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Catarina Reis
Catarina Reis
04 Mai, 2021 - 11:10

Aproveitamento escolar: os desafios atuais e como melhorar

Catarina Reis

Na Educação, enfrentamos momentos bons, de melhorias no aproveitamento escolar, e menos bons, por vezes, com a descida das notas.

alunos com aproveitamento escolar numa aula

Ter um bom aproveitamento escolar exige muito trabalho e dedicação nos estudos. Como fazer para subir o rendimento nos estudos dos alunos? O que podem fazer os pais para ajudar?

As mudanças algo profundas operadas no ensino no último ano, desde que a pandemia se iniciou, fizeram, inevitavelmente, surgir novos e inesperados desafios. Ora, consequentemente, apareceram, novas dificuldades para os alunos e, indiretamente, para os seus encarregados de educação.

Vamos, então, perceber quais são e também como ultrapassar estes novos desafios da melhor forma.

O ensino pós-pandemia: aulas virtuais/ online

É importante ter em mente que a esmagadora maioria dos professores foi também apanhada de surpresa pela pandemia. Assim, teve que se adaptar a uma realidade de ensino inteiramente nova e desconhecida para muitos.

Provavelmente nem sempre as aulas irão resultar de forma perfeita para todos os intervenientes e os alunos que estão em casa estarão sujeitos a um diferente grau de distrações que na escola não existiriam.

Mesmo que os pais desejam ajudar e estejam muito disponíveis para o fazer, é importante que o aluno se consiga disciplinar a si e aos que o rodeiam para que saibam quando é que não o devem interromper. 

Combinar quando fechar a porta, para que enquanto decorrem exercícios ou provas não existam interrupções, pode fazer toda a diferença no aproveitamento do aluno.

Foram feitos testes diagnóstico pelo Ministério da Educação recentemente com o intuito de avaliar o estado das aprendizagens e identificar as dificuldades sentidas pelos alunos durante os últimos tempos.

Assim, verificou-se que uma percentagem elevada de alunos sente dificuldades com as matérias mais simples nas aulas dadas em ambiente virtual.

Estratégias para melhorar o aproveitamento escolar

Os desafios normais dos estudantes são, desde logo, imensos. Ser bem sucedido na escola exige, na maioria dos casos, dias seguidos a estudar, tardes de lazer interrompidas pela necessidade de se dedicar aos trabalhos de casa e aos trabalhos de grupo, proatividade e capacidade de participar nas aulas, entre outros.

E, ainda assim, mesmo os estudantes mais brilhantes podem, às vezes, obter um desempenho abaixo da média. Para outros, o aproveitamento escolar é uma constante batalha.

Ora, quando os alunos se encontram nessa situação, muitas vezes já estão presos num ciclo vicioso e não sabem o que fazer para melhorar o seu desempenho.

Nestes casos, o primeiro passo é descobrir as razões pelas quais poderá estar a ter um mau desempenho. O próximo passo é descobrir como lidar com o problema.

Motivação

Isto pode e deve partir dos pais: motivar os filhos a encararem de forma positiva e serena os novos modelos de ensino híbrido.

É normal sentirem muitas dúvidas, que nem sempre poderão ser satisfeitas com os docentes. Nesse aspeto os pais poderão intervir dando o seu exemplo e acalmando, transmitindo segurança.

No futuro, um grande número de postos de trabalho serão, ou predominantemente, em teletrabalho, ou em regime de nomadismo digital.

Isto para dizer que é importante passar a mensagem aos filhos de que estas transformações no ensino que foram forçadas com a pandemia, poderão já de certa forma ser encaradas como uma preparação para esse futuro.

Rentabilizar ao máximo o ensino híbrido

O regresso físico às escolas poderá ainda ser durante algum tempo algo ténue. Será provavelmente intercalado com ensino virtual, à distância, o que exigirá um equilíbrio entre as duas partes.

Será fácil para muitos alunos pensar em descurar uma das partes em favor da outra, no aspeto de “compensar” aquela que menos gostam. Isto pode, por isso, afetar o aproveitamento escolar e o futuro do aluno.

No entanto, o ideal, e mais uma vez os pais poderão ter aqui um papel importante, é assimilar que um regime de ensino híbrido pode mesmo ser o futuro. Desta forma, devemos começar a encará-lo com alguma normalidade e não apenas como uma exceção aplicada num contexto pandémico.

criança com NEE a pintar um desenho de coração
Veja também NEE: O que são e que respostas há?

Aprender bem não significa aprender rápido

Por vezes o grau de competitividade entre alunos faz com que desejem ser os primeiros a mostrar que perceberam tudo à primeira, dando a falsa ideia de que estão sempre um passo à frente. Mas isso está errado.

Estar um passo à frente, na verdade, significa apostar em assimilar informação de forma precisa e consistente, e não como quem processa fast-food. Apressar o processo de aprendizagem é meio caminho andado para garantir uma mão cheia de erros e imprecisões.

Assim, o foco não deve ser o tempo que se demora, mas sim o processo de assimilar a informação corretamente.

Converse com os professores

Os professores às vezes conhecem os alunos melhor do que o que eles pensam. Por isso, falar abertamente com eles sobre como subir as suas notas pode trazer luz ao assunto. Pode ser o que falta para que perceba em que pontos deve melhorar.

Mesmo que grande parte desta comunicação possa ser feita de modo virtual, o aluno, ou o encarregado de educação, não deverá perder a oportunidade de falar o que sente.

Organização

A desordem e a desarrumação dificultam a nossa capacidade para ser eficientes e as pequenas faltas de concentração do dia a dia refletem-se no aproveitamento escolar geral.

Manter o seu espaço de trabalho organizado e todas as anotações e livros ordenados pode funcionar para organizar as ideias e consolidar aprendizagens. Ainda que algo aparentemente simples, este pode mesmo ser um fator determinante no aproveitamento escolar do aluno.

Outras formas de melhorar o aproveitamento escolar

Numa altura como a que vivemos, em que o confinamento é palavra de ordem, as dificuldades podem agudizar-se.

Para além de uma mudança na forma como encaramos a nova realidade, nomeadamente aceitar um regime de ensino híbrido como norma, recorrer, dentro das medidas de segurança, a grupos de estudo ou centros de estudo pode ser uma boa opção.

Muitos alunos são motivados na aprendizagem em grupo ou têm mais aproveitamento com um acompanhamento mais dedicado.

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