Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
17 Dez, 2018 - 14:59
Pano na gravidez: o que é, causas, sintomas e prevenção

Pano na gravidez: o que é, causas, sintomas e prevenção

Catarina Milheiro

O aparecimento do pano da gravidez pode começar devagar e tende a desaparecer. No entanto, existem certos métodos de prevenção que deve conhecer.

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Denominada por pano na gravidez ou cloasma, esta hiperpigmentação bastante característica, aparece normalmente entre o 4º e o 6º mês do período gestacional. É um facto que, mais de dois terços das mulheres se depara com esta característica durante a gravidez.

Se tem dúvidas em relação a este tema ou se quer saber mais sobre o pano na gravidez, fique connosco neste artigo.

Pano na gravidez: o que é?

O pano na gravidez ou cloasma, é resultante das alterações hormonais que se dão ao longo da gestação. Estas alterações têm muitas vezes como consequência, perturbações na pigmentação da pele.

Embora existam outros fenómenos relacionados com a pele (como as estrias e a celulite), que aparecem habitualmente no corpo da grávida e que provocam algumas mudanças na sua aparência, o pano na gravidez é também considerada uma alteração significativa para a gestante.

Caracteriza-se pelo aparecimento de diversas manchas castanhas no rosto. Estas manchas aparentam ter uma forma bastante irregular e aparecem normalmente em zonas como as maçãs do rosto, o nariz, a testa, os lábios e ainda as têmporas.

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CAUSAS ASSOCIADAS AO APARECIMENTO DO PANO NA GRAVIDEZ

Não existe uma causa em específico associada ao aparecimento do cloasma, que esteja completamente provada cientificamente.

No entanto podem-se distinguir 3 fatores:

A hereditariedade pode estar associada ao aparecimento do pano na gravidez.

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Em pessoas com um tom de pele mais escuro, a incidência dos cloasmas sem estarem grávidas é maior, do que em pessoas com um tom de pele mais claro. No caso de já se encontrarem com estas manchas escuras e irregulares antes da gravidez, a probabilidade de o problema vir a agravar ao longo do período de gestação, tende a aumentar também.

As alterações hormonais são o fator mais comum e frequentemente associado ao aparecimento do cloasma.

Durante a gravidez, a gestante passa por um crescimento abrupto de diversas hormonas no sangue, entre elas, as células responsáveis pela produção de melanina, como os estrogénios com um efeito estimulante sobre os melanócitos.

Ou seja, em algumas zonas da face os melanócitos ficam desregulados quando os estrogénios são estimulados, e produzem melanina em excesso. O resultado é a formação de núcleos na pele, em tons de castanho claro a escuro.

Para além disto, este excesso de pigmentação localizado pode assumir duas formas, sendo superficial ou em profundidade. Quando se trata de um excesso de pigmentação superficial, significa que os grãos de melanina estão depositados ao nível da epiderme e que será mais fácil o desaparecimento destas manchas.

No caso deste excesso ser em profundidade, o desaparecimento do cloasma é mais difícil. Isto porque os grãos de melanina se depositam na derme e/ou na epiderme.

A exposição solar também pode agravar o pano na gravidez. Na presença de um cloasma, o efeito do sol pode impulsionar o agravamento deste tipo de manchas na pele. Por isso, se estiver grávida e com este problema, evite apanhar sol diretamente na pele nas horas de mais calor.

Sintomas

Os sintomas estão relacionados com o aparecimento espontâneo de pequenas manchas ou linhas mais escuras do que o tom da sua pele, ao longo do rosto.

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Portanto, se da noite para o dia reparar que acordou com um traço castanho na zona do buço, ou uma mancha nova na face, deve dirigir-se a um dermatologista para que seja feito um diagnóstico exato do problema.

Nunca, em caso algum, deve ignorar este sintoma porque afinal é o único que pode indicar a existência do pano na gravidez.

protetor solar diariamente com um fator de proteção (SPF) 50, e evitando sempre a exposição solar direta. O facto de utilizar um protetor solar com um fator de proteção elevado só, não chega; este creme deve ser aplicado em várias camadas para que consiga realmente ter o efeito de proteção máximo, caso contrário, se apenas colocar uma camada fina de protetor no rosto, estará igualmente a correr riscos;

  • Evitar esfoliações, produtos desmaquilhantes e limpezas faciais – a grávida deve evitar fazer qualquer tipo de esfoliação bem como a utilização de produtos desmaquilhantes e ainda o recurso a limpezas faciais, devido ao facto de todos estes fatores poderem estar associados a uma estimulação da secreção de melanina (o que poderá contribuir para o aparecimento do pano na gravidez);
  • Evitar perfumes e produtos com álcool – este tipo de produtos com álcool, pode estimular a fotossensibilidade da gestante e induzir ao aparecimento de manchas castanhas;
  • Evitar métodos contracetivos – no caso de já ter tido pano na gravidez, deve evitar métodos contracetivos como a pílula, e optar por outro método contracetivo depois do parto, de modo a reduzir as hipóteses do reaparecimento das manchas castanhas.
  • Em relação ao tratamento do cloasma, é comum que este desapareça após um mês do nascimento do bebé.

    Contudo, se a situação das manchas se for agravando ao longo do período de gestação, pode conversar com um dermatologista para recorrer a alguns cremes que poderão atenuar o pano na gravidez.

    É importante que, no caso de iniciar o tratamento com cremes, espere pelo fim do período de amamentação, uma vez que alguns componentes dos cremes (como por exemplo o ácido retinóico), podem ser nocivos para o bebé.

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