Olga Teixeira
Olga Teixeira
31 Out, 2022 - 09:46

5 dicas para adquirir hábitos de poupança no dia-a-dia

Olga Teixeira

Incluir alguns hábitos de poupança nas rotinas diárias é uma tarefa simples que pode fazer muita diferença a longo prazo.

Hábitos de poupança

Os hábitos de poupança, mesmo os mais simples, podem fazer muita diferença nas suas contas.

Poupar nem sempre implica fazer grandes sacrifícios, contar todos os tostões que gasta e abdicar de tudo o que não é essencial. Alguns hábitos de poupança custam pouco a adquirir e, depois de enraizados, tornam-se naturais. Os seus efeitos, porém, prolongam-se durante muito tempo.

Como adquirir hábitos de poupança: 5 ideias para começar

Aos poucos, sem alterações drásticas e envolvendo toda a família. A melhor forma de adotar hábitos de poupança é começar por perceber os comportamentos que levam a que gaste mais ou desperdice. Depois, basta começar a fazer o contrário. Veja alguns exemplos.

1

Organizar e organizar-se

Organizar as suas finanças pode parecer complicado, mas o segredo é começar pelo mais simples. Por exemplo, organizar os seus armários. Nesta tarefa aparentemente simples vai encontrar roupa de que já se tinha esquecido e perceber que, afinal, não precisa de comprar mais calças de ganga.

Organizar o frigorífico e a despensa para saber exatamente o que tem e o que precisa é outro hábito de poupança muito importante. Evita que a comida se estrague, que esteja sempre a ir ao supermercado porque falta sempre alguma coisa ou que compre o que, afinal, até já tem.

Ao organizar a sua casa (o que inclui a garagem e os arrumos) vai descobrir coisas que pode voltar a usar ou, até, que pode vender para obter um rendimento extra.

Uma dica: organize as suas finanças e certifique-se que, por exemplo, não tem uma conta bancária que, apesar de inativa, obrigue ao pagamento de comissões.

A organização deve estender-se à forma como organiza o seu tempo. Em vez de andar sempre a correr, gastando mais combustível, fazendo compras à pressa ou encomendando comida porque não conseguiu cozinhar, organize-se e vai ter mais tempo. E poupar tempo é poupar dinheiro.

2

Repensar as suas despesas

Os hábitos de poupança passam muito por refletir. Ou seja, olhar para as suas despesas e perceber o que está a mais. O que pode implicar deixar de fazer algumas coisas que já se tornaram tão naturais que nem percebe que obrigam a gastar mais do que devia.

Repensar opções como as refeições fora de casa, usar o carro mesmo em pequenas deslocações ou comprar smartphones e eletrodomésticos novos em vez de reparar o que está estragado pode fazer muitas diferença nas suas contas.

Os hábitos de poupança surgem quando estamos dispostos a repensar comportamentos e a mudar. Podem passar, por exemplo, a experimentar marcas brancas ou por comprar a granel. Ou por levar sacos para o supermercado (em vez de estar sempre a comprar) ou definir ementas semanais.

3

Usar só o que precisa

Apagar a luz quando não está em determinada divisão, fechar a torneira enquanto escova os dentes ou desligar os aparelhos em stand-by podem parecer clichés, mas não deixam de ser bons hábitos de poupança.

Se não está a usar, então não está a precisar, logo, está a gastar demais. O mesmo se aplica às subscrições de um ginásio onde não vai ou à anuidade de um cartão de crédito de que não precisa.

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Não desperdiçar e reaproveitar

Comida, água, eletricidade, combustível, dinheiro. São recursos importantes que não devem ser desperdiçados, ainda mais em contextos de crise, em que cada cêntimo conta.

Desligar o forno 10 a 15 minutos antes de servir a refeição, usar a água da chuva para regar as plantas e manter as janelas fechadas quando o aquecimento está ligado são apenas alguns exemplos de formas de evitar o desperdício.

Reaproveitar roupa de estações anteriores, reciclar móveis, usar as sobras de um assado para fazer uma salada ou um empadão, aproveitar a fruta madura para compotas ou sumos… há centenas de formas de evitar o desperdício.

5

Aproveitar o que é grátis

Os hábitos de poupança passam, também, por evitar gastar dinheiro, o que não significa ser sovina ou viver uma vida cheia de sacrifícios.

Não gastar dinheiro pode significar, por exemplo, aproveitar o vento e o sol para secar a roupa, em vez de a colocar sempre na máquina de secar. Ou caminhar na praia ou no jardim em vez de comprar uma passadeira para fazer exercício em casa.

Se tem quintal, aproveite para plantar uma horta e um pequeno jardim, evitando comprar os legumes e as flores fora de casa. Basta um pequeno espaço na varanda ou até na cozinha para ter sempre ervas aromáticas.

Se não está numa boa fase em termos financeiros, não tem de se privar do que gosta de fazer, mas pode fazê-lo de forma mais económica. Por exemplo, fazendo um piquenique em vez de levar toda a família a almoçar fora, ou aproveitando concertos e exposições gratuitos. Basta procurar online e certamente vai encontrar muitas atividades culturais e desportivas gratuitas para os seus tempos livres.

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