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Catarina Mesquita
Catarina Mesquita
09 Jul, 2018 - 10:45

Já ouviu falar no Síndrome do Edifício Doente? Saiba tudo

Catarina Mesquita

O Síndrome do Edifício Doente tem lugar quando um dado número de frequentadores apresenta sintomas persistentes, como dor de cabeça.

Já ouviu falar no Síndrome do Edifício Doente? Saiba tudo

Apesar de poder ser facilmente confundido com outras patologias, o Síndrome do Edifício Doente tem as suas características próprias e pode afetar em larga escala a saúde e bem-estar de todos aqueles que frequentemente se encontram nesse espaço. Podem surgir sintomas como dor de cabeça, irritação nos olhos, dor de garganta, tosse, entre outros.

Mas, o que despoleta o Síndrome do Edifício Doente e que medidas podem ser tomadas para que se evite chegara esta condição tão gravosa para a saúde? Confira toda a informação relativa a este tema, de seguida.

Causas do Síndrome do Edifício Doente

sindrrome do edificio doente

1. Causas biológicas

O Síndrome do Edifício Doente pode ter na sua origem fatores biológicos, como bactérias, fungos ou vírus.

2. Causas químicas

Pode também ser provocado por fatores de ordem química, como monóxido de carbono, dióxido de nitrogénio ou metanal, por exemplo.

3. Partículas Respiráveis

Paralelamente, pode ter por base partículas respiráveis, como é o caso da microfibra de amianto, as fibras naturais, a poeira, o pólen ou o pó.

4. Causas estruturais

Por fim, causas estruturais também podem estar presentes, como o ruído, a renovação do ar, a humidade ou a forma de iluminação.

Dentro deste universo, quais os maiores causadores?

Ar condicionado

Quando o ar condicionado não é higienizado de forma adequada e com frequência pode causar ou agravar problemas respiratórios como a asma, a bronquite ou a rinite. Podemos nomear os principais problemas associados ao ar-condicionado: a velocidade do ar, a temperatura inadequada de operação, a presença de humidade abaixo ou acima do que é recomendável, o aparecimento de bactérias, protozoários e fungos, os níveis elevados de materiais em forma de partículas. O próprio barulho do ar condicionado pode provocar stress a muitos dos ocupantes do espaço.

Poeira e mofo

Quando, num dado espaço, existem cortinas, carpetes, ou até mesmo arquivos não conservados de forma adequada, estes fatores podem propagar o Síndrome do Edifício Doente, uma vez que largam microfibras, poeira, ácaros e fungos. Por esse motivo, não devem existir nesses locais partilhados ou, caso existam, devem ser permanentemente higienizados.

Substâncias tóxicas

Neste universo, deve-se ter particular atenção aos produtos de limpeza utilizados e até o facto de que alguns móveis usam madeira aglomerada com produtos químicos à base de metanal, o que pode prejudicar muito a saúde dos ocupantes do espaço.

Algumas medidas simples para evitar este problema

sindrome do edificio doente
  • Limpar com frequência o ambiente de trabalho, inclusive objetos e arquivos guardados, de modo a combater a poeira e o mofo;
  • higienizar os aparelhos de ar condicionado com bastante frequência;
  • quando há alguma renovação do espaço, procurar não usar produtos com solventes;
  • ter plantas no local de trabalho. Há algumas que, por exemplo, absorvem os poluentes que estão no ar e, desse modo, tornam o ar mais respirável;
  • procurar não coloca no ambiente partilhado alcatifas, carpetes ou tapetes. Contudo, se ainda assim existirem, devem ser higienizados com frequência.

Com algumas medidas simples, pode ser evitada a existência do Síndrome do Edifício Doente e melhorar a saúde de todos os funcionários que partilham um determinado espaço de trabalho.

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