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Marta Maia
Marta Maia
24 Jan, 2020 - 18:40

Vive refém das contas? Veja como cortar gastos no imediato

Marta Maia

Saiba como cortar gastos no dia-a-dia com 10 estratégias muito simples e descubra como passar a viver melhor e com mais liberdade financeira.

Como cortar gastos: 10 etapas para respirar de alívio

Os dias passam e as contas sucedem-se. Trabalhamos arduamente para ganhar aquilo de que precisamos, mas nem sempre é o suficiente. Em algum momento da vida já todos nos sentimos sequestrados pelo nosso próprio dinheiro e pela necessidade crescente de ganhar mais para poder gastar mais.

Cresce subitamente a vontade de reverter tudo, voltar ao início e reiniciar as contas. Mas como? Como cortar gastos e recuperar o equilíbrio entre a necessidade de sobreviver e a necessidade de viver?

Antes de mais, o fundamental é não desesperar. Vamos ajudá-lo a analisar as coisas com calma e a construir um plano de corte gradual para voltar a ter controlo total sobre a sua vida e, claro, sobre os seus gastos.

Abaixo apresentamos-lhe uma lista que deve seguir por ordem. As primeiras etapas são as mais simples, as últimas as mais exigentes. O processo pode demorar algum tempo, mas verá que a longo prazo recompensa.

COMO CORTAR GASTOS E REDUZIR AS CONTAS DO MÊS

1. Explore as marcas brancas

como cortar gastos

Saber como cortar gastos implica saber adotar novos comportamentos de consumo. Praticamente todos os produtos de consumo diário têm uma versão de marca branca mais barata, mas com o mesmo efeito e qualidade semelhante.

Para começar a cortar gastos sem sacrificar já as suas rotinas, comece por experimentar alguns produtos de marca branca no supermercado. Assim vai descobrindo, aos poucos, aquilo que se sente mais confortável em substituir. A diferença na fatura vai notá-la no imediato.

2. Acelere nos banhos

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A conta da água e a conta do gás são duas das principais linhas de um orçamento familiar. Se lhe custa tomar banhos rápidos ou nem se apercebe do tempo que deixa a água a correr no chuveiro, comece a tomar banho antes de atividades com hora marcada. Assim tem mesmo de manter a atenção para não se atrasar e acaba, obrigatoriamente, por tomar banhos mais rápidos.

Se fizer passar a mensagem ao resto da família e todos começarem a poupar água e gás, o impacto nas contas vai ser maior.

3. Habitue-se a andar menos de carro e mais de transportes (e a pé)

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Aproveite os feriados e fins de semana para se habituar a deixar o carro na garagem e andar mais a pé. Não só é ótimo para a saúde, como vai ver que até acaba por encontrar lugares que desconhecia e que estão perto de casa.

Além disso é uma forma de ir ganhando prática se quiser alargar a estratégia aos dias de trabalho. Até porque quando se trata de cortar gastos, trocar definitivamente o carro por transportes públicos é uma das estratégias mais eficientes e com maior impacto no orçamento.

A diferença entre um passe mensal e a despesa em combustível e manutenção do carro é enorme, por isso vai mesmo sentir a poupança. E ainda descobre que o tempo de viagem pode ser aproveitado para ir fazendo outras atividades.

4. Cozinhe mais

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Cozinhar as próprias refeições é uma boa forma de cortar nos gastos com a alimentação, sobretudo se fizer um planeamento antecipado do que vai comer em cada dia da semana, porque evita improvisos na hora de fazer compras.

Com cada vez mais serviços de entrega disponíveis, a tentação para encomendar comida é grande, mas se for um hábito recorrente pode tornar-se bastante dispendioso.

Tire partido dos fins de semana, por exemplo, em que os horários são mais relaxados, para preparar as refeições da semana ou para ir ganhando o hábito de cozinhar, caso não o costume fazer.

Para manter a motivação, sugerimos que abandone os pratos de sempre e se disponha a viajar pelo mundo da culinária, com receitas novas e saborosas. As aventuras na cozinha podem ser uma experiência muito agradável e se trouxer companhia para, juntos, beberem um bom vinho e conversarem enquanto metem mãos ao trabalho, tanto melhor.

Mesmo que elabore nos ingredientes, nunca um prato será tão caro em casa como num restaurante. Tenha apenas o cuidado de comprar só o que precisa e de consumir tudo o que tem. Não deixe alimentos esquecidos no frigorífico, que acaba por ter de deitar fora.

5. Compre menos

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Entramos agora naquela que pode ser uma das etapas mais difíceis, principalmente para os que não resistem a umas boas compras.

