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Paula Landeiro
Paula Landeiro
08 Fev, 2022 - 10:40

Como reduzir pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar

Paula Landeiro

Nem sempre é fácil gerir as contas de casa. Existem, contudo, pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar e que podem ser contornadas.

Pequenas despesas que pesam muito no orçamento

É costume dizer-se que “depois da tempestade vem a bonança”. Os “tempos da Troika” fazem já parte da memória coletiva do país, mas os anos de crise e a pandemia fizeram estragos nas finanças da grande maioria das famílias portuguesas. Muitos continuam a “apertar o cinto” e à procura das melhores formas de poupança. As técnicas são cada vez mais apuradas, mas a verdade é que ainda continuam a passar despercebidas pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar.

A boa gestão das finanças passa por um controlo apertado e eficaz de todos os ganhos e despesas (fixas e variáveis). Por cá, já explicamos como organizar o seu orçamento familiar de forma eficaz de forma a aliviar os gastos mensais. Basta esforço e dedicação.

Economia nacional: o que dizem os números

A Moody´s

Depois de, em 2018, a Moody’s ter retirado Portugal da categoria de investimento especulativo, atribuindo-lhe a categoria de Baa3, ou seja um patamar acima de “lixo”, em setembro de 2021 reviu em alta a notação de Portugal.

De facto, em setembro de 2021, a Moody’s atribuiu a Portugal a classificação Baa2, com perspetiva estável. A categoria mais alta desde 2011, igualando a notação já atribuída pela Fitch e pela S&P

Na sua comunicação, a Moody’s assinala a sua expectativa de que verá perspetivas de crescimento da economia portuguesa a médio e longo prazo devido à utilização dos fundos do “Next Generation EU”, através do Programa de Recuperação e Resiliência e através da implementação de reformas estruturais.

De acordo com a Moody’s, a economia portuguesa está a experimentar uma recuperação robusta da crise pandémica, apesar de se manterem desafios no setor do turismo. No entanto, refere também que a rendibilidade no setor da banca permanece fraca, o crédito malparado continua a ser elevado. E pode voltar a começar a subir este ano quando se verificar a subida previsível das taxas de juro.

O Fundo Monetário Internacional

Por seu lado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o crescimento da economia portuguesa se tenha situado no 4,4% em 2021 e seja de 5,1% em 2022. Mas referiu em outubro que também considera crucial a implementação do PRR com vista ao aumento da produtividade de crescimento da economia portuguesa.

Bons sinais para a economia nacional, mas será que estas mudanças influenciam realmente o orçamento das famílias portuguesas?

O Instituto Nacional de Estatística

Os mais céticos dirão que as melhorias económicas dos últimos anos não foram suficientes. Isto porque, de acordo como os últimos dados divulgados pelo INE , em 2021, 2,32 milhões de pessoas estão em risco de pobreza ou exclusão social.

O Inquérito às condições de vida e rendimento, realizado em 2021 e divulgado pelo INE em dezembro, indica que a taxa de pobreza ou exclusão social foi de 22,4%. Isto é mais 2,4 pontos percentuais do que no ano anterior.

O mesmo estudo indica que entre maio e setembro de 2021, 16,4% das famílias viram o seu rendimento familiar baixar nos 12 meses anteriores. Valor também bastante superior ao obtido em pré-pandemia (10,3% em 2019);

Como controlar pequenas despesas que pesam no orçamento familiar

Os confinamentos fizeram subir as contas do supermercado, com os cabazes reforçados em compras de congelados e mercearias.

Mas com a permanência em casa e o teletrabalho, as compras online também entraram no dia a dia de muitos portugueses, tonando mais difícil controlar o impulso do consumo.

Ainda assim, apesar de estarmos cada vez mais atentos aos gastos, algumas pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar continuam a passar despercebidas, até a alguns olhares mais atentos.

Basta uma nova análise mais cuidada ao seu orçamento mensal para descobrir aqueles gastos “inofensivos”. E que, no final do mês, acabam por representar um valor considerável.

O tabaco e o café são algumas delas, mas há mais, como é o caso, por exemplo, do número de refeições fora de casa. Em alguns casos, os gastos acabam por não ser contabilizados.

Chegou a altura de fazer contas

Os cafés

Para saber quanto gasta com estas pequenas despesas que pesam muito no orçamento precisa apenas de alguns minutos do seu dia e de uma calculadora. Se toma um café todos os dias (o preço de referência é de 0,70 cêntimos), estará a gastar cerca de 21 euros por mês. Feitas as contas, gasta 252 euros por ano com esta simples rotina.

Refeições fora de casa

O mesmo se aplica às refeições fora de casa. Se os seus almoços semanais representam um gasto diário de 8 euros, no final do mês representam uma despesa de 160 euros. No final do ano pode contar com menos 1920 euros na sua conta bancária.

Mas se levar o almoço de casa já se tornou num hábito para muitos portugueses, ir jantar fora com os amigos ao fim de semana continua a ser algo que gostamos de fazer. Se for todas as semana pelo menos uma vez com uma média de 30 euros, gasta num mês 120 euros. Se for duas vezes jantar fora e nas outras jantar em casa com os amigos (rodando entre todos, ou na base de cada um contribui com alguma coisa) poupa 60 euros por mês, ou seja num ano 1920 euros.

Medicamentos de venda livre

Todos nós temos em casa medicamentos de venda livre, mas já reparou que o seu preço varia de farmácia para farmácia ou mesmo de supermercado para supermercado? Compare os preços e opte pelo mais barato. A poupança no final do ano pode ser significativa. Se poupar 2 euros por mês ao final de um ano já são 24 euros.

Produtos de marca no supermercado

No supermercado, é muito comum optarmos por encher o carrinho com produtos de marcas conhecidas e esquecemo-nos de quanto poderíamos poupar com as marcas do próprio supermercado. Em muitos casos, pelo mesmo produto, a poupança pode ser muito superior a 2 euros.

Se for quatro vezes ao supermercado por mês, num único produto poderá poupar 8 euros, o que corresponde a uma poupança anual de 96 euros. Agora multiplique este valor pelo número de embalagens de outros produtos que compra. A poupança pode atingir várias centenas de euros.

Em conclusão

Assim que percebe quais os gastos associados a estas pequenas despesas que pesam no orçamento, que nem sempre são controladas de forma eficaz, poderá avançar para um novo plano de poupança.

Na maioria dos casos, basta uma boa dose de imaginação para cortar neste tipo de despesas.

Poupar não pode nem deve ser um bicho de sete cabeças. Há formas bastante simples de reduzir os gastos e otimizar o orçamento mensal. Hoje em dia, existem diversas aplicações para smartphone que prometem facilitar a sua vida e torná-lo um especialista em economia familiar.

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