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Ekonomista
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24 Jul, 2017 - 11:23

Parte dos reformados da CGD vão pagar comissão de conta

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A Associação de Defesa de Clientes Bancários considerou injusto que parte dos clientes reformados da CGD passem a pagar comissão de manutenção da conta.

Parte dos reformados da CGD vão pagar comissão de conta

Os clientes da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que até agora estavam isentos de comissões, vão passar a pagar 4,95 euros por mês ou a escolher a Conta Caixa com custos mais baixos, de acordo com a nova tabela de Comissões e Despesas da Caixa, citada hoje pelo jornal Público.

“Neste segmento, só os clientes com mais de 65 anos e pensão ou reforma inferior a 835,50 euros continuarão a não pagar pela conta à ordem. Clientes com pensões pequenas, como de invalidez, ou que recorreram à pré-reforma, passam a pagar”, explica o jornal.

Em declarações hoje à agência Lusa, Luís Janeiro, da direção da Associação de Defesa de Clientes Bancários (ABESD), classificou a medida de injusta, salientando que “não são os clientes que têm de responder pelo problema de rentabilidade da banca”.

“Não são os clientes que têm de responder (…) e a única razão porque agora são taxados é porque a banca acha que não tem a rentabilidade que deveria ter. É altamente injusto que as pessoas metam dinheiro nos bancos e depois tenham de pagar a falta de rentabilização”, disse.

No entender de Luís Janeiro, os bancos têm a obrigação de rentabilizar com segurança o dinheiro dos clientes e não o fizeram durante décadas.

“Mesmo quando tinham rentabilidade não repartiam. Agora dizem que não têm rentabilidade, mas os clientes não podem suportar isso a não ser que a gente queira uma sociedade onde as pessoas voltem a pôr o dinheiro debaixo do colchão”, explicou.

Para o responsável, esta situação é o regresso “ao tempo dos avós, que não confiavam nos bancos”.

“Ninguém ganha com esta situação. A sociedade precisa que os bancos ponham o dinheiro a circular. Agora querer que os clientes paguem para guardar o dinheiro, isso é serviço de um cofre, um banco é outra coisa”, sublinhou.

O jornal realça também que “centenas de milhares de outros clientes com domiciliação de rendimentos (vencimento e outros) ou com património financeiro acima de 5 mil euros vão perder a isenção dessa comissão ou ganham uma ‘falsa’ isenção”.

“É que passam a ser obrigados a ter cartões de débito e de crédito e a utilizá-los pelo menos uma vez por mês, o que implica uma despesa efetiva, tendo em conta o custo (anuidade) destes produtos, a que podem acrescer ainda juros, se passarem a utilizar o fracionamento dos pagamentos a crédito”, escreve o jornal.

De acordo com o jornal, a CGD está a contactar os clientes para os informar do novo preçário.

Contactado pelo Público, o Banco de Portugal refere que “de acordo com as normas em vigor, as instituições de crédito são livres de fixar o preço dos seus produtos e serviços” e que “a restrição a esta liberdade é uma competência reservada ao legislador”.

No dia 20 de junho, o presidente da CGD, Paulo Macedo, justificou o aumento das comissões bancárias cobradas aos clientes com a necessidade de o banco público voltar aos lucros, após sete anos seguidos de prejuízos.

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