Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
12 Ago, 2022 - 13:00

8 sinais de que está a ser mal pago

Catarina Milheiro

Descubra se é mal pago ou se está em risco de o ser. Mude a sua atitude e consiga um salário mais justo!

pessoa a calcular a evolução dos salários em portugal

No mercado de trabalho português são vários os empregadores que pagam salários abaixo do que é realmente merecido pelos trabalhadores. E se este assunto é do seu interesse, conhecer alguns sinais de que está a ser mal pago pode fazer a diferença.

Se há fatores socioeconómicos que contribuem para que assim seja, também podemos dizer que a maioria das pessoas não é ensinada, ao longo do seu percurso escolar e académico, a negociar.

Por isso mesmo, torna-se cada vez mais importante aprender a reconhecer alguns sinais de alerta para que consiga ou ponderar mudar de carreira, empresa ou até ter uma conversa com o seu superior a fim de propor um aumento salarial.

Está ou não na hora de propor um aumento no salário ao seu chefe? Fique connosco.

Alguns sinais de que está a ser mal pago

pessoa a fazer contas ao salário
1

Nunca negociou o seu salário

Um dos sinais de que está a ser mal pago é precisamente o facto de, muito provavelmente, nunca ter negociado o seu salário.

Sabemos que este é um assunto por vezes delicado e que nos pode deixar até um pouco desnorteados por não sabermos bem como abordá-lo. No entanto, a verdade é que pode estar a ser mal pago porque não negociou um valor com os seus superiores.

No fundo, o importante é que assuma um compromisso consigo mesmo para que nunca volte a aceitar um emprego sem fazer qualquer tipo de negociação salarial.

2

Assume tarefas de responsabilidade, mas não é aumentado

Experimente fazer uma retrospetiva da sua carreira: compare as tarefas que realizava no início com as atuais, e, se registar uma evolução ascendente, apresente os seus argumentos ao seu superior.

Ele irá certamente reconhecer que está a ser mal pago, mesmo que não possa fazer nada quanto a isso. E, neste último caso, ficará alerta em relação à possibilidade de sair da empresa.

3

Já passaram dois ou mais anos desde que foi aumentado

Ao contrário do que possa pensar, este também pode ser um dos sinais de que está a ser mal pago.

Se o seu último aumento na empresa foi há mais de dois anos, talvez esteja na hora de conversar com o seu superior para perceber se existe margem de manobra para um possível aumento salarial.

Lembre-se que em dois anos o seu crescimento e valor enquanto profissional aumentam, logo merece ser reconhecido por isso. No caso de não ser possível um aumento, tente negociar com outro tipo de benefícios como formações ou workshops, por exemplo.

4

Nunca foi aumentado

Cada empresa tem o seu próprio sistema de progressos na carreira. Por isso, fatores como o cargo que ocupa, as responsabilidades que tem ou a experiência profissional adquirida até ao momento têm um papel decisivo.

Contudo, se já trabalha há vários anos na mesma empresa e nunca foi aumentado, saiba que alguma coisa está errada. Principalmente se ao longo desses anos a sua responsabilidade e carga de trabalho aumentaram.

5

Recebe menos do que os colegas com o mesmo nível de qualificação e experiência

Certamente já fez uma pesquisa sobre os salários na sua área e função. Através delas foi capaz de concluir que há empresas que pagam mais que a sua por trabalhos semelhantes?

Talvez esteja na hora de procurar uma nova oportunidade de trabalho. Lembre-se, estando a trabalhar, é muito mais fácil conseguir um novo emprego!

6

Se é um profissional indispensável à sua empresa

Já reparou que profissionais com o seu perfil são bastante procurados pelas empresas? Na sua organização, desenvolveu competências que fazem de si uma peça indispensável do “puzzle”?

Há assuntos que só você domina? O grau de confiança do seu chefe em si é tal que o trabalho ficaria desorganizado caso você saísse da empresa? Então, o que espera para mostrar ao seu chefe que é mal pago e deve ser aumentado?

Experimente ter uma conversa honesta e séria, demonstre o seu valor e a necessidade que a empresa tem em tê-lo como colaborador.

7

Empresas parecidas oferecem benefícios

O salário oferecido pelas empresas concorrentes até podes ser o mesmo do que o seu. Mas se tem recrutadores com interesse no seu trabalho e a empresa oferecer outro tipo de benefícios, talvez tenha chegado o momento de refletir sobre o assunto.

Caso esta seja a sua situação, tente sempre conversar primeiro diretamente com alguém dos recursos humanos da organização onde trabalha e negoceie.

Se não for possível, deve pensar se os benefícios que a outra empresa tem para lhe oferecer valerão a pena.

8

Pesquisou o intervalo salarial e perceber que deveria estar a ganhar mais

Tudo começa na entrevista de emprego. Os candidatos temem ser questionados acerca de quanto gostariam de receber, e quando se confrontam com questões desse tipo, não sabem o que responder.

Ora bloqueados pela ansiedade, ora pelo receio de perder a oportunidade de trabalho caso proponham um salário mais alto, os candidatos raramente negoceiam com o entrevistador as condições de trabalho atribuídas.

Sugerimos que comece já hoje a fazer pesquisa acerca do nível salarial de pessoas com perfis semelhantes ao seu.

Ou seja, que descubra, através da Internet ou de contactos com pessoas suas conhecidas, quanto ganha alguém da sua faixa etária, com o mesmo nível de qualificação, o mesmo número de anos de experiência, a desempenhar a função a que pretende candidatar-se.

Depois, com base na sua pesquisa, formule um intervalo salarial que possa referir na entrevista de emprego e saiba justificar a sua resposta.

Caso o empregador seja irredutível quanto ao salário que lhe vai atribuir, e se considerar que está em risco de fazer um trabalho mal pago, negoceie as condições de trabalho que não se incluem na remuneração mas que podem aumentar a sua qualidade de vida. Por exemplo, pergunte se a empresa atribui, entre outros:

  • Seguro de saúde;
  • Transporte até às instalações da empresa;
  • Possibilidade de fazer as refeições no refeitório da empresa;
  • Telemóvel;
  • Descontos em ginásios;
  • Flexibilidade de horários.
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