Olga Teixeira
Olga Teixeira
03 Set, 2019 - 04:21
Já sabe quanto vai gastar no regresso às aulas? Vamos a contas

Já sabe quanto vai gastar no regresso às aulas? Vamos a contas

Olga Teixeira

O início do ano escolar é, para os pais, sinónimo de despesas. Para ter uma ideia de quanto vai gastar no regresso às aulas, nós ajudamos com as contas.

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Todos os pais com filhos a estudar sabem que, terminadas as férias, é tempo de fazer contas e começar a preparar novo ano letivo. Entre livros de atividades, material escolar, transportes, atividades extracurriculares e roupa para a época mais fria, o mais certo é que o montante que vai gastar no regresso às aulas se fique nas centenas de euros.

A despesa vai no entanto variar consoante o número de estudantes que tem a seu cargo e o nível de ensino em que se encontram. Papel e caneta na mão? Vamos então a cálculos.

Orçamento médio por ciclo

quanto vou gastar no regresso as aulas

De acordo com os dados do Observador Cetelem Regresso às Aulas 2019, os gastos médios das famílias aumentam à medida que os filhos avançam no seu percurso escolar.

A despesa média das famílias é relativamente mais baixa no ensino pré-escolar (318€ ), no 1º ciclo (312€) e 2.º ciclo (355€). Já a partir do 3º ciclo (406€) os gastos aumentam significativamente, com os pais de alunos no ensino secundário a despenderem, em média, 450€ nesta altura do ano.

Entre as intenções de compra dos pais o material escolar (98%), equipamento para educação física (89%), vestuário/calçado (88%) e material de apoio didático extra (65%) estão entre as principais, mas 48% dos inquiridos neste estudo disseram que iam comprar também artigos de informática e 38% computadores.

Feitas as contas, e tendo em conta os vários graus de ensino, o gasto médio para quem tem filhos a estudar é de 363€. Segundo este estudo, 40% dos inquiridos conta gastar até 250€ e 29% dos inquiridos prevê que o investimento total seja entre 250€ e 500€.

Para quem não tem filhos este valor pode parecer exagerado, mas a verdade é que as compras para o início do ano escolar são uma conta sempre a somar e com um elevado número de parcelas: livros de apoio, material, equipamento informático e desportivo, transportes, alimentação, atividades extracurriculares, explicações…

Descubra agora os dados estimados sobre o que vai gastar no regresso às aulas em cada uma das parcelas.

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As contas do que vai gastar no regresso às aulas

Tal como a lista de material escolar, também na lista de despesas há sempre um valor de que não nos tínhamos lembrado ou que surge no último momento.

Para que seja mais fácil perceber quanto vai gastar no regresso às aulas e não ter surpresas nem derrapagens no orçamento, o melhor será fazer uma listagem e calcular, em cada ponto, qual o gasto médio expectável.

Livros

Os estudantes que estejam a frequentar a escolaridade obrigatória em escolas da rede pública ou privadas com contratos de associação não têm de pagar os livros, o que constitui já uma boa ajuda para compor o orçamento.

No entanto, a gratuitidade dos manuais escolares não inclui cadernos de atividades ou de fichas nem outros elementos dos packs pedagógicos.

A média de preço de um livro de fichas ronda os 10€, mas, à medida que o aluno avança na escolaridade, o preço pode também aumentar. Para os comprar, o melhor será aproveitar as promoções oferecidas nesta altura por grandes superfícies ou lojas especializadas.

Os dicionários também podem fazer parte deste cabaz. O preço de um dicionário básico de Português começa nos 5€, enquanto as versões mais completas chegam perto dos 40€.

Material Escolar

Os valores médios do custo do material escolar variam consoante o grau de ensino e conforme o local onde comprar o seu material. As marcas brancas são sempre mais baratas e, no caso de mochilas ou material desportivo, a fatura sobe bastante se optar por artigos de marca.

Para o 1º ciclo, por exemplo, e se escolher produtos mais baratos, todo o cabaz de regresso às aulas não ultrapassa os 60€, ficando nos 35€ se não quiser comprar material desportivo.

