Covid-19
Especial Covid-19
Descomplicamos a informação sobre o novo Coronavírus
Márcio Matos
Márcio Matos
16 Nov, 2020 - 14:23

Do Pinhão ao Pocinho pela magnífica linha do Douro

Márcio Matos

Embarque no comboio que faz o troço de Pinhão ao Pocinho e deixe-se maravilhar pelos encantos e paisagens durienses. A não perder.

Do Pocinho ao Pinhão

De Pinhão ao Pocinho são 45 quilómetros de viagem, ao longo do belíssimo rio Douro. Pelo caminho, encontrará as mais deslumbrantes paisagens, compostas por barragens, vinhas e uma Mãe Natureza poderosa e impressionante.

Faça um piquenique na barragem do Pocinho e usufrua de todo o cenário envolvente. Faça a viagem de regresso e continue a surpreender-se com as maravilhas do que é, para muitos, um dos mais belos percursos ferroviários de todo o mundo: o trajeto de Pinhão ao Pocinho.

Do Pinhão ao Pocinho: 45 quilómetros de uma viagem incrível

O troço ferroviário existe desde 1887 e é considerado por muitos o mais belo da linha do Douro. A verdade é que a viagem de Pinhão ao Pocinho é cheia de encantos e pontos de interesse.

Foz do Tua

Paisagem de vinhas entre o Pinhão e o Pocinho

Este é o primeiro local de paragem, após a saída de Pinhão. Atualmente, o principal elemento de destaque da zona é mesmo a barragem do Tua. Do Pinhão ao Tua são cerca de 15 minutos. Após este primeiro apeadeiro, a viagem continua, atravessando locais e paisagens fascinantes, onde não pode perder locais como Alegria, Ferradosa, Vargelas, ou a Quinta do Vesúvio.

Freixo de Numão

Freixo de Numão
A Barragem da Valeira

A paragem seguinte, imediatamente antes de Pocinho, é Freixo de Numão e nesta zona, é impossível não ficar a conhecer a história do Cachão da Valeira. Esta zona tão magnífica quanto perigosa, dificultava a navegação no Douro e foi destruída no século XVIII. Aliás, é ali que perde a vida o famoso Barão de Forrester, num naufrágio que ficou para a história da região.

Em meados do século XX, acabou por ficar em parte submerso pela barragem homónima, mas a garganta da Valeira é, ainda hoje, um símbolo incontestável desta região duriense.

Pocinho

Ponte ferroviária abandonada no Pocinho

A viagem termina em Pocinho, onde além do piquenique na barragem, pode admirar a paisagem envolvente e deliciar-se com os encantos da localidade.

Esta é uma aldeia do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que fica na margem esquerda do rio Douro. A pequena povoação local desenvolveu-se e cresceu, sobretudo, a partir da construção da estação ferroviária, no século XIX, a qual serviu como entreposto de mercadorias, como o minério e os produtos agrícolas.

Perto da aldeia, fica a Barragem do Pocinho, que liga os distritos de Guarda e Bragança. Além da barragem, vale a pena ficar a conhecer o centro de alto rendimento de remo do Pocinho, assim como a própria Estação Ferroviária do Pocinho, atual terminal da Linha do Douro.

Onde comer?

Posta de carne com alecrim

Falar do Pocinho ou ir ao Pocinho e não visitar a Taberna da Julinha é mesmo como ir a Roma e não ver o Papa. A fama deste local é incontestável – e como onde há fumo, há fogo, que é como quem diz, onde há muitos comentários positivos, é porque é sítio a ser explorado  –, pelo que não se deve dispensar uma ida até lá.

A Taberna da Julinha fica numa das poucas casas habitadas junto à estação de caminhos de ferro do Pocinho, entre a antiga ponte e a Barragem.

Esta é uma viagem pelos sabores da região. Nas entradas, podem encontrar-se um queijo de ovelha e uma chouriça do Bata Alves de Carviçais. Há alheira assada na brasa, omelete de espargos selvagens e cogumelos laminados, fritos em azeite com alho. Findos os saborosos aperitivos, eis o prato principal: Posta Mirandesa.

Cozinhada na brasa e mal passada por dentro, acompanhada por batata cozida também braseada. Finalmente, a sobremesa guarda dois ex-líbris da Taberna: o leite creme queimado (como se quer) e o requeijão com doce de abóbora (que bem sabe pecar assim…).

  • Morada: IP2, Nº 10, Vila Nova de Foz Côa, 5150-502 Pocinho
  • Telefone: +351 965 398 826
  • Preço médio p/ refeição: 20€
Veja também