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Marta Maia
Marta Maia
29 Nov, 2019 - 12:23

10 custos bancários pouco conhecidos e como os pode evitar

Marta Maia

Por serem pouco conhecidos, há custos bancários que já deve ter pago por alguns serviços, sem se ter apercebido disso. Saiba quais são e como os evitar.

custos bancários pouco conhecidos

Se, tal como a maioria dos clientes, acha que já paga o suficiente em comissões e taxas quando precisa de recorrer aos serviços do banco, esta lista é para si. Há custos bancários, que embora pouco conhecidos, vão “emagrecendo” muito discretamente o seu bolso.

Conheça-os agora e evite surpresas mais tarde.

Custos bancários pouco conhecidos que vai agradecer conhecer

homem vê extrato bancário no computador

1. Emissão de cartão de substituição

Imagine que tem um infortúnio e perde o cartão multibanco. A prioridade é cancelá-lo, para que ninguém possa mexer na sua conta, e logo depois pedir ao banco que lhe envie um novo cartão.

Este serviço, no entanto, é pago. Para não ter de arcar com a despesa de emissão de um novo cartão, tem mesmo de esperar que o que tem agora caduque e o banco lhe envie um novo.

Se puder (e não envolver custos adicionais), também pode pedir dois cartões multibanco associados à sua conta e guardar um em casa para o caso de ficar sem o outro.

2. Reenvio do PIN

Manter o PIN sempre na memória não é tarefa simples para todos. Os bancos recomendam-nos a sabê-lo de cor, ao invés de escrever num papel ou em qualquer sítio onde possa ser visto por outras pessoas.

O problema é que os esquecimentos acontecem. E é precisamente quando precisamos de pedir ao banco que nos reenvie o código do cartão multibanco, que descobrimos mais um custo bancário que, precisamente por ser pouco conhecido, nos apanha quase sempre de surpresa.

Se puder, anote o PIN do seu cartão, ainda que de forma dissimulada e, claro, sempre num lugar separado daquele onde guarda o próprio cartão.

3. Documentos em papel

Evitar a documentação em papel é uma atitude amiga do ambiente, mas também muito amiga do seu bolso.

Grande parte dos bancos cobram comissões adicionais aos clientes que preferem receber a documentação em papel em vez do formato digital, além de também definirem taxas para os casos em que os clientes submetem pedidos à instituição por escrito.

Se quer fugir a mais este encargo, comece por aderir a tudo o que é prestação de informação em formato digital e evite ao máximo ter de receber cartas do banco.

4. Renegociação de créditos

Renegociar um crédito pode, em algumas circunstâncias, ser uma boa estratégia de poupança. Mas não há bela sem senão.

Saiba que a renegociação de um crédito envolve sempre despesas, porque o banco vai querer ser pago para olhar para o seu processo e estudar a possibilidade de alterar as condições do empréstimo.

Não há muitas formas de fugir a estes custos. O melhor conselho que podemos dar-lhe é evitar ter de renegociar créditos.

Quando essa for uma opção inevitável, garanta que tem possibilidades fortes de ver o pedido aprovado antes de o submeter. Caso contrário vai estar a pagar para analisarem um processo que ainda por cima reprovam.

5. Amortização de créditos

Pode parecer-lhe estranho, mas a verdade é que até para fazer o pagamento antecipado de parte ou da totalidade de um crédito – o que à partida seria uma coisa boa para os bancos – há custos bancários.

Um deles, transversal a todos os bancos, é o custo da própria amortização (o banco cobra uma comissão), mas também podem surgir despesas extra relacionadas com a avaliação do processo.

6. Alteração dos titulares de uma conta

A conta até pode ser sua, bem como o dinheiro que lá está, mas não se livra de pagar ao banco uma taxa significativa para poder alterar os registos e associar novos titulares a uma conta ou remover titulares existentes.

Para fugir a este custo talvez mais valha fechar a conta e abrir uma nova. Ou então pode ponderar mudar de banco, transferindo o dinheiro para uma conta nova com outros titulares.

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7. Pedido de registo de movimentos antigos

Tem um processo em tribunal e precisa de obter os seus registos bancários de 2014? Surpresa: vai dar de caras com outro custo bancário pouco conhecido.

As viagens no tempo bancário pagam-se, e vai ter de desembolsar alguns euros se quiser comprovativos de movimentos bancários antigos.

8. Depósito de moedas

A piadinha de ir ao balcão do banco e deixar um funcionário a contar centenas de moedas de um cêntimo há muito que deixou de ter graça: os depósitos de moedas pagam uma comissão especial quando envolvem mais de 100 unidades.

Se tem mesmo muitas moedas em casa e não está disposto a pagar para depositá-las na conta, tem duas opções.

Ou faz várias incursões ao banco e deposita menos de 100 moedas de cada vez, ou faz um périplo pelos cafés do bairro e troca as moedas por notas, que pode depois depositar no balcão do banco ou até em caixas automáticas.

9. Anulação de transferências

Este é um dos custos bancários menos conhecidos e, porventura, mais frustrantes. Não importa o motivo, se por engano transferir dinheiro para a conta de um desconhecido, vai ter de pagar.

A anulação das transferências bancárias tem um preço, por isso faça por ser rigoroso na hora de enviar dinheiro a alguém.

10. Levantamento de dinheiro

Não acontece em todas as caixas multibanco, nem com todas as contas, nem com todos os bancos, mas pode confrontar-se com a cobrança de uma comissão para levantar dinheiro.

No caso de Portugal, o perigo mora sobretudo nas caixas ATM. Fora do país, pode haver lugares onde seja simplesmente impossível levantar dinheiro no multibanco sem pagar uma percentagem desse valor à instituição onde faz o levantamento.

Fugir a custos bancários “convenientemente” pouco conhecidos é particularmente difícil, porque passam despercebidos à maioria dos clientes.

No entanto, vale a pena estar atento: é euro a euro que se faz a poupança, e é euro a euro que se cuida da sua saúde financeira.

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