Mafalda Lopes
Mafalda Lopes
17 Dez, 2021 - 10:00

O que fazer com o subsídio de Natal: 8 conselhos

Mafalda Lopes
O que fazer com o subsídio de Natal

O subsídio de Natal vem dar um novo “folgo” à nossa carteira e à nossa “almofada financeira”. Claro está que, o valor do subsídio de Natal varia conforme o seu salário e, como tal, o valor que poderá ter disponível para rentabilizar será diferente de caso para caso.

Principalmente num ano em que tantos trabalhadores viveram situações precárias, com os seus contratos suspensos e redução da remuneração devido ao regime de lay-off, o subsídio de Natal, não deverá ser sinónimo de gastos descontrolados ou pouco calculados.

Na verdade, deverá ser visto como uma oportunidade para alavancar a saúde financeira do seu agregado familiar. O que fazer com o subsídio de Natal? Damos-lhe alguns conselhos para que possa rentabilizar este rendimento.

O que é e como calcular o subsídio de Natal?

Muito resumidamente, o subsídio de Natal é um direito dos trabalhadores em Portugal garantido pelo Código do Trabalho. Trata-se de uma compensação financeira adicional ao salário mensal atribuída aos trabalhadores. Na prática, este subsídio, funciona como um “salário extra” no final do ano.

De acordo com o artigo 263° do Código do Trabalho, para calcular o valor a receber, deve-se ter em conta o valor do salário bruto do colaborador e os dias efetivamente trabalhados durante o ano.

No artigo seguinte, explicamos, em detalhe, como deve calcular o seu subsídio de Natal:

subsídio de natal quando se recebe
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O que fazer com o subsídio de Natal: 8 conselhos para rentabilizar o seu dinheiro

Estes são alguns conselhos para rentabilizar e usar este rendimento, de forma a não ser totalmente seduzido pelas estratégias comerciais que tanto influenciam as compras e despesas no Natal.

1

Identifique os seus gastos fixos

Antes de nos “aventurarmos” em qualquer tipo de compra, investimento, ou poupança é extremamente importante termos noção real dos gastos fixos inerentes ao nosso agregado familiar, sejam estes, a renda, a prestação do crédito habitação, a alimentação, a eletricidade, a água e as despesas com viaturas… Se ainda não tem tudo isto delineado ainda vai a tempo de o fazer antes de iniciar o ano 2022.

Depois de garantir que todas as suas necessidades básicas estão garantidas, pode partir com mais segurança para as despesas caraterísticos do final do ano.

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2

E os gastos extra para o Natal

Inevitavelmente, o Natal significa, para a maioria dos portugueses, um gasto extra e muitas vezes significativo. Portanto, se já sabe que à partida terá mais gastos, porque não planear?

Está na altura de se sentar, delinear o que vai gastar na ceia de Natal, a quantas pessoas vai dar presentes e qual o valor máximo para cada pessoa. Desta forma, acabará por obter um orçamento total das despesas que irá ter nesta quadra natalícia.

Concluindo, este planeamento vai ajudar a controlar os gastos e as compras impulsionadas pelo consumismo.

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3

Alimente o seu fundo de emergência

Esta é uma excelente oportunidade para reforçar as suas poupanças. Aliás, como ditam as boas regras das finanças pessoais, deve ter um fundo de emergência que tenha pelo menos um montante correspondente a seis meses de despesas fixas ou três meses de rendimento.

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4

Considere “abater” alguma dívida

Aconselhamos vivamente a que o subsídio de Natal seja utilizado para pagar dívidas de um crédito pessoal ou de um cartão de crédito, de forma a evitar entrar num problema sério de endividamento.

Lembre-se que liquidar as dívidas de empréstimos a tempo é algo que possui várias vantagens, entre estas:

  • Construção de um bom historial de crédito, o que faz com que venha a ser mais facilmente aceite pelos bancos no futuro para produtos de montantes mais avultados, como é o caso do crédito à habitação;
  • Evitar pagar mais juros e não ficar com má reputação no Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal.
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5

Reforçar o seu PPR

E como deve pensar a longo-prazo e em qualquer eventualidade, se ainda tiver possibilidade, aconselhamos a que utilize parte do montante de subsídio de Natal para começar a poupar para a reforma.

Apesar de os PPR serem produtos que a maior parte dos portugueses conhece, nos últimos anos perderam alguns dos benefícios fiscais associados, o que os tornaram menos atraentes.

Contudo, estes são sempre mais uma ferramenta para assegurar a sua segurança financeira no futuro.

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6

Compare os preços dos presentes online

Se existe época em que os portugueses são “bombardeados” com campanhas de marketing, que incluem promoções que incitam à compra e ao gasto excessivo, é a do Natal.

Como tal, antes de fazer qualquer compra, seja ponderado e verifique e compare os preços dos presentes que quer oferecer, em sites comparadores, como por exemplo o Kuanto Kusta, Komparaki, ShopMania, entre outros.

Com certeza que esta pesquisa e comparação vão garantir que faça melhores negócios e que utilize de forma mais inteligente o seu dinheiro.

7

Invista na sua formação profissional

Talvez este não seja o conselho mais evidente, mas a verdade é que, se investir na sua formação profissional muito provavelmente verá resultados nas suas finanças. Quem sabe se todo este investimento não resulta numa promoção ou numa mudança de trabalho que lhe proporcionará um salário melhor?

Um dos melhores investimentos que pode fazer é em si!

8

Compre “português”

Nada melhor que utilizar o subsídio de Natal para apoiar a nossa economia, principalmente nesta época pandémica. Além de fazermos compras de forma moderada, devemos também ser conscientes e atentos às que fazemos. Talvez, todos nós estivéssemos em melhores condições financeiras, se tivéssemos uma economia mais forte, sustentada num consumo interno nacional.

Compre português, ajude os negócios portugueses!

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Não se esqueça, o Natal é uma época de dar e receber, portanto, dê às suas finanças também um presente e recheie o sapatinho do seu fundo de emergência!

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