Fernanda Silva
Fernanda Silva
29 Abr, 2016 - 08:30
mentiras no CV

Mentiras no currículo: as 5 mais frequentes

Fernanda Silva

É difícil arranjar emprego e, na ânsia por se destacar, muitos candidatos colocam mentiras no currículo… Conheça as mais frequentes.

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Num mundo cada vez mais competitivo, há quem faça de tudo, mas mesmo de tudo, para conseguir o emprego dos seus sonhos. Nem que isso passe por distorcer um pouco a realidade. Sim, estamos a falar de mentiras no currículo.

Um estudo de 2015, do CareerBuilder, mostra que a maioria dos empregadores – cerca de 70% – gastam menos de cinco minutos na análise do currículo, e que metade – 48% – não perde nem dois minutos a olhar para o documento.

Talvez seja isso a fazer com que haja candidatos que façam de tudo para prender a atenção do recrutador, mesmo que para isso seja necessário tornar a experiência profissional e formação mais “adequada” à função a que se estão a candidatar.

Essa pode não ser uma boa decisão, até porque é cada vez mais comum que as empresas verifiquem os seus antecedentes, sobretudo para cargos de grande importância. Ou seja, mentir pode fazê-lo perder uma boa oportunidade.

Saiba quais as mentiras no currículo mais frequentes. E não as use!

Quais as mentiras no currículo mais frequentes?

Mais de metade dos empregadores que respondeu a este inquérito – 56% -, diz que já apanhou um candidato com mentiras no currículo.

Quais as áreas em que isso acontece mais vezes? Algumas são bastante óbvias!

1. Línguas

A tentação é grande. Entre dizer que o seu inglês é “razoável” ou “excelente”… o “excelente” vai dar-lhe pontos na hora da entrevista. Mas não se esqueça que os seus conhecimentos de línguas estrangeiras que diz dominar são muito fáceis de testar num simples teste oral.

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2. Competências

“Coordenador”, “gestor”, “capacidade de liderança” são palavras muito bonitas que não dizem nada e podem mascarar a pouca experiência que tem. Na realidade o mais certo era ser apenas mais um elemento da equipa.

3. Cargos

É outra mentira comum: exagerar um bocadinho na hora de falar dos cargos que ocupou nas antigas empresas, dar-lhe nomes pomposos e garantir que lhe deram competências para a função a que se candidata. Mais uma vez, não se esqueça que um simples telefonema para o antigo empregador a pedir referências pode deitar-lhe o esquema “por água abaixo”.

4. Formação académica

É muito comum que candidatos que ainda não completaram os cursos ou que até desistiram da universidade digam no currículo que são licenciados nessa área. Para manter a mentira teria que falsificar certificações, já que os empregadores pedem, geralmente, comprovativos das habilitações. Talvez seja melhor não ir por aí…

5. Motivo de despedimento

Quando lhe perguntam porque é que saiu da empresa anterior a tentação é sempre dizer que foi por livre e espontânea vontade, por questões familiares, porque pretende um novo desafio profissional… Quando na maioria das vezes foi despedido, não se esqueça que, hoje em dia, também isso é fácil de verificar.

As mentiras e tolices mais descabidas encontradas em currículos

Nos últimos dois anos, o CarrerBuilder realizou dois estudos sobre o tema. Saiba quais foram algumas das mentiras mais descabidas, e inesquecíveis, elencadas pelos empregadores que responderam ao inquérito.

  • O candidato disse que era um ex-CEO da empresa a que se estava a candidatar;
  • O candidato disse que tinha conquistado um Prémio Nobel;
  • O candidato disse que tinha trabalhado numa prisão quando na realidade esteve a cumprir pena;
  • O candidato disse ter frequentado um colégio que não existiu;
  • O candidato a motorista disse ter 10 anos de experiência quando só tinha carta de condução há quatro anos;
  • O candidato deu um empregador anterior como referência quando lhe tinha desviado dinheiro e existia um mandado de prisão em seu nome;
  • O histórico de emprego do candidato colocava-o a trabalhar em três empresas diferentes, de três cidades distintas, na mesma data…;
  • O candidato incluiu experiência profissional no seu currículo que era, de fato, do seu pai… já que tinham o mesmo nome;
  • O candidato disse que era assistente do primeiro-ministro de um país em que o cargo nem sequer existia;
  • O candidato deu como exemplo três empresas por onde tinha passado nos últimos anos, mas ao confirmar dados o empregador descobriu que tinha trabalhado numa das empresas apenas dois dias, noutra por um dia e que nunca tinha sido funcionário da terceira;
  • O candidato respondeu a um anúncio de emprego para ocupar um cargo na empresa da qual tinha sido demitido. No currículo, colocou a mesma empresa como antiga empregadora, mas afirmou que se tinha demitido.
  • O mesmo candidato respondeu duas vezes ao mesmo anúncio, mas com currículos diferentes…
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