Cláudia Pereira
Cláudia Pereira
22 Set, 2026 - 12:00

Destino mais feliz do mundo? É Lisboa, diz novo estudo

Cláudia Pereira

Lisboa foi eleita o destino mais feliz do mundo por um estudo internacional que avaliou 47 cidades. Descubra os critérios e o que o turismo vale para Portugal.

Lisboa é o destino mais feliz do mundo para viajar. A conclusão é do Holiday Happiness Index, estudo da BookRetreats que analisou 47 destinos turísticos com base num critério pouco comum: o bem-estar de quem visita, não apenas o preço ou a popularidade.

O estudo cruza factores como exposição solar, facilidade de deslocação a pé, espaços verdes e oferta de alimentação saudável. Lisboa venceu por combinar todos estes elementos numa única cidade e é essa combinação, mais do que um valor isolado, que a distingue dos restantes 46 destinos analisados.

O título chega numa altura em que o turismo já é um dos motores mais robustos da economia portuguesa. Perceba os critérios do estudo e o peso real do setor no país.

Os números que colocam Lisboa no topo

A cidade regista 2.828 horas de sol por ano, um dos valores mais altos entre os destinos avaliados. Soma-se 49 m² de espaço verde por habitante e quase 10% dos restaurantes classificados como saudáveis, a segunda maior proporção do estudo.

Outro fator decisivo é a mobilidade. A facilidade de percorrer Lisboa a pé, aliada à proximidade a ambientes naturais diferentes, da frente ribeirinha às praias da Área Metropolitana, reforça a experiência de quem visita.

Nenhum destes fatores, isolado, seria suficiente para o primeiro lugar. É a soma de clima, natureza acessível e alimentação saudável que faz a diferença face a destinos com apenas um ponto forte.

O que diz quem promove a cidade

Para António Valle, Diretor-Geral da Associação Turismo de Lisboa, o resultado confirma uma estratégia de promoção assente na identidade própria da cidade: “este resultado evidencia que Lisboa mantém a sua identidade e é procurada por isso mesmo. A qualidade, a autenticidade, a gastronomia, o clima e a proximidade à natureza contribuem para uma experiência que quem nos visita valoriza cada vez mais.”

Valle sublinha que a estratégia da associação passa por preservar aquilo que distingue Lisboa dos restantes destinos: “Lisboa é diferente de todos os outros destinos e é essa a promoção que a Associação de Turismo de Lisboa valoriza.

Panorâmica de Lisboa
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Quem mais entra no top 5

Lisboa lidera, mas não está sozinha no topo do ranking geral. Helsínquia surge destacada pelos baixos níveis de ruído e poluição luminosa. Orlando entra pela dimensão dos seus espaços verdes, enquanto Atenas e Edimburgo completam o top 5, com destaque para a facilidade de deslocação a pé, a cultura e a história.

PosiçãoDestinoDestaque
LisboaSol, espaços verdes e restaurantes saudáveis
HelsínquiaBaixos níveis de ruído e poluição luminosa
OrlandoDimensão dos espaços verdes
AtenasCultura, história e mobilidade a pé
EdimburgoCultura, história e mobilidade a pé

Outras categorias do estudo

Além do ranking geral, o estudo divulga também líderes em categorias específicas e aqui Lisboa já não domina, o que ajuda a perceber porque venceu pela combinação de fatores e não por um único extremo.

Nas cidades mais soalheiras, o pódio é ocupado pelo Dubai (3.577 horas de sol por ano), Cairo (3.477 horas) e Doha (3.418 horas), com Los Angeles e Orlando a completarem o top 5. Lisboa, com as suas 2.828 horas, fica fora desta lista.

Nas cidades mais fáceis de percorrer a pé, Atenas obtém a pontuação máxima (20 em 20), seguida por Helsínquia (37 minutos de deslocação média), Nova Iorque (39 minutos), Zurique (42 minutos) e Praga (45 minutos).

Já nas cidades mais verdes, Orlando lidera com 258 m² de espaço verde por pessoa, seguida por Chicago (180 m²), com Manchester, Helsínquia e Oslo referidas como opções equilibradas.

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Quanto vale o turismo para a economia portuguesa

Um título como este não surge isolado, salienta um setor que já pesa de forma significativa na economia nacional. Em 2025, Portugal recebeu 32,5 milhões de hóspedes, mais 2,8% do que em 2024, com 82 milhões de dormidas registadas. Só o alojamento turístico gerou 7.133,2 milhões de euros em receita, um crescimento de 6,9% face ao ano anterior.

Olhando ao país no seu todo, as receitas turísticas totais somaram 29,1 mil milhões de euros em 2025, mais 5% do que em 2024. Descontadas as despesas com turismo, cerca de 7,2 mil milhões, o saldo turístico português ficou perto dos 22 mil milhões de euros, segundo dados do Turismo de Portugal. É um dos pilares mais consistentes da balança de pagamentos nacional.

No entanto, um ranking internacional não garante, por si só, mais receita imediata. O que ele faz é reforçar a marca da cidade nas escolhas de quem está a decidir o próximo destino, com efeito nas reservas dos meses seguintes.

O que fica deste título

Um estudo como este não muda o preço de uma viagem nem o custo de um jantar em Lisboa. Mas ajuda a explicar porque é que a cidade continua a atrair tanta procura e porque o turismo se mantém um dos setores mais relevantes para a economia portuguesa.

Para quem visita, fica o convite a explorar a cidade fora dos picos de procura, onde a experiência tende a compensar mais. Para quem trabalha no setor, fica um argumento de peso: Lisboa já não vende apenas sol e história, vende, agora, bem-estar comprovado por estudo internacional.

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Fontes

Associação Turismo de Lisboa. (2026, Setembro 18). Comunicado: Lisboa eleita o destino mais feliz do mundo. LPM Comunicação.

BookRetreats. (2026). Holiday Happiness Index: World’s Best Destinations to Boost Your “Feel-Good” Hormones. https://bookretreats.com/blog/holiday-happiness-index/

Turismo de Portugal. (2025). Turismo em Números 2025. TravelBI. https://travelbi.turismodeportugal.pt/turismo-portugal/turismo-numeros-2025/

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