Miguel Pinto
Miguel Pinto
27 Jul, 2026 - 12:00

Inscrições para a época especial de exames nacionais abertas até 31 de julho

Miguel Pinto

Estão a partir de hoje abertas as inscrições para a época especial de exames nacionais. Saiba o que está em causa e como se inscrever.

exames nacionais

As inscrições para a nova época especial dos exames nacionais do ensino secundário abriram hoje e prolongam-se até sexta-feira, dia 31 de julho. A medida surge depois dos problemas técnicos registados durante a classificação eletrónica dos exames nacionais e visa garantir que nenhum estudante fica prejudicado por falhas que não lhe são imputáveis.

A época especial (ou extraordinária) é uma oportunidade adicional criada pelo Governo para que os alunos elegíveis para a 2.ª fase dos exames nacionais possam realizar, ou repetir, as suas provas em setembro.

A decisão resulta diretamente dos constrangimentos verificados este ano na classificação digital de cerca de 300 mil exames nacionais. As dificuldades técnicas impediram que alguns alunos conhecessem atempadamente as suas classificações definitivas da 1.ª fase, o que pode ter condicionado tanto a decisão de se inscreverem na 2.ª fase como a preparação para essas provas.

A criação da época especial pretende, assim, assegurar a transparência do processo de avaliação e a igualdade de condições entre todos os candidatos.

Quem pode inscrever-se na época especial?

Podem candidatar-se todos os alunos que reuniam condições para realizar exames nacionais na 2.ª fase do ano letivo 2025/2026, independentemente de terem efetivamente feito essas provas em julho:

  • Alunos que já realizaram exames na 2.ª fase e querem tentar melhorar a nota;
  • Alunos que, por qualquer motivo, optaram por não comparecer às provas da 2.ª fase.

Na prática, mesmo quem já tem uma classificação da 2.ª fase pode repetir a prova na época especial, sabendo que será sempre considerada a nota mais elevada entre as duas.

Quando e como fazer a inscrição nos exames

O período de inscrição decorre entre 27 e 31 de julho de 2026, sem qualquer custo para os estudantes elegíveis.

A inscrição é feita online, através do portal do Júri Nacional de Exames, seguindo os procedimentos habituais definidos pela Direção-Geral da Educação.

Calendário dos exames: quando se realizam as provas

A época especial decorre ao longo de quatro dias, entre 3 e 8 de setembro de 2026.

3 de setembro: Português; Português Língua Segunda; Português Língua Não Materna; Literatura Portuguesa; Economia A; História da Cultura e das Artes; Latim.

4 de setembro: História A; Biologia e Geologia; História B; Geometria Descritiva A; Alemão; Espanhol; Francês; Italiano; Mandarim.

7 de setembro: Matemática A; Matemática B; Matemática Aplicada às Ciências Sociais; Filosofia.

8 de setembro: Desenho A; Física e Química A; Geografia A; Inglês.

A componente de produção e interação orais das línguas estrangeiras e de Português Língua Não Materna decorre entre 2 e 8 de setembro e a afixação de pautas está prevista para meados de setembro.

Exames: nota da época especial substitui a da 2ª fase?

Ficha ENES

Sim, sempre que for mais vantajosa para o aluno. O MECI esclarece que os exames realizados em setembro são considerados, para todos os efeitos, como correspondentes à 2.ª fase.

Assim, se um aluno fizer exame às mesmas disciplinas em julho e em setembro, conta a classificação mais alta entre as duas.

Esta regra aplica-se igualmente às candidaturas ao ensino superior, permitindo que cada candidato beneficie da nota que lhe for mais favorável.

Que impacto tem no acesso ao ensino superior?

A criação da época especial obrigou também a um ajuste no calendário da 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.

  • As candidaturas decorrem entre 24 de agosto e 22 de setembro de 2026;
  • Os resultados são divulgados a 30 de setembro.

Já o calendário da 1.ª fase do concurso, que termina a 6 de agosto, mantém-se inalterado, tal como a realização da 2.ª fase dos exames nacionais nos moldes já conhecidos.

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Porque foi criada esta época extraordinária?

A decisão surge na sequência dos problemas registados este ano na classificação eletrónica dos exames nacionais, a primeira realizada integralmente em suporte digital.

As pautas só começaram a ser afixadas na noite de sexta-feira e muitas surgiram incompletas ou com classificações incorretas, obrigando o Júri Nacional de Exames a rever milhares de provas.

Perante este cenário, o Governo optou por criar uma oportunidade extra em setembro, em vez de alterar os prazos já em curso do concurso de acesso ao ensino superior.

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