Share the post "Meio século depois, o Lancia Gamma volta para relançar a marca"
Meio século depois de o Gamma original ter estreado no Salão de Genebra, em 1976, como topo de gama da Lancia, o nome regressa num crossover fastback com versões híbrida e 100% elétrica.
O Gamma mede 4,67 metros de comprimento, 1,89 de largura e 1,66 de altura, o que o coloca no segmento dos SUV médios.
A frente e a traseira herdam do Ypsilon a assinatura luminosa de três finas faixas, e o perfil é limpo, com puxadores embutidos e teto a descair para trás.
O nome tem história. O Gamma de 1976 foi um modelo de topo desenhado pela Pininfarina, vendido como berlina de quatro portas e como coupé.
A versão atual troca o formato clássico pelo de um crossover, mais alinhado com o que o mercado europeu procura.
Lancia Gamma é peça da nova vida da marca
Este é o segundo passo concreto do plano de renascimento da marca. Depois do novo Ypsilon e do regresso do emblema HF e da competição, o Gamma alarga a oferta e leva a Lancia a um segmento estratégico.
O terceiro modelo, o Delta, está previsto para 2028.
O segmento em questão pesa muito no mercado. Segundo a responsável da Stellantis Itália, Antonella Bruno, os SUV médios são o segundo segmento mais vendido em Itália e o primeiro na Europa.
A marca quer ainda conquistar uma base de clientes mais ampla, com equilíbrio entre particulares e empresas. O momento também ajuda, já que 2026 marca o 120.º aniversário da Lancia.
Quão italiano é, afinal, o Lancia Gamma?
Muito, mas com uma nuance. O design nasceu no Lancia Design Center, em Turim, sob a direção de Gianni Colonello, e o projeto envolve cerca de 30 fornecedores italianos, dez dos quais na Basilicata.
A base técnica, porém, é partilhada. O Gamma usa a mesma plataforma STLA Medium do Peugeot 3008, produzido em Sochaux, e é o quarto modelo do grupo feito em Melfi sobre esta arquitetura.
Na mesma fábrica saem também o Jeep Compass, o DS N.º 7 e o DS N.º 8. A parte visível e a produção são italianas, e a engenharia de base vem da lógica de plataformas do grupo.
Como é o interior do novo Lancia Gamma?

O habitáculo foi mostrado ao público no Salão de Turim e segue a linguagem do Ypsilon.
O elemento mais visível é a consola central redonda, que integra o carregador sem fios para smartphones.
O tablier é dominado pelo ecrã multimédia, com painel de instrumentos digital ao lado, volante de dois raios e bancos em tecido acolchoado.
Motorizações do novo Lancia Gamma?
| Versão | Potência | Autonomia anunciada | Notas |
|---|---|---|---|
| Híbrido ligeiro | 145 cv | mais de 1000 km (total) | 1.2 turbo de três cilindros, caixa automática |
| Elétrico de acesso | 230 cv | 540 km | Tração dianteira |
| Elétrico Long Range | 245 cv | mais de 740 km | Maior autonomia da gama |
| HF Integrale | 375 cv | 675 km | Dois motores e tração integral |
Segundo a imprensa italiana, o híbrido deverá ser a versão mais vendida em Itália. A HF Integrale, no topo, recupera o espírito desportivo que a Lancia associa às siglas HF.
Quando chega o Gamma a Portugal?

Os preços deverão ser revelados em Paris, em outubro, e a venda arranca em 2027. Em maio, a Stellantis falava na abertura de encomendas após o verão, pelo que o calendário parece ter avançado para o próximo ano.
Quanto a Portugal, a Lancia anunciou o regresso ao mercado nacional com uma rede de concessionários, mas em maio o site português da marca promovia apenas um modelo, o Y Cassina Edition, sem informação sobre disponibilidade e preços.
Para o Gamma, não há por agora valores nem datas para o mercado nacional.