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O valor aumenta muito se, por exemplo, comprar sapatilhas de marcas mais conceituadas. Os cadernos com as personagens de desenhos animados (sobretudo os que estão na moda) tendem também a ser mais caros do que as versões mais simples.

No 2º ciclo aumentam as disciplinas e, geralmente, aumentam também as preocupações dos adolescentes e pré-adolescentes com as marcas do material. Se incluirmos as versões mais básicas de materiais, contando já com Educação Física e Música, o valor pode rondar os 70€.

No 3º ciclo e no ensino secundário as despesas tendem a aumentar, até porque podem ser necessários materiais mais especializados, nomeadamente calculadoras ou material de desenho mais específico, por exemplo.

Aqui, as despesas em material para o regresso às aulas podem chegar aos 100€, sem grandes extravagâncias.

De qualquer forma, há sempre ideias que permitem poupar: reciclar, reutilizar material dos irmãos ou primos ou comprar em segunda mão são dicas sempre úteis quando se trata de fazer as contas.

13 formas de poupar no regresso às aulas

Alimentação

Para uma noção o mais aproximada possível de quanto vai gastar no regresso às aulas, convém ter em conta que, à partida, uma das refeições passará a ser feita fora de casa, o que representa mais uma parcela no orçamento das despesas escolares.

Partindo do princípio que o seu filho vai almoçar na cantina da escola, conte com uma despesa de 1,46€ por dia (cerca de 292€ por ano), isto se não for beneficiário da Ação Social Escolar. Nestes casos, o custo desce para 0,73€ para alunos do escalão B; os estudantes que estejam no 1.º escalão não pagam as refeições.

Ao valor do almoço podem ainda juntar-se mais alguns euros por dia, se os seus filhos não levarem lanche de casa para comer durante a manhã ou ao meio da tarde.

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E, se as refeições forem feitas fora da escola, a fatura sobe ainda mais, sendo, no mínimo, de cerca de 5€ por dia, o que pode significar uma despesa de 1000€ no final do ano escolar.

Transportes

Neste capítulo, a despesa depende da idade. Os dados do estudo da Cetelem indicam também que quase metade dos alunos vai para a escola de carro com a família (47%); 34% vão a pé e 27% usam os transportes públicos.

A autonomia aumenta à medida que a idade avança e, por isso, os transportes são mais usados pelos alunos a partir do 3º ciclo.

O custo com o transporte depende do local onde vive, já que, em certos casos, esse transporte é assegurado pelas autarquias, sem qualquer custo.

Nos restantes casos, e que incidem sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, os transportes são gratuitos até aos 12 anos, pelo que, se tem filhos nestas idades e reside nestas áreas, não terá de se preocupar em pagar transportes.

No Porto, os passes para estudantes residentes na cidade são este ano alargados até aos 15 anos e em Matosinhos, por exemplo, as deslocações dentro do concelho são gratuitas para estudantes.

Para ter uma ideia mais aproximada, informe-se na autarquia do concelho onde reside e nas operadoras de transportes locais.

ATL e atividades extracurriculares

Os custos com ATL e atividades extracurriculares também têm o seu peso no orçamento de regresso às aulas: 20% dos inquiridos pelo Observador Cetelem afirmaram que vão recorrer aos ATL, um número que diz respeito, principalmente, a quem tem filhos no 1º ciclo.

Se nos ATL públicos o valor a pagar depende dos rendimentos dos pais, num privado pode chegar aos 100€ mensais, sem contar com transporte ou alimentação.

E se, além da escola, quer que este ano o seu filho pratique desporto ou tenha aulas de música, por exemplo, vai ter ainda mais gastos.

Ter aulas de natação duas vezes por semana pode custar, no mínimo, 20€ mensais. As aulas de ballet, e dependendo da frequência semanal, podem variar entre os 25€ e os 40€ por mês.

As aulas de música ficam mais baratas se forem em grupo, mas o custo médio não é inferior a 30€ mensais.

Semanada e outros gastos

No bolo total do que vai gastar no regresso às aulas, há ainda a ter em conta o valor para gastos avulsos. De acordo com os dados do Observador Cetelem, a semanada média dada pelos pais portugueses é de 20€: ou seja, cerca de 80€ por semana, vezes o número de filhos.

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