Roupa, calçado, acessórios – tudo o que existia para nos tentar nas montras das lojas agora passeia também na internet, mesmo em frente aos nossos olhos. Mas sejamos francos, ninguém precisa de uma coleção de casacos nem de dezenas de pares de sapatos novos a cada estação.

Em vez disso, experimente visitar alguns blogues de moda para tirar ideias de como combinar as peças que já tem. Assim pode construir conjuntos novos todos os dias, sem se cansar do que vê e sem ter de gastar mais dinheiro.

Se tiver algum tempo extra, também vale a pena aprender a costurar. Pode não se tornar um Versace, mas ganha habilidade para fazer pequenos arranjos ou até para remodelar peças antigas e adaptá-las às novas tendências. Aproveite para dar uma oportunidade à sua veia criativa.

6. Corte nos luxos

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Tem a certeza que vê todos os 150 canais de televisão que tem disponíveis em casa? E os serviços de streaming, será que são todos absolutamente indispensáveis?

Qualquer lição sobre como cortar gastos inclui um capítulo dedicado a eliminar despesas desnecessárias e nós não vamos fugir a esta regra. Faça por manter apenas os serviços que usa com regularidade e anule todos os outros. Mesmo que nos primeiros dias lhe custe, acredite que, com o tempo, se habitua a viver sem eles.

Cortar nas gorduras orçamentais pode passar por eliminar totalmente alguns serviços (como o streaming de filmes, séries e música) ou então por reduzir os tarifários que tem atualmente (quer seja no número de canais televisivos e/ou no plafond de dados móveis).

7. Deixe de contrair créditos

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A única exceção no que diz respeito a créditos vai para a habitação, já que dificilmente uma família de rendimento médio pode comprar uma casa a pronto. Tudo o resto deve ser comprado com o dinheiro que tem disponível.

Comprar apenas aquilo que pode pagar, não só lhe permite cortar gastos no imediato, como evita que empenhe o seu próprio futuro.

Infelizmente, é comum as pessoas endividarem-se e só mais tarde perceberem o impacto que as mensalidades têm no orçamento da família. Não caia no mesmo erro: o seu “eu” do futuro vai agradecer não ter contas adicionais para pagar todos os meses.

8. Cancele os cartões bancários que estão a mais

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Mais uma vez, há aqui espaço para uma exceção, que é o cartão de débito da sua conta à ordem. Todos os outros, acredite, pode viver bem sem eles.

Cartões bancários que geram despesas de manutenção, mesmo que indiretas, e muitas vezes até ficam esquecidos no fundo de uma gaveta, são para descartar.

O mesmo se aplica ao cartão ou cartões de crédito. Lembre-se do que lhe dissemos no ponto anterior, “empurrar” os gastos para depois não é solução.

Claro que o cancelamento de cartões obriga a um estudo de impacto prévio. Há casos em que o cartão de crédito está associado ao empréstimo da casa, e o cancelamento pode alterar a mensalidade.

Mas se puder cancelar, sem quaisquer custos, e com isso ainda cortar alguns gastos, faça-o.

9. Aceite-se como é

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Produtos para o cabelo, cremes, maquilhagem… há todo um mundo de cuidados que prometem beleza e juventude eternas em troco de algumas dezenas, nalguns casos centenas, de euros. E numa altura em que todos precisamos de uma injeção de auto-estima é mais fácil sucumbir à tentação.

Mas neste particular também se pode ter regras, sem que para isso seja preciso descuidar da imagem e higiene. Basta que adote novos hábitos de consumo, procurando marcas de produtos mais acessíveis, por exemplo.

Corte nos gastos acessórios com os cuidados de beleza e restrinja-se apenas ao que é mesmo essencial. Pode, por exemplo, estabelecer um limite de uma, duas despesas mensais no máximo relacionadas com produtos ou serviços de beleza.

10. Aprenda a não fazer nada

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Deixamos esta dica para o fim de propósito, porque é, a nosso ver, a mais difícil. Parece irónico dizer-lhe que é difícil aprender a não fazer nada, mas pense na última vez que se sentou no sofá a olhar para o vazio durante mais de meia hora. Não é a ver televisão. É mesmo sem fazer rigorosamente nada. Não se lembra, pois não?

A verdade é que o ritmo das nossas vidas se tornou tão alucinante que todos estamos sempre a fazer alguma coisa: ao telemóvel, no computador, a ver TV…

Parecendo que não, tudo o que fazemos acaba por ser um estímulo para gastarmos mais, porque estamos vulneráveis aos anúncios, e à influência dos outros (que nos faz querer fazer / ter igual a eles).

Aproveite o seu tempo em casa para tirar partido dela e apreciar o que tem. Ainda vai acabar por descobrir livros que não chegou a ler, um jardim que nunca aproveita ou álbuns de música que não ouvia há séculos!

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