Share the post "Eco Laguna em Gavião: o oásis alentejano que cabe no bolso"
Pode parecer demasiado bonito para ser real. Mas a Eco Laguna, nas Piscinas Municipais de Gavião, com o seu fundo de areia compactada, uma pequena cascata, zona de jacuzzi e água cristalina num espelho de água de cerca de 497 metros quadrados distingue-se de qualquer piscina municipal convencional. E faz jus ao estatuto de um dos segredos mais bem guardados do Alentejo.
Inaugurada a 10 de junho de 2023, a Eco Laguna foi galardoada em 2025 com o Prémio Cinco Estrelas Regiões na categoria de Piscinas Municipais, reconhecimento que confirmou que este é um lugar fora do comum. Para o verão de 2026, reabriu a 19 de junho e estará aberta ao público até 19 de setembro.
O que torna a Eco Laguna tão especial?
A resposta está na forma como o espaço foi pensado e na inspiração por detrás do seu design. A laguna foi projetada com inspiração nas represas de água que existem nas herdades agrícolas do Alentejo.
O resultado é uma piscina com uma forma orgânica, irregular, que imita a natureza em vez de a contrariar. O piso em areia agregada antiderrapante reforça essa sensação de estar junto a uma lagoa natural.
A entrada é feita por rampas com diferentes inclinações, o que torna o espaço totalmente acessível a todas as idades e mobilidades, crianças pequenas, seniores e pessoas com deficiência foram todos considerados no projeto.
A profundidade da água começa rasa e vai aumentando gradualmente até aos 1,60 metros, o que torna o banho seguro e confortável para todos.
A envolvente também merece atenção, com um relvado amplo, pérgulas e zonas de sombra, esplanada e bar de apoio. É o tipo de espaço onde se chega de manhã e só se pensa em sair quando o sol começa a baixar.
Uma história com raízes antigas
A Eco Laguna não nasceu do nada. O complexo ergue-se numa antiga casa alentejana, construída na primeira metade do século XX por José Pedro Estevinha e que, por herança, passou para João Pedro de Ascensão, presidente da Câmara Municipal de Gavião entre 1942 e 1949.
O autarca iniciou na época uma reconstrução que transformou o edifício num dos mais belos do concelho.
Décadas mais tarde, a propriedade estava degradada e em ruínas. A visão foi recuperar o espaço e criar ali algo de que a comunidade se orgulhasse. O projeto demorou quase dez anos a concretizar-se e representou um investimento de 1,5 milhões de euros.
Hoje, o complexo integra não só a Eco Laguna, mas também a Casa das Artes, que alberga o Museu da Música (em homenagem à Banda Juvenil de Gavião), galerias de exposições, um posto de turismo, uma sala de provas de produtos regionais, cafetaria e loja de artesanato.
Na entrada do pátio, a escultura Sopro do Alentejo, um saxofone em mármore com um sobreiro em metal, da autoria de Cristina Maria, saúda quem chega.
Quanto custa entrar na Eco Laguna?

Um dos grandes atrativos deste espaço é a democratização do acesso. Os preços são bastante acessíveis.
- Crianças até 6 anos: entrada gratuita
- Crianças dos 7 aos 10 anos: 1€ (meio-dia) | 2€ (dia inteiro)
- Adultos: 2,50€ (meio-dia) | 3€ (dia inteiro)
- Residentes: desconto especial para 80 cêntimos (meio-dia) | 1,20€ (dia inteiro)
Horários e localização
A Eco Laguna está aberta de terça-feira a domingo, das 10h às 19h, de 19 de junho a 19 de setembro de 2026.
A entrada é feita pela Rua Dr. Dias Calazans, 34, Gavião, Portalegre. Existe estacionamento nas imediações, acessível pela Rua 23 de Novembro.
Além da Eco Laguna, o que mais ver em Gavião?
Gavião fica no nordeste alentejano, a cerca de duas horas de Lisboa e a pouco mais de uma hora de Évora. Não é uma escapadinha de impulso. É uma escapadinha com intenção, dessas que se planeiam com antecedência e que dificilmente desiludem.
A vila em si tem o charme discreto do interior português, com ruas de calçada, arquitetura histórica, o silêncio que só os pequenos lugares conhecem.
Para quem procura uma alternativa às praias lotadas de verão, um programa diferente em família, ou simplesmente um pretexto para explorar o Alentejo mais interior, a Eco Laguna é uma resposta difícil de ignorar. Especialmente quando a entrada custa 3 euros.