há um aperto do prepúcio (pele que recobre a glande), que impede a sua retração de forma total ou parcial, impossibilitando a exposição completa da glande. Ou seja, é a dificuldade ou impossibilidade em fazer a retração completa do prepúcio sobre o pénis.

A fimose é normal ao nascimento e, na maioria dos casos, resolve-se de forma natural, sem necessidade de tratamento (fimose fisiológica). No entanto, há casos mais complexos em que é indicado o tratamento (fimose patológica).

A fimose fisiológica/pediátrica não deve ser confundida com uma patologia, já que nestes casos as aderências que impedem a retração do prepúcio desaparecem naturalmente, na maioria dos casos até aos 3 anos de idade.

A fimose patológica surge na sequência de uma infeção local, causada por bactérias ou fungos. A pele fica danificada e perde elasticidade, tornando impossível a retração do prepúcio. Esta situação é irreversível e obriga a intervenção cirúrgica.

Quais os sintomas da fimose infantil?

Os principais sinais de alerta para possíveis infeções que os pais devem ter em conta são:

fimose infantil

Qual o tratamento indicado para a fimose infantil?

O tratamento da fimose infantil pode ser médico ou cirúrgico e está, muitas vezes, envolto em controvérsia. Se numa abordagem tradicional se recorre mais à cirurgia (circuncisão ou prepucioplastia), atualmente, dá-se primazia a um tratamento menos invasivo (com corticoides tópicos).

A circuncisão é um dos procedimentos cirúrgicos mais frequentemente realizados em crianças. Apesar de ser um método simples, tem possíveis riscos e complicações (hemorragia; infeção), pelo que deve ser bem ponderada a necessidade da sua realização, sobretudo em crianças e recém-nascidos.

Por outro lado, a aplicação de corticosteroides tópicos tem sido considerada uma alternativa terapêutica eficaz. As principais vantagens desta abordagem são o facto de não ser invasiva nem traumática e ter um baixo custo.

O tratamento indicado pela equipa médica que acompanha a criança terá sempre em conta o tipo de fimose em questão. No caso de fimose fisiológica/pediátrica, muito provavelmente recorrerão ao uso de corticoides, em forma de pomada, de forma a amolecer a pele, facilitando o seu descolamento. Já nos casos de fimose patológica, a cirurgia é frequentemente a única alternativa, quer para adultos, quer para crianças.

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