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Um guia para tempos complicados
Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
14 Out, 2015 - 10:01

8 erros que deve evitar ao preparar a reforma

Mónica Carvalho

Ainda não começou a poupar para o futuro? Então saiba que esse é um dos erros que deve evitar ao preparar a reforma. Conheça os restantes.

erros que deve evitar ao preparar a reforma

Para ter um futuro mais feliz e despreocupado, há erros que deve evitar ao preparar a reforma. Aliás, este momento deve começar a ser preparado assim que começa a sua carreira profissional. Afinal, quanto melhor e mais cedo preparar a reforma, mais qualidade de vida terá no futuro.

Garantir o futuro: erros que deve evitar ao preparar a reforma

poupar para a reforma
1

Não planear a reforma

É fundamental ter um plano para a reforma desde cedo e que seja real e não utópico. Claro que todos desejaríamos chegar ao momento do fim da nossa carreira com a vida financeira mais do que equilibrada e poder, por exemplo, viajar à vontade e usufruir de alguns luxos.

Mas nem sempre é possível, fruto até dos baixos rendimentos praticados em Portugal e das elevadas despesas que as famílias têm de suportar.

Nesse sentido, se não tiver esta consciência, então, não poderá esperar grande retorno durante a reforma, que se quer como um período calmo e feliz.

2

Não dar prioridade à poupança para a reforma

Na sequência do planeamento do que deseja fazer na reforma, chega-nos a poupança. No melhor cenário possível, deve começar a poupar para a reforma desde cedo, preferencialmente, quando inicia a sua carreira profissional.

A poupança para a reforma deve ser considerada como mais uma despesa mensal, assim como a prestação da casa, do carro ou da alimentação. Como tal, opte por criar uma conta poupança para este efeito ou subscrever um produto financeiro com este fim, para que periodicamente seja transferido dinheiro para poupar para a reforma.

Assim sendo, é importante iniciar o processo de poupança para esta fase da vida que se deseja mais pacífica e longe de preocupações, mesmo que esteja na casa dos 20 anos.

Façamos uma simulação rápida: imagine que começa a poupar 25€ por mês para a reforma aos 25 anos. A idade da reforma em Portugal, sem penalização, são os 66 anos e sete meses. Ao longo destes 499 meses, irá ter amealhado a simpática quantia de 12.475 euros. Pode não parecer muito, mas se tiver um serviço financeiro que lhe renda juros, se conseguir ainda aumentar o valor mensal ou até fazer capitalizações nessa conta o quanto antes, então, esse valor poderá ser aumentado e sem grandes dificuldades.

3

Abandonar o plano de poupança

Entre um dos principais erros que deve evitar ao preparar a reforma está mesmo a imprevisibilidade da vida. A vida não decorre tal como a planeamos: os problemas, imprevistos e vicissitudes acontecem e isso obriga-nos, muitas vezes, a recorrer a um plano B. Porém, o dinheiro destinado à reforma não deve ser usado para esse fim. É para esses momentos que ser o fundo de emergência que deve, igualmente, criar.

4

Dar a pensão de velhice como garantida

Este não é um tema novo. Há muitas pessoas que pensam que será o sistema público de pensões a sustentar-nos, visto que é para isso que descontamos ao longo da vida profissional.

Todavia, ninguém pode garantir a sustentabilidade da Segurança Social ou de outros sistemas daqui a uns anos. Além disso, o valor das pensões de reforma é, habitualmente, bem mais baixo do que os salários ganhos ao longo dos anos.

Como tal, poderá ter uma pensão de reforma que não lhe permita fazer face às suas necessidades.

5

Acumular dívidas ou viver acima das possibilidades

A facilidade com que, atualmente, se consegue um cartão de crédito ou até créditos pessoais, é meio caminho andado em direção a problemas financeiros.

Naturalmente que algumas despesas da nossa vida, como a compra de casa ou de carro, poderão ser difíceis só com capitais próprios. Nesses casos é comum recorrermos ao crédito. Todavia até neste campo deve ser cauteloso, para não ter pagamentos que ultrapassem a sua taxa de esforço.

Além disso, um nível de endividamento exagerado pode mesmo arruinar as possibilidades de ter uma reforma aceitável.

6

Não aplicar o dinheiro ou investir erradamente

O tema “investimentos” ainda assusta muita gente, devido à falta de literacia financeira que marca a sociedade portuguesa. E realmente é um assunto que deve ser encarado com seriedade. Para tal, informe-se junto do seu gestor de conta ou de um profissional da área para perceber que opções têm nesse sentido.

Deixamos um conselho nesta questão: invista em produtos financeiros adequados ao seu perfil ou no quais tenha total conhecimento e lhe transmita confiança.

7

Não considerar a inflação

Numa economia de mercado como aquela em que vivemos, os preços dos bens e serviços podem sempre mudar: ora sobem, ora descem. A inflação refere-se ao aumento geral dos preços dos bens e serviços. Assim sendo, nos seus planos de poupança para a reforma deve ter este fator em consideração.

8

Resgatar PPR para outras finalidades

Resgatar o dinheiro que aplicou no Plano de Poupança para a Reforma (PPR) é possível de fazer, claro, mas isso não acontece a custo zero e poderá estar a perder o esforço que fez para juntar aquele dinheiro.

Poderá, assim, estar sujeito a penalizações fiscais, caso decida levantar o valor e não se enquadre das exceções previstas na lei. Isto pode significar que terá de devolver ao Estado os benefícios de que usufruiu, por exemplo, ou ter uma penalização adicional elevada por cada ano decorrido por resgate antecipado.

Ainda assim, se precisar mesmo de o fazer, saiba que os PPR podem ser levantados sem penalizações nalgumas situações, nomeadamente:

  • Amortização de crédito habitação para habitação própria permanente;
  • Após cinco anos da sua criação em caso de reforma por velhice do subscritor;
  • A partir dos 60 anos de idade do participante após cinco anos da subscrição deste produto;
  • Em caso de desemprego de longa duração;
  • Em situação de doença grave do subscritor;
  • Mediante incapacidade permanente para o trabalho do subscritor;
  • No caso de morte do subscritor.

Por isso, se ainda não começou a pensar no tema, esperamos que este artigo funcione como um alerta de consciência. Afinal, o tempo passa a voar e a reforma pode estar mesmo aí ao virar da esquina.

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